sexta-feira, 30 de abril de 2010

Elephant Parade






Tive uma maravilhosa surpresa ontem...Estava conversando com um amigo dos EUA e ele estava escutando esta banda. Perguntei: O que é isso? Resposta: Nem eu mesmo sei. Intrigado, eu retruquei: Mas como é que você encontrou? Resposta: Alguém na rua implorou que comprasse o cd por 7 dólares. Estava querendo fazer uma boa ação e comprei.

Fiquei muito intrigado, pesquisei, obtive poucos dados, mas encontrei, escutei e escutei... Que surpresa! Como é que eles imploram para vender seus CDs? Como a maioria dos artistas no blog já citados, as músicas deles falam sobre histórias, emoções acima da superficialidade. Mesmo quando eles falam de um amor simples, parece que conseguem ter um impulso diferenciado em nossos ouvidos. A maioria das pessoas não consegue sentir o que está sendo ali representado em vozes, acordes, sussurros, pausa.

O Cd chama-se Bedroom recordings (gravações de quarto), apenas 22min e 33seg.. A curiosidade é que as 9 faixas que o integra foram gravadas em 9 quartos diferenciados do bairro do Brooklyn. Eles venderam apenas 2 mil cópias (provavelmente na rua também). Contudo, seu trabalho precisa ser alastrado pelo mundo porque consegue atingir a alma; músicas pequenas, mas de longa extensão. Estele e Ido se conheceram em uma festa dos anos 80 e se tornaram melhores amigos ao compartilharem o gosto pelo Folk, logo depois vem a banda em 2005. Início de química notável em seu álbum.

Letras simplórias, músicas sussurradas, harmonias doces, violão, piano, etc. Com certeza isso já foi feito anteriormente, mas ainda soou único para mim. A sensação quando se termina de escutá-los é a ansiedade para ver o que se tornaram quando forem procurados e não procurarem ser escutados. Sensibilizo-me com estes músicos brilhantes que trazem sentimentos tão nobres ao meu coração e que precisam ser escutados. Boa viagem aos quartos do Brooklyn e que se deleitem como eu nesta simplicidade espetacular.




                                                          BEDROOM RECORDINGS




Goodbye
Friday Night
Velcro
Riding in your car
Xanax
For you
Thirteen things
Boat song
Everything burns
Bonus Track

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

[Re:jazz] - Nipponized








Como na Gaveta ainda não tem nada de jazz, aqui vamos nós!!!! E pra começar não podia ser qualquer coisa, então fugindo a associação mais fácil (jazz = música norte americana), escolhi uma coletânea japonesa de jazz.

Aqui tem versões jazz dos alguns dos grandes nomes da música japonesa (ou pelo menos os mais pop por esse lado do globo), como Mondo Grosso e Ryuichi Sakamoto. E falando em J-music, na minha opinião jamais poderia ser deixado de fora o Pizzicato Five, com o clássico totalmente Hipster, e altamente divertido Twiggy Twiggy, que agora ganha um ar mais chique, só essa faixa já valeria o download, mas ainda muita coisa legal pra escutar no álbum, como a faixa quatro, Rita, que é apaixonante pra gosta ( e também pra quem não gosta) de instrumentos e sopro, e combina perfeitamente com a percussão do que eu acho que seja um Metalofone, mas como não entendo de percussão não tenho certeza.

O CD traz uma atmosfera calma e relaxante, talvez ate um pouco lounge, sendo perfeita pra um almoço entre amigos, ou tomar um vinho e conversar besteira.

Espero que gostem, e Bom Appetit =]

Senha: gavetasonora.blogspot.com
Álbum: [Re:jazz] – Nipponized
Artista: Various Artists
Gênero: Jazz
Tamanho: 112 mb

Tracklist:

  1. The Brightness Of These Days [Original By Kyoto Jazz Massive]
  2. MG4BB [Original By Mondo Grosso]
  3. Twiggy Twiggy [Original By Pizzicate Five]
  4. Rita [Original By Jazztronik]
  5. Threesome
  6. You'll See
  7. Luv Connection [Original By Towa Tei]
  8. Bibo No Aozora [Original By Ryuichi Sakamoto]
  9. Unit [Original By Logic System]
  10. Skin Against Skin [Original By Dj Krush]
  11. Emperor

terça-feira, 27 de abril de 2010

Jónsi - Go (2010)




Se a perfeição musical existe, Jón Þór Birgisson ou Jónsi chegou muito próximo com seu debut cd. Seu álbum é simplesmente indescritível. Quem conhece Jónsi (lê-se "Iônssi") sabe de sua trajetória na banda de post-rock "Sigur Rós", em que ele é vocalista e guitarrista. Ele ficou conhecido por seu modo peculiar de tocar guitarra, introduzindo um arco violoncelado para tirar sons emocionantes. Atualmente sua banda fez uma pausa e o Islandês resolveu lançar um cd solo.


Simplesmente não há uma maneira racional de descrever o cd. Também não há palavras suficientes para expressar a viajem emocional em que somos transportados. O cd é uma espécie de introspecção alegre, quase esquizofrênica em alguns momentos e dá uma vontade de ficarmos sorrindo de braços abertos e girando, girando. É como se as músicas fizessem parte de cada um de nós, como se ele conseguisse extrair tudo que há dentro da alma de cada um. Há um experimentalismo claro em cada segundo, mas não é algo que nos deixa com uma sensação de estranhesa. As músicas são regidas de forma harmosiosa: os vocais e os instrumentos duelam lado a lado, um não busca superar o outro, é como se fossem um só. Não há como determinar um música como ponto alto, todas são. As músicas geralmente começam cheias de minimalismos e vão crescendo até se tornarem grandiosas, épicas.

Para resumir o álbum em duas palavras: uma delícia.

Go










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Cabruêra










A banda já ta há um tempo na estrada, foi formada em 1998, composta por 4 músicos quem conseguem incorporar as suas músicas as mais diversas influências, misturando a nossa música regional, o forró, o coco, a ciranda, com elementos do rock, funk, samba, entre inúmeros outros sons que são aglutinados as músicas sempre dançando da Cabruêra.

Lançado em 2010 com o apóio do Programa Petrobrás Cultural, Visagem, o novo CD do grupo segue coeso e bem estruturado, mesmo com a regravação de músicas que já são velhas conhecidas dos fãs, a exemplo da faixa 2 Doce de Coco (música tão boa qnt o doce ^^ ).



Álbum: Visagem
Artista: Cabruêra
Ano de Lançamento: 2010
Gênero: MPB 
Tamanho: 57 MB
Tracklist:
  1. Visagem
  2. Doce de Coco
  3. Pisa Morena
  4. Sina de Violeiro
  5. Xangô
  6. Passarada
  7. A Pisada
  8. Feira da Prata
  9. Portão Azul
  10. Aruanda
  11. Pé-de-Cabra
  12. Fumaça

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Meno del Picchia





Ao contrário do que seu nome pode sugerir, Meno del Picchia é brasileiríssimo. Esse é o cantor/instrumentista/compositor mais plurais que já ouvi. Em suas composições viajamos por estilos diferentes como rock, samba, jazz, MPB, pitadas de downbeat e trip hop até.

Suas músicas são um tanto introspectivas e dão vontade de cantar junto com ele no decorrer das faixas de seu cd. Aliás, ao iniciar o cd somos envolvidos pelo rock bem alegrinho da música "Perfeição". Imediatamente a música seguinte, "Quando Ela Samba", nos cobre com um samba jazz super atraente (na minha opinião a melhor música) e fala de um homem envolvido pelo 'sambado' de uma mulher. Para mim essa música seria uma versão atual (e muito mais interessante) do "Laço de Fita" de Castro Alves. Mais uma mudança: em "Acaso" nos deparamos com um quê de trip hop/downbeat/MPB.  A música seguinte é unicamente instrumental: "Carapiá" um pouco mais de samba/jazz. Daí temos um pouco mais de rock com "Sofá" e depois "Receio Bobo" é acompanhado apenas pelo violão e dá vontade de ficar balançando a cabeça ao ritmo dos acordes. "A Poetisa que Casou "é mais um ponto alto do cd, um samba bem inteligente. Após a música "Duvidar de Mim" vem "Causar", uma música com um quê de Radiohead, não se consegue parar de ouvir. Depois temos mais um pouco de jazz, com "Castelo do João", e rock, com "No Eyes Contact", única música cantada em inglês. O cd se encerra com "Maju No Sagi", instrumental e bela.

Por incrível que pareça, todas as músicas têm um harmonia interessante no decorrer do cd. Realmente vale a pena ouvir. Fica a dica.

Deleitem-se!






Meno del Picchia





















domingo, 25 de abril de 2010

Damien Rice






Emoção, prantidão, claridade em um escuro, escuro na claridade, um arrepio na nuca, você atingido por sentimentos repreendidos é a única maneira que eu posso descrever Damien Rice. Poucos se comparam a este grandioso cantor, compositor, instrumentalista, que acima de fama preza pela verdade. Fato que desistiu de sua banda de rock (Juniper) que acabara de assinar um contrato com a gravadora e foi para o sul da Itália buscar dar formar para o que ele imaginava “ser a representação musical de minhas emoções pertubadas”.

A primeira que escutei Damien foi motivado por uma professora de redação, aqui prestando minha homenagem a Silvia Abraão. Para todos os que já a conheceram a noção de esta gosta do que há de melhor fica logo evidente. Desesperadamente corri atrás e ouvi a tão famosa “Blower’s daughter”. Não acreditava em um amor descrito com tanta força usando apenas de frases simples. Surpreendi-me com o que este transpassava quando dedilhava o violão e rasgava sua garganta. Seu cd de estréia “O” foi gravado em um pequeno estúdio na garagem de sua casa, com alguns amigos nos instrumentos. Ele logo foi elogiado pela crítica, mas não buscou se aliar a nenhum selo.

Com sua parceira Lisa Hannigan, mais uma evidência constatada no mundo da música que muitos cantores usam para atingir a perfeição, aliando-se com a doçura da feminilidade. Eles logo se apaixonaram e é evidente pelas apresentações ao vivo que um adornava ao outro, em uma mistura de perfeição. Seu segundo, intitulado “9” é incrível também, mas sem o mesmo respaldo que o primeiro por não participar de tantas trilhas de filmes e seriados.

Damien diz que não mais gravará cd porque isso só dá dinheiro para quem tenta moldar a sua arte. Suas apresentações ao vivo são ainda melhor; é inacreditável que um ser humano consiga puxar, doar-se tanto ao vivo sem se desprender do terreno. Contudo, mas dois álbuns são lançados por Damien.

Desculpem-me se fui extremamente pessoal ao falar sobre ele. Suas músicas fazem parte de quem sou e minha esperança para o mundo é que possam ajudar a embelezar a vida de vocês. Todavia, tomem cuidado ao começar porque ele a fará sentir sua maior dor para que saiba que o melhor ainda está por fim.




Damien Rice "O"



  1. "Delicate" – 5:12
  2. "Volcano" – 4:38
  3. "The Blower's Daughter" – 4:44
  4. "Cannonball" – 5:10
  5. "Older Chests" – 4:46
  6. "Amie" – 4:36
  7. "Cheers D arlin" – 5:50
  8. "Cold Water" – 4:59
  9. "I Remember" – 5:31
  10. "Eskimo"¹ – 16:07


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Damien Rice "9"




  1. "9 Crimes" — 3:39
  2. "The Animals Were Gone" — 5:41
  3. "Elephant" — 5:57
  4. "Rootless Tree" - 4:22
  5. "Dogs" — 4:11
  6. "Coconut Skins" — 3:45
  7. "Me, My Yoke + I" — 5:57
  8. "Grey Room" — 5:43
  9. "Accidental Babies" — 6:34
  10. "Sleep Don't Weep" — 21:54
  11. "The Rat Within the Grain" (bonus track) — 2:54


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Thiago Pethit





Um dos maiores cantores e compositores do Brasil, Thiago Pethit é bastante plural. Seu gênero musical claramente é folk, suas letras são cantadas por vezes em português, outras em inglês, francês ou espanhol. Suas múscias são introspectivas e tratam de sentimentos e emoções do dia-a-dia, mas não de um jeito banal, como se encontra em qualquer esquina. Sua música é extremamente intimista, como se estivesse se confessando, muitas vezes tudo isso é misturado a um som quase frenético, como se quisesse fazer dançar. Para tudo isso ele se baseia na simplicidade das palavras, deixando-nos identificar muitas coisas nas entrelinhas. Sua música é muito dominada pelo violão, piano e acordeon. Por vezes nos deparamos com pitadas de instrumentos clássicos e outras supresas. Tem algo de magicalmente teatral em suas músicas, algumas vezes nos remete a um cabaret, a um saloon do velho oeste americano ou simplesmente a um circo.

Não preciso descrever muito, basta ouvir e se deliciar.

Deleitem-se!







Em Outro Lugar EP



















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Berlim, Texas


sábado, 24 de abril de 2010

She & Him








Para quem ainda não conhece, o She & Him é um duo (ou seria uma banda? Não sei), formado em 2006, pela cantora/atriz (Sim, Senhor!, 500 dias com ela, entre outros) Zooey Deschanel e pelo guitarrista M. Ward (Matthew Stephen Ward). Eles fazem um som folk, as vezes brincando um pouco introduzem um ar meio country, dando ao seu trabalho sempre um cool meio retrô.

Em 2008 eles lançaram seu primeiro álbum “Volume One”, CD perfeito pra se escutar numa preguiçosa manhã de domingo, numa tarde chuvosa, a caminho da aula, voltando p casa, perfeito pra se escutar em qualquer lugar e a qualquer hora. Why Do You Let Me Stay Here? Foi o primeiro single do álbum, a sintetiza bem a química que rola entre a Zooey e o Matthew, um som com refrões gostosos que grudam no ouvido (com deliosos la la las, aaa aaa aaa, tchu tchuru tchutchu tchururu), são sem sombra de dúvidas músicas pra se “degustar” bem devegar! E no finalzinho do CD, quando você acha que não pode ficar melhor, somos presenteados com I Should Have Known Better (Beatles), mesmo sem terminar o CD já ficamos com um gostinho de quero mais =]

Em março desse ano saiu o tão esperado “Volume Two”, que chega causando a mesma boa impressão do anterior com o single In The Sun, a Zooey tão linda quanto em 2008 (sou só eu ou mais alguém tem vontade de seqüestrar ela e escondê-la no seu quarto, no bom sentido é claro ^^)

E agora sem mais delongas (ou antes que eu faça qualquer outro comentário que possa me levar pro xinlidró ¬¬), desfrutem do som dos She & Him.

Bom appetit =]

Álbum: Volume One
Artista: She & Him
Ano de Lançamento: 2008
Gênero: folk
Tamanho: 48 mb


Tracklist:
  1. Sentimental Heart
  2. Why Do You Let Me Stay Here
  3. This Is Not A Test
  4. Change Is Hard
  5. I Thought I Saw Your Face Today
  6. Take It Back
  7. I Was made For You
  8. You Really Gotta Hold On Me
  9. Black Hole
  10. Got Me
  11. I Should Have Known Better
  12. Sweet Darling
  13. Untitled


Album: Volume Two
Artista: She & Him
Ano de Lançamento: 2010
Gênero: folk
Tamanho: 41 mb



Tracklist:
  1. Thieves
  2. In the Sun
  3. Don't Look Back
  4. Ridin' in My Car
  5. Lingering Still
  6. Me and You
  7. Gonna Get Along Without You Now (Skeeter Davis)
  8. Home
  9. I'm Gonna Make It Better
  10. Sing
  11. Over It Over Again
  12. Brand New Shoes
  13. If You Can't Sleep

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Florence and The Machine


Calma! Ela não é estranha, sua voz não é anormal, nem suas letras confusas, embora você acabará reagindo tendo as suposições como verdadeiras; perceberá atribuições de falta de sanidade exposta impregnada em si mesmo.
Vontade de dançar; irromper um choro travado há tempo; chamar uma tempestade, sair marchando, ou simplesmente, atirar em alguém para ensiná-lo a lição aprendida através da pressão deste cd, talvez só assi, sentirão satisfeitos do que ela (Florence) e a máquina despertaram em si.
Dona de uma voz potente, de um intelecto invejável, de uma vida pertubada e crenças fora do padrão, Florence transmite tudo isso para o público ainda não conquistado no ano passado (2009). Devido a sua verdade propagada, sente-se um pouco envergonhada, é elogiada por críticos do alto escalão musical inglês e assina com uma gravadora grande detendo apoio maciço da BBC.
Enquanto o sucesso não a destroi, aproveitem dessa obra-prima, sem filtros. No fim, perguntem a si mesmo o que estão com vontade de fazer.?..Muitas opções pulsantes existirão. Espero que tenha o mesmo efeito sobre vocês, contudo é necessário absorver através de solidão, do estudo, da liberdade impulsionada de atos irracionais como gritar com ela, ou trocar de faixa ao sentir vibração demais. Adquiram a percepção que este é um experimento cujo objetivo é fazê-lo experimentar, quase certo que conseguirá.
Lungs

1. "Dog Days Are Over" (Florence Welch, Isabella Summers) – 4:12
2. "Rabbit Heart (Raise It Up)" (Welch, Paul Epworth) – 3:52
3. "I'm Not Calling You a Liar" (Welch, Summers) – 3:05
4. "Howl" (Welch, Epworth) – 3:34
5. "Kiss with a Fist" (Welch, Matt Alchin) – 2:04
6. "Girl with One Eye" (Alchin, David Ashby, James McCool) – 3:38
7. "Drumming Song" (Welch, James Ford, Crispin Hunt) – 3:43
8. "Between Two Lungs" (Welch, Summers) – 4:09
9. "Cosmic Love" (Welch, Summers) – 4:15
10. "My Boy Builds Coffins" (Welch, Christopher Lloyd Hayden, Rob Ackroyd) – 2:56
11. "Hurricane Drunk" (Welch, Eg White) – 3:13
12. "Blinding" (Welch, Epworth) – 4:40
13. "You've Got the Love" (Anthony B. Stephens, Arnecia Michelle Harris, John P Jr. Bellamy) – 2:48

domingo, 18 de abril de 2010

Favela Chic







O Favela Chic é o nome do um Restaurante/Bartemático em Paris e em Londres, e como o próprio nome sugere o tema dorestaurante é o Brasil, pelo site dá pra dar uma conferida na atmosferada tal Favela Chic.... queé chic, já é de se esperar, mas a surpresa é a eles conseguem captar uma brasilidade, meio que aquela gostosa bagunça tropicalista (ou já seria pós-tropicalista?).

A trilha sonora da Favela Chic, é umresumão da boa e velha Música pra Pular Brasileira, temos dos clássicos comoJorge Bem, Secos e Molhados, Bezerra da Silva... até o sangue novo de Seu Jorgee Cabruêra.

Sendo bem pretensioso, acho que podemos ver essa coletânea como uma antologia da MPB, um trabalho de pesquisa muito bem feito, é claro que deixa muita coisa de fora, mas tem como captar tudo? 

Então se você assim como não pode dar um pulinho em Londresou Paris, devido a uma agenda lotadíssima, aproveita o som ^_^

Bom Appetit \o/




Volume 1
Manda o Som DJ – Various Artists
Eu soufavela – Bezerra da Silva
Batucada– Walter Wanderley
Eu tambémquero mocotó – Erlo Chaves
Eu nãovou mais – Ed Lincoln
Vendedorde bananas – Os incríveis
Cuidadocom o Bulldog – Jorge Bem
16toneladas (Sixteen Tons) – Funk Como Le Gusta
Mangueira– Seu Jorge
Simbareré– Os Reis Du Batuque
Aquecimentode Capoeira – A Coisona
Megamon –Dj Batutinha
Mengooo –Various Artists
PorradaSolução – Bonde de Gorila
Skol –Coca-Água
PopozudaRock’n’Roll – De Falla
Chinelode Rosinha – Trio Nordestino
Edmundo(In the Mood) – Elza Soares

Alegriade Vocês – Jair Rodrigues
Mar doPostonove – Various Artists
Rosa,Menina Rosa – Jorge Bem
Morte daSandália de Couro – Bebeto
Acabou – Various Artist



Volume 2
Favela – Z’africa Brasil
SempreExiste Alguém – Trio Ternura
Não Pode– Tony Bizarro
Vou comGás – Tim Maia
Rosa deHiroshima – Secos e Molhados
Favela (2Tribes Version) – Radio Favela vs Z’africa Brasil
Hip Hopdo Rio – Plante Hemp
Tenha Fépois um Lindo Dia Vai Nascer – Os Originais do Samba
FaladosPassa Mal – Os Originais do Samba
Pé na Estrada (Hit the Road Jack) - Mohorizons

Disritmia– Martinho da Vila

Batucada– Marcelo D2

Sambassim(DJ Patife remix) – Fernanda Porto
Eu BeboSim – Eliseth Cardoso
CarolinaCarol Bela – DJ Marky & XRS
Flor naFavela – Cibelle
Esse é omeu país – Cambio Negro
Atirei oPau no Gato – Various Artists
LuizaManequim – Abílio Manoel




Volume 3
Tive Razão – Seu Jorge
OlhosColoridos – Sandra de Sá
Bananeira– Emílio Santiago
SpinningWheel (Viva Torta) - Raulzinho Impacto 8
JesúsCristo - Erlon Chaves,
Mexericoda Candinha - Wilson Simonal
Não VouChorar - Diagonais
SambaVocalizado (The Vocal Samba) - Luciano Perrone
Saco deFeijão - Beth Carvalho
Procurada Batida Perfeita - Marcello D2
SouNegrão - Rappin' Hood
Dança daModa - DJ Dolores & Orchestra Santa Massa
ForróEsferográfico - Cabruêra
BotecoelectroVisits As Baianas Mensageiras de Santa Luzia - Botecoeletro
Beatboxsamba- Fernandinho
Hip HopNão Para - Ginger Ale & Z.'Africa Brasil
São João,Vila Rosali – Cabo & DJ Dennis
VamosFarrear - Pinduca
Sunny -Banda Do Mato & Eli Goulart
Olha EuAqui Oh! Oh! Oh! - Evinha
MinhasRazoes - Antônio Carlos, Jocafi




Volume 4
No Favela Chic (Intro)
Vem OSalgueiro
BatMacumba - Os Mutantes
Te Gosto- Fundo de Quintal
Cha-ChaCelso - Celso Murilo
Tudo Joia- Orlandivo
DeixaIsso Pra La - Elza Soares
Porfia -Caju & Castanha
Tranqüilo- Black Alien, DJ Marcelinho da Lua
Hora DoBrasil
FavelaChic Ta Ligado - DJ Sandrinho
Dub DoGalo
Bem Querer
BalançaPema
MalandragemDa Um Tempo - Bezerra Da Silva
MarinheiroSo - Dona Edith DoPrato
BerimbauBlues - Dinho Nascimento
CoqueiroVerde - Dóris Monteiro
Se LigaNessa
Ligia -Fred Zero Quatro
Ta VaBom? (Outro)

sábado, 17 de abril de 2010

The Swell Season




Acordar é um exercício raro porque é necessário estar com todas suas faculdades em pleno funcionamento, denota uma visão da realidade onde o ontem e o amanhã convergem no plano do hoje; é o conhecer do temido e despertar para você mesmo. Ao escutar esse cd sinto sempre uma vontade acordar; esse no sentido de sua ridícula similaridade ortográfica no português, a-cor-dar. Ou seja, colorir algo, alguém, um cenário, ou uma simples vida vazia que perambula em busca do sentimento.

A profundidade de um grito rasgado de um barítono, a suavidade de uma soprano contida; a leveza em uma voz vibrante, os arranhões em uma voz chorosa. Glen Hansard junto com Marketa Isklova é como a ação do papel com uma caneta, um todo por si só, contudo, com utilidades extras: rabiscos, desenhos, linhas, palavras, sombra, etc. Poucas pessoas conseguiram atingir não apenas meu coração, como todos meus sentidos, maneira tal que tive mais certeza de minha natureza humana. O choro, alívio, brilho nos olhos, arrepios sentidos durante a obra da simplicidade nesta dupla que seintitulam The Swell Seasons é de invejar qualquer artista.

Acordes belos no violão quebrado que acompanha Glen; teclas doces de Marketa falam de verdades de amores rompidos (Este órgão alienado ainda bate por você), da alegria, esperança (Pegue este barco furado e me mostre o caminho. Nós ainda temos tempo. Eleve sua voz esperançosa..), dor de viver (Apenas antes da chuva cair. O sol saiu enfim. E todas as hipóteses se tornaram. Questões nunca feitas), de instrospeção (Estou me arranhando na superfíce agora, tentando duro para fazer valer). Enfim, o suficiente para promover uma conversa com si mesmo, autoconhecimento, e já que isto pode causar dor e dúvida, eles transmitem o antídoto com inspiração.

Em baixo os 3 álbuns, o segundo é do filme onde eles são protagonistas em uma história do cotidiano deles chamado Apenas Uma vez (Once) (recomendação também).

The Swell Season


1. "This Low"
2. "Sleeping"
3. Falling Solwly
4. "Drown Out"
5. "Lies"
6. "When Your Mind's Made Up"
7. "The Swell Season"
8. "Leave"
9. "The Moon"
10. "Alone Apart"


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    Once


    1. "Falling Slowly"
    2. "If You Want Me"
    3. "Broken Hearted Hoover Fixer Sucker Guy"
    4. "When Your Mind's Made Up"
    5. "Lies"
    6. "Gold"
    7. "The Hill"
    8. "Fallen from the Sky"
    9. "Leave"
    10. "Trying to Pull Myself Away"
    11. "All the Way Down"
    12. "Once"
    13. "Say It to Me Now"
    14. "And the Healing Has Begun"
    15. "Into the Mystic"

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    Strict Joy


    1. "Low Rising"

    2. "Feeling the Pull"

    3. "In These Arms"

    4. "The Rain"

    5. "Fantasy Man"

    6. "Paper Cup"

    7. "High Horses"

    8. "The Verb"

    9. "I Have Loved You Wrong"

    10. "Love That Conquers"

    11. "Two Tongues"

    12. "Back Broke"


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    Haruka Nakamura - Grace








    Não lembro onde achei esse CD, mas esse eu já gostei de cara! Não precisou daquele tempinho pra digerir, pra entender direito a idéia do álbum, e desde o ano passado sempre escuto esse álbum, principalmente quando tow muito estressado.

    O álbum é semi-instrumental, uma música relaxante e bem despretensiosa, construída em cima de repetições simples, mixando elementos eletrônicos, no melhor estilo downtempo, com piano e violão, às vezes temperado com um vocal lírico, e em algumas passagens pequenas surpresas, como o som de crianças brincando ao fundo, dando ao trabalho uma atmosfera bem leve e tranqüila.

    Esse álbum me faz pensar o quando procuramos beleza apenas nas coisas grandiosas, confundimos tudo procurando complexidades, e esquecemos as beleza da simplicidade. E o Haruka Nakamura vem nos lembrar disso, e se faz entender já na primeira faixa.

    Indo do minimalismo ao new age, o Grace, faz uma longa viagem (emocional), o trabalho é uma álbum bem coeso, diria que se resume a uma história muito bem contada.

    Bom Appetit =]





    Album - Grace
    Artista - Harula Nakamura
    Ano de Lançamento - 2009
    Gênero - Indie, Alternativa, Experimental
    Tamanho - 59 Mb


    Tracklist:
    1. Every Day
    2. Arme
    3. Opus
    4. Ralgo
    5. Elm
    6. Luz
    7. Lang
    8. Cielo
    9. Elm2
    10. Sign
    11. Lamp
    12. Grace
    13. Cadenza



    Gotan Project – Tango 3.0 (2010)





    Para aqueles que ainda não tiveram o prazer de conhecer o Gotan Project, o grupo foi criado 1999, pelo francês Philippe Cohen Solal, o argentino Eduardo Makaroff e o suiço Chirstoph H. Müller, e foi o percussor do chamado ElectroTango, movimento que faz uma releitura do tradicional tango, introduzindo novos elementos.

    O novo álbum começa sem grandes novidades, arrisco a dizer até mesmo chato, talvez pela grandiosidade dos trabalhos anteriores, tanto do Gotan Project como do Bajofondo Tango Club (que segue a mesma linha, e também é muito bom).

    E enquanto estamos desiludidos, eis que chega a faixa “Desilusion” (será que é só conscidência?) , que pra mim é onde o álbum começa a ficar interessante. A partir desse ponto o CD perde a atmosfera de sobriedade que mostrava antes e assumi um caráter mais leve, mais dançante.

    Nesse novo trabalho os recortes de discursos e narrações agora vêem em pequenas doses, o grupo caminha rumo a uma popfização, mas ainda sim vale muita a pena escutar, principalmente se formos fazer uma comparação com o cenário musical autal (cacofonia horrível ¬¬’ ).


    Aproveita enquanto ainda ta quentinho do forno \o/    Bom Appetit ^_^










    Tracklist:
    Tango Square
    Rayuela
    Desilusion
    Peligro
    La Gloria
    Mil Millones
    Tu Misterio
    De Hombre a Hombre
    El Mensajero
    Panamericana
    Erase Uma Vez