sábado, 17 de julho de 2010

Beirut






Desta banda já temos um pouco de ciência devido à repercussão de uma de suas músicas na mini-série brasileira Capitu. Muitos ficaram fascinados com o estilo da música Balca e criaram um movimento onde performances da banda eram feitas em diversas cidades do Brasil, chamado Beirutando na Praça. A banda, para quem conhece pouco ou nada é uma orquestra em si, composta por músicos de excelência em cada instrumento, sem perder o ar de alternatividade. Um soco na liberdade é o objetivo de seus integrantes.

Um brinde da folk music que impossível escutar sem desejar girar, bater as mãos e pés, sorrir para todos. É uma banda que instiga o melhor que há dentro de cada um; eleva a alma com bons sentimentos. Gulak orkerstar (álbum) foi gravado inicialmente boa parte do processo por Condon (vocalista) no seu quarto sendo levado para estúdio apenas para retoques finais. The Flying Club Cup (álbum) nos traz a maravilha da música francesa como influência. March the Zapotec/Holland Ep segue o saudismo com um tempero viciante. Para ver um pouco da banda, veja este vídeo:




Escuto Beirut para sentir-me feliz, mesmo com letras bem constituída sobre a vida e relatos de decepção isto é muito possível. É um grito que não arranha ou é ácido; a conquista da liberdade da melhor forma que se pode promover: idealismo, alegria e tranquilidade.


THE FLYING CUP




  1. "A Call to Arms" - 0:18
  2. "Nantes" - 3:50
  3. "A Sunday Smile" - 3:35
  4. "Guyamas Sonora" - 3:31
  5. "La Banlieue" - 1:57
  6. "Cliquot" (Zach Condon, Owen Pallett) - 3:51
  7. "The Penalty" - 2:22
  8. "Forks and Knives (La Fête)" - 3:33
  9. "In the Mausoleum" - 3:10
  10. "Un Dernier Verre (Pour la Route)" (Zach Condon, Kendrick Strauch) - 2:51
  11. "Cherbourg" - 3:33
  12. "St. Apollonia" - 2:58
  13. "The Flying Club Cup" - 3:05


GULAG ORKESTAR


  1. "The Gulag Orkestar" – 4:38
  2. "Prenzlauerberg" – 3:46
  3. "Brandenburg" – 3:38
  4. "Postcards from Italy" – 4:17
  5. "Mount Wroclai (Idle Days)" – 3:15
  6. "Rhineland (Heartland)" – 3:58
  7. "Scenic World" – 2:08
  8. "Bratislava" – 3:17
  9. "The Bunker" – 3:13
  10. "The Canals of Our City" – 2:21
  11. "After the Curtain" – 2:54


ELEPHANT GUN EP


  1. "Elephant Gun" – 5:47 (Zach Condon)
  2. "Transatlantique" – 3:36 (Zach Condon)
  3. "Le moribond/My Family's Role in the World Revolution" – 4:10 (Jacques Brel, Zach Condon)


MARCH OF THE ZAPOETC


  1. "El Zócalo" - 0:29
  2. "La Llorona" - 3:34
  3. "My Wife" - 2:11
  4. "The Akara" - 3:54
  5. "On a Bayonet" - 1:41
  6. "The Shrew" - 3:44




domingo, 11 de julho de 2010

Fiona Apple








Voltei de um milênio sem postar aqui (pelo menos foi o que pareceu pra mim), e volto muito bem acompanhado pela Fiona Apple!

Fiona Apple é nova-iorquina, nascida no ano de 1977, vinda de uma família de artistas, desde os avós passando pelos tios até chegar aos pais, ela começou nas aulas de piano aos 4 anos e sempre gostou de cantar, dona de uma voz peculiar de timbre envolvente e acolhedor e exímia compositora, ela traz nas suas letras, na maioria da vezes, muita melancolia, angustia, criando sempre uma cenário de muita introspecção.

No seu primeiro álbum Tidal, que ela gravou tendo apenas 17 anos, tendo nele o sucesso Criminal que virou hit na época do seu lançamento, é também nesse álbum que tem a música Sullen Girl, onde ela fala de traumática experiência de abuso sexual que sofreu aos 12 anos. É difícil classificar a Fiona em Gênero musical específico, mas acho que se pode dizer que ela (sempre muito bem acompanhada do seu piano) se encaixaria mais no pop, com uma grande influência do jazz.

Mas o álbum, ou melhor, os álbuns que trago hoje não é Tidal, mas sim o Extraordinary Machine, o terceiro álbum da cantora, a gravação desse trabalho ficou pronta em 2002, mas só foi lançado oficialmente em 2005, essa demora se deve ao fato da Fiona ter ficado na geladeira porque o seu álbum era completamente anti-comercial, com pressão dos fãs e a resistência da Fiona em mudar o seu trabalho já feito, por não querer comprometer a sua visão artística, no final da história o Extraordinary Machine com duas versões a primeira (a minha preferida) produzida pelo Jon Brion, o segundo eu não sei quem produziu, eu reconheço que a diferença entre ambos não é muito grande, pelo menos pra quem não é viciado na Fiona Apple como eu (hehehehe).

Agora dissecando o álbum, se antes já era difícil classificar a Fiona Apple num gênero musical específico no Extraordinary Machine, eu afirmo que é simplesmente impossível! Nas melodias ela criar muitas vezes uma atmosfera leve, em compensação traz uma densidade muito grande nas letras, ora falando de conflituosas relações amorosas, ora falando de si mesma, que são melhores faixas do álbum, como por exemplo, as faixas Please Please Please, Better Version Of Me, e magnífica Extraordinary Machine.

Em relação à instrumentação desse disco tirando o piano (uma verdadeira extensão do corpo dela) e a bateria (que dar um colorido jazzístico do trabalho), agora são trabalhado instrumentos mais eruditos nesse ponto o contrabaixo vem acompanhado de cellos e violinos, também são misturado a tudo, de forma sutil, os sopros como flauta, oboé, clarineta e ate fagote.

O Extraordinary Machine se apresenta então como acompanhamento perfeito pra se fazer uma reflexão, por exemplo no trecho “Give us something familiar / Something similar / To what we know already / That will keep us steady / Steady, Steady / Steady going nowhere”, pra curti uma fossa ou uma dor de cotovelo, ou simplesmente pra ficar balançando e cantarolando as deliciosas melodias como em Waltz, afinal de contas que não ficar balançado de um lado pro outro quando escutar uma boa valsa?!?!

Então se mais delongas... Bom Appetit (e degustem com calma! Hehehehe)




Álbum: Extraordinary Machine (Leaked Version)
Artista: Fiona Apple
Gênero: Outros

Faixas:

  1. Not About Love
  2. Red Red Red
  3. Get Him Back
  4. Better Version of Me (Version 4 rough mix)
  5. Oh Wel
  6. O’Sailor
  7. Used to Love Him
  8. Window
  9. Waltz
  10. Extraordinary Machine
  11. Please Please Please
  12. Better Version of Me (Alternative Version)



Álbum: Extraordinary Machine (Official Version)
Artita: Fiona Apple
Gênero: Outros

Faixas:

  1. Extraordinary Machine
  2. Get Him Back
  3. O’Sailor
  4. Better Version of Me
  5. Tymps (The Sick In the Head Song)
  6. Parting Girl
  7. Window
  8. Oh Well
  9. Please Please Please
  10. Red Red Red
  11. Not About Love
  12. Waltz (Better them Fine)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Martina Topley Bird - Some Place Simple (2010)





Já falei de Martina por aqui anteriormente e agora venho postar seu mais novo release, o álbum Some Place Simple. Sua voz aprimorada nos leva ao máximo deleite nesse projeto. O álbum contém novas versões de músicas dos álbuns The Blue God, já postado por aqui antes, e do Quixotic. As versões são mais acústicas e possui momentos bem crus, assim ela pode nos mostrar sua voz suave e excitante(!). Em todas as releituras nos deparamos com uma percussão aprimorada, com um ar de pura completude de sentimentos e expressões. É algo impossível de ser explicado racionalmente. Em todos os momentos temos o prazer de redescobrir as músicas e atribuir uma nova visão sobre ela e sobre nós mesmos até, pois descobrimos novas sensações ao longo das faixas. Há ainda quatro músicas inéditas que proporcionam um deleite ainda maior. Alguns dos instrumentos diversos presentes nas músicas são violão, bateria, teclado, caixinhas de música, apenas vozes ritmadas e pequenos sons eletrônicos, além de minimalismos perceptíveis em alguns instantes. Há pouco a se falar desse álbum, há muito a se ouvir.

Sim, ela nos proporciona cerca de 36 minutos incríveis!

Baixe agora e se delicie! É uma questão de necessidade! Você vai me entender quando ouvir...



Some Place Simple




















sexta-feira, 2 de julho de 2010

Electric President

Um artista exímio consegue enxergar em um toque de mãos, em um estalar de dedos, em uma preposição uma realidade a ser mostrada por mais irreal que esta possa soar. Quando um artista fala sobre si, suas impressões do mundo, uma exposição de como este verdadeiramente se enxerga podemos esperar sempre algo emocionante, ou simplesmente algo que merece ser respeitado. Poucas pessoas conseguem falar sobre o mundo em volta, a sociedade, muitos falam sobre amores que vêem em novelas, livros ou em seu cotidiano, mas utilizar da arte ao favor descrever é divino.

Ben Cooper, um músico que colabora e ainda possui diversos projetos paralelos (falarei sobre outros em outra oportunidade) nos apresenta esta banda-duo incrível em nos transmitir sentimento, Electric President. O que me assombra é que estes álbuns foram escritos baseado nos escritos de Ben quando acordava no meio da noite depois de pesadelos. Ele fala sobre seus sonhos que naquelas noites eram apresentados obscuros; sobre frustrações; ou sobre a felicidade que este mesmo fala ter se tornado um pesadelo. Ele foi ao fundo da alma humana e fala que não buscou modelar suas impressões; ele e Alex navegaram em seus apontamentos noturnos buscando demonstrar o que foi realmente vivido em pesadelos.

O álbum foi gravado em uma quarto transformado em estúdio atrás de sua casa; de um modo rústico sem instrumentos caros, muitos deles remendados e improvisados. Apesar dessas limitações o que este álbum consegue passar, mostra o valor que um artista possui em despertar emoções; ele conseguiu mostrar que o importante é o amor se tem pela arte e que sua vida é a própria definição daquilo que canta e toca. The Violent Blue é uma obra derivada de outro álbum, Sleep Well. Por mais que um seja filho do outro, The Violent Blue citado como os extras do Sleep Well mostra o Alex e Ben (tudo foi feito apenas pelos dois) mais inclinados ao sentimento. A banda (dupla) ainda possui mais 3 álbuns que espero ansiosamente conseguir.


Recomendo para todos amantes da Indie Music, "música de dormir" que alguns costumam falar do que escuto.














DOWNLOAD

The Violent Blue

1. "The Ocean Floor" - 5:03
2. "Mr. Gone" - 3:05
3. "Safe And Sound" - 4:07
4. "Feathers" - 3:23
5. "Nightmare No. 5 or 6" - 5:47
6. "The Violent Blue" - 4:14
7. "Circles" - 4:12
8. "Elegant Disasters" - 4:30
9. "Eat Shit and Die" - 3:09
10. "All the Distant Ships" - 8:38
















DOWNLOAD

Sleep Well
1. "Monsters" – 4:36
2. "Bright Mouths" - 4:47
3. "We Will Walk Through Walls" - 4:31
4. "Graves And The Infinite Arm" - 4:39
5. "Adrift In Space, Or Whatever" - 1:19
6. "Ether" - 5:10
7. "Robophobia" - 4:34
8. "Lullaby" - 5:36
9. "It's Like A Heartbeat, Only It Isn't" -1:01
10. "All The Bones" - 5:15
11. "It's An Ugly Life" - 5:51
12. "When It's Black" - 5:11

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Pink Floyd - Meddle



Depois de um esforço hercúleo, consegui chegar a um texto aceitável e consistente o suficiente para descrever (com os merecidos elogios, claro) o sexto disco da banda britânica de rock progressivo (leia-se ex-psicodélico, pois as coisas evoluíram desde 1967 em The Piper at the Gates of Dawn). Devo, antes de mais nada, acrescentar que este está entre os meus trabalhos favoritos do grupo, e indubitavelmente no topo da minha lista de melhores discos da história da minha vidinha medíocre de blogueiro. Assim, exageros cometidos e adjetivos no superlativo dominarão esta postagem. Perdoem.

Pois bem, deixando um pouco de lado o contexto histórico da época de produção do álbum (acho desnecessário entupir os leitores não-tão-fãs com um material biográfico), podemos apenas dizer que o disco aqui postado (Meddle, 1971) é um divisor de águas entre o início de carreira do Floyd e a era moderna da banda, agora com identidade claramente progressiva. Mas o que diabos isto quer dizer? Significa, em panos limpos, que aquela sinfonia assustadora de Atom Heart Mother (o álbum anterior, de 1970 - por favor ouçam!) agora dá lugar a um universo diferente, preenchido por uma brisa melódica que levemente penetra em nossos ouvidos e nos acolhe com a temperatura de um dia chuvoso, enquanto os sons vão se adensando, mergulhando-nos num amplo oceano. A primeira faixa, One of These days, é o prólogo para compreender melhor esta evolução (e a minha definição metafísica de rock progressivo). As notas graves do contra-baixo são aos poucos acompanhadas por acordes de teclado, assim a música começa a ganhar proporção à medida que o fade-in vai deixando a guitarra do David Gilmour apresentar-se. Ao fundo, palhetadas alternadas ecoam até que enfim, entra a bateria. A pequena introdução instrumental continua até o clímax (Gilmour e seus bends) e encerra-se dando espaço à segunda faixa.

A Pillow of Winds (Um Travesseiro de Ventos) entra em cena proferindo: "A cloud of eiderdown draws around me; Softening the sound" (Uma nuvem de penas desce ao meu redor; Suavizando o som), acompanhado de um violão acústico dedilhando acordes menores e um teclado (me corrijam se eu estiver errado) que desliza meia dúzia de notas algumas oitavas acima. A canção é de tamanha leveza que dá pra simplesmente fechar os olhos e imaginar-se deitado num campo de trigo.

Após os cinco minutos e dez segundos de A Pillow of Winds, ouvimos Fearless. A música já inicia-se com uma palhetada generosa do David Gilmour que atinge em simultâneo todas as cordas da guitarra, estendendo o tapete vermelho para a bateria e o violão acústico , este último tocado por Roger Waters. Um riff (que tem um fraseado ascendente) aparece precedendo o vocal, perdurando com variações durante toda a música, marcando a transição de um acorde para outro (alguns destes são tocados com notas harmônicas). A faixa começa e encerra-se mixada com a gravação de um coro cantando "You'll Never Walk Alone", do musical Carousel - curiosidade é que essa música virou hino do Liverpool F.C.

San Troopez é a quarta faixa do álbum. Ouvindo-a identificamos claramente a essência jazzística em suas linhas de tempo, em virtude da marcação feita na bateria. As frases de piano são expressadas pelo músico Richard Wright, o violão acústico é novamente do Waters e o Gilmour aparece arrancando solos de sua guitarra com um slide (aquela espécie de dedal que facilita o deslize dos dedos sobre as cordas do instrumento). De longe, é a música que tem a batida mais acelerada do disco. Por fim (considerando que todas as faixas anteriores a Echoes fazem parte do lado A do disco, como era originalmente no LP), chegamos a Seamus, a composição mais inquieta, original e excêntrica de Meddle. O nome desse blues deve-se ao cão que uiva durante as gravações (sim, isso mesmo!), uma espécie de experimentalismo esquisito que acabou dando certo e rendendo lugar no longa Live at Pompeii, gravado pela banda após o lançamento deste disco. A letra, pra lá de genérica, descreve uma curta cena sobre um cachorro. Genial.



E assim, percorremos todo o disco até chegarmos a Echoes, o motivo pelo qual escolhi este álbum para análise. Em seus 23 minutos e 31 segundos de efeitos sonoros, microfonias, imrpovisações e longas passagens instrumentais somos literalmente transportados através de galáxias inteiras. Eu costumo comparar esta faixa com um profundo e denso oceano (lembra do meu ensaio no início da postagem?), onde o papel da composição musical (em suas passagens bem distintas) age como um feixe de luz que vai penetrando nas águas esverdeadas desse universo misterioso. A música tem início com um "ping" repetitivo, obtido através da reflexão da frequência de uma tecla do piano do Wright amplificada e retransmitida através de um alto-falante Leslie. Em seguida, entra David Gilmour com um solo introdutório que perdura até os 3 minutos, quando então os vocais aparecem fazendo dueto (Gilmour e Wright. A letra é belíssima, sem exageros, juro. A harmonia neste trecho usa basicamente os acordes sustenidos menores de Dó, Sol e Fá. Ao final dos vocais, entra em cena novamente a genialidade de David Gilmour em seus solos - com bend à vontade - evoluindo e estendendo-se até o terceiro estágio da música (por volta dos 7 minutos). Daí então, a bateria muda a marcação e o teclado do Wright aparece complementando com acordes, numa ritmia similar à do funk. Essa improvisação continua até o previsível fade-out, nos jogando lentamente até outro momento de silêncio, que aos poucos começa a ser povoado por manifestações sonoras sombrias: é como se minúsculos organismos bioluminescentes começassem a clarear uma caverna escura e fria. Vale a pena frisar o eco assustador semelhante a um grito de baleia, produzido através da inversão dos cabos no pedal wah-wah da guitarra (obrigado, Google!). Esse trecho foi curiosamente utilizado num episódio do Chaves, intitulado "o caçador de lagartixas":



Gradativamente a música volta ao ponto de partida, finalizando o último ato cantado com uma estrutura idêntica àquele trecho entre 3:00 e 5:00. Um duelo instrumental entre David Gilmour e o Richard Wright é majestosamente encerrado pelo silêncio característico de Echoes, com seus já familiarizados efeitos sonoros que nos lembram criaturas alienígenas.

Existem rumores de que a música Echoes faz claras referências ao filme "2001: Uma Odisséia no Espaço", dirigido em 1968 pelo cineasta Stanley Kubrick. Apesar da banda negar qualquer ligação intencional com o longa-metragem, a sincronização feita abaixo mostra que o diálogo entre ambos é válido, sobretudo na cena da viagem a Júpiter:





Meddle é um álbum complexo, instintivo e subjetivo que deve ser apreciado com todos os sentidos. O trabalho imprimiu uma marca permanente na história do rock e nas gerações que o acompanharam. Não deixa, contudo, de carregar uma certa dose de psicodelia, ainda que eu insista afirmar que é um divisor de águas entre as duas fases do Pink Floyd. No mais, uma obra indefinível à primeira vista - afinal, quem entendeu mesmo que aquilo na capa é o close de uma orelha?

Apreciem!

Download

Álbum: Meddle
Artista: Pink Floyd
Ano: 1971
Gênero: Rock Progressivo
Tamanho: 45MB




Tracklist

01. One Of These Days
02. A Pillow Of Winds
03. Fearless
04. San Tropez
05. Seamus
06. Echoes

Björk & Dirty Projectors- Mount Wittenberg Orca EP (2010)





Se algo tem o nome de Björk, palavras não são necessárias. É sempre algo bom. Cheio de esperimentalismos, seu projeto com o Dirty Projectors pode ser considerado como um outro lado do álbum Medulla da Björk (meu preferido!), sendo que este é menos introspectivo, embora  profundo. O EP é cheio de sons feitos com a boca, com a voz. Sim, as músicas são guiadas pelas vozes de todos. Uma vez ou outra nos deparamos com um instrumento musical comum, mas é claro que tudo nas mãos dela se torna inovador, como um simples som de violão ou bateria. Percebemos isso nas músicas do álbum. É claro que o Dirty Projectors também imprimiu sua personalidade nas músicas. Claramente essa foi a melhor parceria do ano!

O EP tem uma temática de preservação ambiental e surgiu depois que Björk e o Dirty Projectors tocaram juntos num evento beneficiente em Nova York. Vamos tentar digerir um pouco o EP?

O álbum se inicia com a música Ocean e todos vão liberando pequenos sons que se interrompem e voltam,  como se fizessem um ensaio de afinação de voz enquanto pedem uns minutos de atenção. Em seguida vem On and Ever Onward, com Björk cantando enquanto os demais fazem os sons que dão compasso a música, que tem um ar alegre, despreensioso e dá vontade de ficar batendo o pé seguindo o ritmo. A terceira faixa é When the World Comes to an End e vem cheia de sonzinhos esquizofrênicos feitos por todos. Beautiful Mother tem a presença do violão e é mais calma, acompanhada por palmas, pequenos barulhos aleatórios e instantes em que todos gritam com vozes doces. Sharing Orb volta a ser comandada por Bj; seguem-se ainda pequenos gritos, mas tudo é muito suave e ao mesmo tempo complexo. No Embrace é a música com mais profundidade. Muito boa! O EP se encerra com All We Are, cheia de sentimento de confluência em cima do que há de bom em todos nós. É a finalização de um ciclo.

O álbum nos guia por diversas sensações, todas elas instigantes. Não há como descrevê-lo plenamente. Se quiser experimentar um pouco como as coisas aconteceram, assista ao vídeo abaixo:






Mount Wittenberg Orca EP



Download