domingo, 29 de agosto de 2010

Maki Nomiya & Fernanda Takai








Boa noite, caro leitores!!! Depois de anos e anos sem passar por aqui, cá estou =] então pra não deixar a peteca cair e alegrar esse último suspiro do final de semana trago o EP da Fernanda Takai (Pato Fu) com a Maki Nomyia (Ex Pizzicato Five).

O álbum, que saiu em 2009, foi lançado apenas no Japão, ele abre com a faixa Nagoya (a única inédita) onde a Maki canta em japonês acompanhada pela Fernanda cantando em português, a música que é composição é do John Ulhôa com a Fenanda Takai com o João Donato, mesmo sendo composição de brasileiros soa bem oriental pra mim, com uma textura diferente dada pela sonoridade da escala oriental com um toque bem sutil de trip hop.




Na sequência vem a faixa Hitori Ni Shite Ne, a música mais alegrinha do álbum, que é seguida pela faixa Saudade, gravada pela primeira vez no diz Isopor do Pato Fu, aqui a música também novos arranjos conferindo a ela uma cara nova, mas o que ficou realmente legal nessa música é a Maki cantando em português com um sotaque bem peculiar.

Se teve uma do Pato Fu tinha que ter uma do Pizzicato Five pra equilibrar, Né ?! e a escolhida foi A Message Song, confesso que não é minha preferida do Pizzicato, mas ainda sim é boa! E o álbum encerra com uma versão ao vivo do Kobune (o barquinho), essa eu nunca gostei da versão original, a quem gosta que desculpe, mas sempre achei essa música meio chatinha ate a Fernanda gravar ela cantando em japonês.

Então se a Fernanda e a Maki já eram boas no Pato Fu e no Pizzicato, igualmente bem sucedidas nos seus projetos solo, as duas juntas não tinha como ficar ruim!!!



Álbum: No Jetlag
Artista: Maki Nomiya & Fernanda Takai
Tracklist:
  1. Nagoya
  2. Hitori Ni Shite Ne
  3. Saudade
  4. Message Song
  5. Kobune (Live)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Portland Cello Project





Quem não gosta do som de violoncelos? Para mim este é o instrumento com a sonoridade mais perfeita que existe. Então, imagine só uma banda formada por vários violoncelistas? Pois bem, se a perfeição estética sonora existe, Portland Cello Project passou por ela e foi além. Pode parecer estranho, mas PCP é uma espécie de orquestra "indie" de violoncelos.

O álbum se inicia com Welcome to Daytrotter, onde todos da banda dizem "Hi, We're Portland Cello Project. Welcome to Daytrotter" enquanto tiram sons de seus violoncelos. A partir daí se inicia uma mistura épica de sons cheios de peculiaridades e experimentalismos; indispensável para quem deseja navegar por uma infinidade de sensações ao longo das faixas seguintes. como o álbum é curto,  logo após a quarta música, Halo 3 Theme (música tema de uma jogo homônimo), vem a única música cantada, Remedy, que forma uma completa harmonia entre a voz e o som dos violoncelos acompanhados de leves batidas no intrumento com o arco.

Não consigo parar de escutá-los. Desafio você a conseguir!



Daytrotter Session






















Download

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Efterklang


Reverberação. Eis o que significa "Efterklang". Reverberação de sensações. Sim, muitas sensações.

Depois de uma eternidade sem qualquer novidade por aqui (milhares de coisas para todos os "gavetudos" - isso ainda me soa estranho, além de ser um motivo de piada interna, hehe - fazerem) resolvi postar sobre essa banda transcedental. Efterklang vem da Dinamarca (um dos meus países favoritos, musicalmente falando) e consta principalmente de quatro integrantes (Mads Brauer, Casper Clausen, Thomas Husmer e Rasmus Stolberg). Digo quatro integrantes principais porque sempre são convidados três ou mais pessoas para colaborar com eles nas músicas/shows - por isso preferi colocar ums foto com alguns integrantes que volta e meia se juntam a eles. Resumindo: uma banda de quatro pessoas que sempre tem pelo mens umas sete. E isso é demais! Sim, para mim quanto mais integrantes, melhor, pois as músicas se tornam mais ricas, mais cheias de detalhes.

Efterklang é uma banda que já está na estrada há bastante tempo (desde 2000) e eles já lançaram vários discos/EPs (excelentes, por sinal). Uma de suas marcas principais é a mistura do orgânico ao sintético, uma música cheia de instrumentos e elementos clássicos aliada a uma mistura de leves batidas eletrônicas e ruídos sintéticos. O que é interessante da banda é que todos cantam, muitas vezes todos ao mesmo tempo. Tudo é muito rico e, para mim, intenso.

Vou ater um pouco ao recente álbum deles que resolvi postar aqui: Magic Chairs. O álbum é aberto com sons de piano em Modern Drift e aos poucos são acrescidas pinceladas de batidas, violoncelos, contrabaixos, sintetizadores. Tudo é muito harmonioso e instigante; temos uma noção clara de tudo que a banda pode nos proporcionar. Há momentos como em I Was Playing Drums em que todos cantam ao mesmo tempo e o violoncelo duela com algumas baitdas e depois convidam todos os outros instrumentos. É de ficar enebriado. Há momentos em que as músicas são ditadas por palmas, como em Raincoats, em outros instantes, o contrabaixo e o violão tentam se mostrar mais evidentes, mas de modo geral, esse álbum é mais centrado no piano, violino, violoncello e em pequenas batidas eletrônicas. Relamente, não dá para descrever Efterklang e o álbum Magic Chairs.

Puro deleite!

Recomendado para aqueles que curtem de Under Byen, Anathallo, Wandula.
















Download
Artista - Efterklang
Álbum - Magic Chairs
Ano - 2010
Gênero - Folk, Denmark, Drums, Experimental

Faixas:
01. Modern Drift
02. Alike
03. I Was Playing Drums
04. Raincoats
05. Harmonics
06. Full Moon
07. The Soft Beating
08. Scandinavian Love
09. Mirror Mirror
10. Natural Tune