domingo, 30 de maio de 2010

Thaís Gulin






Dona de um timbre diferenciado, Thaís Gulin foge do padrão seguido pela recente leva (e interessantíssima) de cantoras brasileiras. Essa curitibana é irrevente e inovadora em suas canções, não há como não ficar enebriado por sua singularidade criativa.


O novo cd de Thaís está para ser lançado logo logo, enquanto isso resolvi compartilhar um dos meus maiores delírios nos últimos anos: seu cd de estreia Thaís Gulin (2007). O álbum é repleto de regravações e inovações, sendo aberto pela música Garoto de Aluguel (Taxi Boy), que é de longe a melhor releitura da música de Zé Ramalho. Em seguida vem Piano (Ofídico Fatídico), que nos guia pela vanguarda paulistana. Lua Cheia é uma parceria com Toquinho (isso já é o bastante!), a música começa com ares de séc. XIX e vai crescendo até se tornar pura contemporaneidade. A pulsação de Defeito 10: Cedotardar se destaca no álbum, despontando como uma das músicas mais atraentes. Bloco da Solidão é uma releitura bem moderna de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, que chega calmo e vai crescendo numa marcha singular. O samba que já não se vê mais por ai está presente em De Boteco em Boteco é mais uma releitura incrível, dessa vez de Nelson Sargento. Hino de Duran ganha toques esquizofrênicos e imprimem a personalidade de Thais na música de Chico Buarque. Cisco é uma releitura agradável de Zeca Baleiro. Em Cinema Incompleto (Núpcias) se deve prestar atenção nos minimalismos escondidos. História de Fogo, música de Otto e Alessandra Negrini, surge como um tango envolvente. A Vida da Outra (Dela) ou Eu, uma das minhas preferidas, nos fala da inveja e do sinismo de um modo curioso, instigante. O cd se encerra com 78 Rotações, música de Jards Macalé, se mostrando mais obscura, incrível. Sim, é um cd completo em todos os sentidos.


Thais Gulin





















sábado, 29 de maio de 2010

Local Natives







Uma vez li que sobre uma tribo na África que realiza curas através de rituais baseados na dança e em sons. Instrumentos pesados motivam a população a evocar seus deuses e pedir por auxílio por um membro enfermo da tribo, por chuva, por uma colheita vasta, etc. A primeira vez que descobri esta banda para mim foi uma espécie de ritual sendo realizado; consegui transportar-me para diversas emoções. E essa característica de viagens a diversos estado de si mesmo estão sempre presentes na composição do Indie Rock de Local Natives.

O álbum foi gravado no estúdio de um dos integrantes. São amigos de High School. Tocaram juntos por 3 anos, até deciderem viver na mesma casa para dar início a composição do primeiro álbum. Um fato curioso é que são de Orange County a famosa cidade mostrada na série O.C. (subentende-se logo que possuem um bom nível de vida). Diferentemente do que foi mostrado pela série, não demonstram traços de superficialidade, o imenso reverso.

Gorilla Manor é um álbum de estréia surpreendente que demonstra através de batidas simples, mas bem marcantes e compasadas; vozes agrupadas cantando sobre a vida; viagens para diversos lugares; tudo isso trazendo para nós um terreno para se extrair descobertas, trazer motivação e provocar bons pensamentos.



A banda tem um potencial incrível; é comparada como parte de uma geração dourada do Indie na minha opinião Fleet Foxes, Anthallo, Arcade Fire, e Vampire Weekend. Soa épico, instigante; é a sonoridade para fazê-lo(a) criar uma história com os personagens que sempre quis ser e com a possibilidade de muitos detalhes.

É o tipo de banda com uma harmonia invejável; tudo se encaixa niveladamente, sem salientar um componente mais que o outro. A tarefa ao redor deste álbum é se perguntar o que eles tentam nos passar; acredito que nem eles sabem, contudo o ritual tem dado muito certo e estou ansioso pelo que ainda estar por vir. Aproveitem!









GORILA MANOR




  1. "Wide Eyes" - 4:26
  2. "Airplanes" - 3:58
  3. "Sun Hands" - 4:51
  4. "World News" - 4:32
  5. "Shape Shifter" - 5:30
  6. "Camera Talk" - 3:45
  7. "Cards & Quarters" - 4:00
  8. "Warning Sign"- 4:12
  9. "Who Knows Who Cares" - 3:53
  10. "Cubism Dream" - 4:00
  11. "Stranger Things" - 5:46
  12. "Sticky Thread" - 3:48



domingo, 23 de maio de 2010

Donna Maria







Depois de tanto tempo sem postar nada aqui, voltei!!! E voltei ao som do bom e velho (nem tão velho assim) Trip-Hop \o/

Donna Maria é um trio da grande Lisboa, formado em 2003 por Miguel Majer, Ricardo Santos e Marisa Pinto. No ano passado a Marisa saiu da banda para fazer carreira solo, a banda hoje já ta com uma nova vocalista e se prepara pra lançar um novo álbum, prometido ainda pra esse ano.

Agora falando do último álbum, Música Para Ser Humano, é um trabalho muito bacana, mesmo que já faça bastante tempo que eu tenha ele aqui, toda vez que escuto ele me parece um som novo, acho que é pela sonoridade do português lusitano (tenho muita pouca música de Portugal, uns 10 CDs no máximo =/).

A primeira vez que escutei esse CD fiquei muita surpreso, ele traz o melhor do trip-hop, aquele equilíbrio do downtempo com uma sonoridade densa e até mesmo um pouco melancólica, e pra completar o som é ainda mais refinado pela presença de elementos como o acordeão, a guitarra portuguesa, violino, criando com uma nânobeat um cenário de extrema introspecção. Atenção para as faixas: Anti-Repressivos e Fragmagens (respectivamente as minha preferidas), a primeira resume bem o álbum e a segunda consegue ser coesa com a CD mas ainda sim é um completa surpresa pro ouvinte.

Então sem mais delongas ou enrolação...Bom Appetit ^_^



Álbum: Música para ser humano
Artista: Donna Maria
Gênero: Trip-hop
Tamanho: 66 mb

Tracklist:

  1. Amar Como Te Amei
  2. Nós Nunca Somos Iguais
  3. Há Amores Assim
  4. Mais que um Amor no Mundo
  5. Anti-Repressivos
  6. Esperada Despedida
  7. Fragmagens
  8. Bem Vindo ao Passado
  9. Sombras do Desejo
  10. Zé Lisboa
  11. Canto no Mau Canto
  12. Viagem (ao centro de ti)
  13. Pomba Branca

sábado, 22 de maio de 2010

Band of Horses





Acredito pessoas me falam que estamos ficando com fama aqui no blog por gostarmos muito de sentimento ou de coisas estranhas. Resolvi mostrar algo mais normal esses dias, mas com significado e que pode elevar a alma. Não conseguimos fugir disso por aqui...

Fui apresentado a uma banda que tem tomado conta de minhas horas ultimamente, Band of Horses. É uma banda de Indie Rock que emprega a guitarra como parte da melodia, não distorção. Ela já abriu concertos de para Pearl Jam, Snow Patrol, Iron and Wine, etc. A banda passou por diversas formações, estas demonstradas pela diferença em seu som, divergente de álbum para álbum.

O fato mais curioso e relevante para compartilhar é que música precisa elevar. Escutar algo que entra e sai , sem nenhum efeito sobre nós é perder tempo, uma apreciação de uma parede vazia . Band of Horses traz momentos que me fazem querer congelá-los, mexe forte com minhas emoções, mas não consigo identificar porquê.

Talvez seja o som crescente que beira a um colapso nervoso ou as letras que descrevem os aspectos da vida; tudo que sei é que senti algo forte ao escutá-los. Aconselho escutá-los contemplando algo, mesmo que seja no ônibus, praia ou você mesmo no espelho...é contagiante e perturbador.

Não ignoro a falta de técnica acentuada, a desarmonia, voz mal empregada, instrumentos não equalizados presentes nas músicas, contudo pode ser este o fato de me emocionar tanto. Não seguir uma lógica arrumadinha; um equilíbrio; ou receita de venda. Essas distorções foram minimizadas nos cds mais novos (fato que eu aconselho escutar de antemão, o primeiro).

Bom saber que existe arte de espontaneidade que traz tanta diferença... Sinto-me tão feliz em compartilhar algo que tem significado tanto para mim.


Everything All The Time (2006)



  1. "The First Song" – 3:43
  2. "Wicked Gil" – 2:57
  3. "Our Swords" – 2:26
  4. "The Funeral" – 5:22
  5. "Part One" – 2:36
  6. "The Great Salt Lake" – 4:45
  7. "Weed Party" – 3:09
  8. "I Go to the Barn Because I Like The" – 3:06
  9. "Monsters" – 5:21
  10. "St. Augustine" – 2:41

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Cease to begin



  1. "Is There a Ghost" – 2:59
  2. "Ode to LRC" – 4:16
  3. "No One's Gonna Love You" – 3:37
  4. "Detlef Schrempf" – 4:28
  5. "The General Specific" – 3:07
  6. "Lamb on the Lam (in the City)" – 0:50
  7. "Islands on the Coast" – 3:34
  8. "Marry Song" – 3:23
  9. "Cigarettes, Wedding Bands" – 4:35
  10. "Window Blues" – 4:01

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Infinite Arms


1. "Factory"
2."Compliments"
3. "Laredo"
4. "Blue Beard"
5. "On My Way Back Home"
6. "Infinite Arms"
7. "Dilly"
8. "Evening Kitchen"
9. "Older"
10. "For Annabelle"
11. "NW Apt."
12. "Neighbor"



quinta-feira, 20 de maio de 2010

Joshua Radin





Música é um dos poucos meios e parte do dia que eu uso para saber que ainda sou humano em um mundo tão robotizado e programado. No meio de tantos sons pesados; melodias sem sentido e algumas elaboradas um pouco demais para nos permitir relaxar; existem compositores que descrevem o cotidiano e como este pode ser prezeroso se encararmos da maneira que eles olham. Um destes mestres da arte da conveniência chama-se Joshua Radin.

Às vezes, não entendo perfeitamente como Joshua Radin é tão marginalizado por pessoas que gostam tanto de um folk mais pop como: Jack Johnson, John Mayer, James Morisson, James Blunt (que coincidência todos com "j" e nome composto hehe).

Radin, como poucos, descreve com tanta sutileza a alma humana sem deveras melodramáticas ou surfistas demais. Consigo enxergar um equilíbrio enorme. Até que ponto o sentimento precisa ir para não dominar a razão? E como nós, seres detentores da razão precisamos incluir ativos intangíveis em nossa busca diária pela matéria?

Em seu primeiro cd, We were here (nós estivemos aqui) nos leva a um passado, extraindo memórias felizes e aprendizado. Ele não trancede a normalidade ou utiliza de detalhismos exagerados; e nessa falta é que o cd para mim atinge seu sentido, nos fazer olhar em volta e atrás de nós, saindo com sorrissos...em frente.

No segundo cd, Simple Times (Momentos simples), ele teve que pagar tudo que gastou para produzir a gravadora, depois de romper com ela por querer torná-lo um artista de hits. Neste cd (meu preferido) ele continua transbordando o conceito do primeiro, mas demonstra melodias mais marcantes.

Como amigo indico enfaticamente para escutar no dia-a-dia, uma voz que acalma; melodias que o fazem sorrir; letras que fazem pensar. Não sei como descrever algo tão simples, sei que este cd o fará "viver não apenas sobreviver" dia após dia.







SIMPLE TIMES (2008)





WE WERE HERE (2006)





quarta-feira, 19 de maio de 2010

Massive Attack - Heligoland (2010)


Massive Attack é uma banda consagrada no mundo do trip hop. Na minha opinião é uma banda que me atrai muito pouco se comparado, por exemplo, com Portshead. Como é de costume, o último cd do duo tem muitos artistas convidados. Nos vocais nos deparamos com Hope Sandoval (da Mazzy Star), Tunde Adebimpe (da TV On The Radio), Damon Albarn (da Gorillaz), Guy Garvey (da Elbow), Martina Topley-Bird e Horace Andy. Na parte instrumental, surgem Adrian Utley e John Baggott (da Portishead), Billy Fuller (da Beak), Jerry Fuchs – que faleceu recentemente – e Damon Albarn.

O cd é repleto de minimalismos, que nos remontam à época do "Mezzanine" e "Blue Lines". Nas faixas não percebemos nada de novo, embora eles mereçam todo o respeito adquirido ao longo de sua trajetória auditiva de longos anos. O álbum é bastante linear, parece até um pouco impessoal, embora as letras falem de emoções em alguns instantes. Pray of Rains, música qua abre o cd nos dá uma clara noção do que está por vir: algo desprendido de emoções sonoras, embora a música se torne razoável do meio pro fim. A melhor música do álbum é Flat of The Blade, que é um trip bem hop, com minimalismos esquizofrênicos. A partir do Paradise Circus as músicas se tornam mais "alegrinhas", mas ainda assim, não chamam a atenção.

Acredito que o curso natural das coisas é a evolução. Não percebi isso no álbum Heligoland. Ficamos o tempo todo esperando o momento em que o álbum começa, mas isso não acontece. Enfim...

Heligoland










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sábado, 15 de maio de 2010

Christina Aguilera





Um dos sentimentos mais destrutivos que um ser humano pode perpetrar em outro é o de referencial. É sentir-se amado sobre alguma espécie de comparação; é saber que sua felicidade depende da infelicidade de alguém, mostrar o mal que tem nos outros para mostrar o quanto é bom. No mundo da arte isso é uma prerrogativa que vem sendo postulada para justificar que nada moderno e comparável com o que é antigo. E isso é uma mazela para o pensamento criativo dos artistas, que em vez de agir expontaneamente, criar com a forma que enxerga o mundo ou do que está sentindo (mesmo que outros já tenham feito) ficam enquadrados em limitar-se com medo de extrair comparações.
Essa semana fiquei perplexo com algumas comparações e resolvi utilizar-me da ferramenta desse blog (elogiado por muitos) para trazer respeito a uma artista que o merece (por mais que não concorde com alguns de seus conceitos), Christina Aguilera. Sim, pela primeira vez falaremos de pop music por aqui. Um artista para ser avaliado é necessário, antes do impulso da imagem, que possamos buscar ouvir suas razões seu coração e ver o que já foi realizado.
Christina já sofreu comparações das mais horripilantes às majestrosas - Madonna, Mariah Carey, Whitney Houston, Aretha Franklyn, Britney Spears, Lady Gaga (ponto de minha indignação atual).
Que a produção do primeiro cd de Aguilera foi para lançar no mercado uma cantora para competir com Britney, isso é óbvio! Contudo, basta apenas um pequeno instante de observação de performance ao vivo para ver a grande diferença, a voz. Christina não gostava dessas comparações porque afinal o objetivo dela não era apenas fazer sucesso, e sim, expor sua alma através do canto. Depois de 4 anos do lançamento deste cd mais um remake dele com algumas canções em espanhol, ela mostra a artista que é; agora com prestígio, pode sair do armário como artista. Ela faz o seu álbum ouro, na minha opinião, Stripped, que mistura elementos variados que vão do jazz, soul, gospel, hip hop, pop e R&B. Detalhe: Surgiram milhões de críticas a ela, todas falavam que ela perderia sua posição, etc. Mas com o lançamento do álbum todos os críticos calaram-se e o álbum foi multi-premiado. Depois de mais uns 3 anos lança o elogiado Back to Basics, baseado em influência dos anos 20, 30 e 40, que também foi alvo de comparações e posteriores elogios.
Para encurtar a história, depois de uma década de grandes apresentações, inovações e comparações medonhas, a crítica cai em cima e mudam a opinião das pessoas supondo que ela está imitando os passos de Lady Gaga. Meu propósito aqui não é mostrar o que Lady Gaga tem de ruim, todavia a de erradicar do pensamento de pessoas que dizem entendedores de música que Aguilera está buscando fazer uma cópia desta. Ela não precisa disso para ser quem ela é. É digno da atenção de todos, os seguintes vídeos e músicas para quebrarem o preconceito com uma cantora pop:
1. Christina canta It's a man's World de James Brown no Grammy. Para ver Clique aqui!
Eleita em 2010 uma das 3 melhores apresentações do Grammy, pelos próprios avaliadores do prêmio.
2. Christina canta I love your porgy de Nina Simone. Para ver Clique aqui!
3. Christina canta como convidada de Andrea Bocceli. Para ver Clique aqui!
4. Quando era criança ganhou o apelido de "Menina do Vozeirão". Sendo perseguida para participar de campeonatos dos pais das crianças, que costumavam não escrever as crianças quando sabiam que ela estava participando.
5. Foi eleita por especialista da Rolling Stone como a 3° melhor voz do século. Veja umas provas Clique Aqui!
6. É conhecida como a maior voz no menor corpo do mundo, 1.52cm. Para ver Clique Aqui!
7. 5 grammys (se for referencial).
8. Vendeu 42 milhões de discos (se for referencial), mesmo sendo vista por muitos como aversa do que é popular em alguns elementos e possuir músicas que não ficam "na boca do povo" por causa da voz forte. Para ver Clique Aqui!


9. Cantou como convidada pelos Rolling Stones. Para ver Clique Aqui!
Desde 2007, Christina já declarava o seu desejo de fazer um próximo álbum voltado para a música eletrônica. No início de 2008, ela já lançou duas músicas, Dynammite e Keeps Getting Better (para fazer download, cliquem em cima) que seguiam essa tendência (Lady Gaga ainda nem aparecia). Christina já alegou "se você me compara é porque sabe que eu sou o melhor em alguma coisa".

Acredito muito que este single ter sido lançado não deve define que imita alguém, mas Christina já mostrou de que no que faz busca seu melhor. Outra música do álbum foi cantada no Hope for Haiti, confira (Clique Aqui!). As pessoas precisam entender que Gaga não inventou o pop (para ser uma alegação atual) e suas músicas não são únicas (apesar de ser boa para o padrão do pop) e ter uma voz que não desafina (não significa ser uma cantora excepcional).

Contudo, registro minha indignação pessoal contra a depravação que anda perpetrando no mundo pop. Grandes cantores estão usando desse artifício no propósito de chocar e chamar os holofotes para si, mostrando uma arte que segue apenas no mesmo sentido. Christina, com o lançamento do novo clipe buscou isso. Isso é algo que corrompe o propósito de proporcionar inspiração da arte.


Quebrando paradigmas, aconselho a todos a diferenciarem até mesmo o pop. Existiam pessoas com valor artístico nele, Christina é uma lenda viva e ainda ouviremos falar nela durante muito tempo porque sabe o que faz e não é limitada a apenas uma tendência. Minhas músicas preferidas dela:

Save me from Myself (Download)
Cruz (Download)
Beautiful (Download)
Walk Away (Download)
I'm ok (Download)
Fighter (Download)
The Voice Within (Download)
Impossible (Download)
Hurt (Download)
I got trouble (Download)




DOWNLOAD

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Martina Topley Bird - The Blue God( 2008)





Martina Topley-Bird é simplesmente considerada por muitos a dietrich negra do soul, sua música nos envolve com o pop aliado ao melhor do trip hop. Ela foi um elemento importante ao trabalhar com Tricky e na sua carreira solo há muitas influências de Björk, Neneh Cherry, Massive Attack e Portishead.

Em seu cd The Blue God, de 2008, Martina abre o disco com a música Phoenix mostrando os atributos de tudo que está por vir:um pop elegante com o melhor da essêncioa do trip hop. Somenthing to Say tem uma levada eletrônica e melodia grudenta, mas não é algo que nos deixa enjoado. Carnies e April Gove (comm um refrão que nos remete a Beatles na fase Rubber Soul) são direcionados as boas ambientes musicais. Baby Blue é dançante e possui toda elegância de Martina. Snowman tem um pop melódico redondo, instigante. Outros destaques do cd são Shangri-la, Da Da Da Da, Valentine, Poison (parece ter absorvido o melhor de Portishead) e Razor Dongue. Yesterday encerra o álbum com seu clima soturno e é para mim uma das melhores músicas. Com toda sua elegância, pitadas de trip hop e flertes eletrônicos, Martina é certeirta ao fazer algo com qualidade e nos deixar envolvidos, quase enebriados.


The Blue God





















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terça-feira, 11 de maio de 2010

Nina Simone




Muitos alegam ser um desvirtuamento dos direitos civis tratar raças de modo diferenciado porque todos nascemos da mesma essência, somos seres passíveis de mudanças, podemos mudar nossa história apesar das consequências. Na história do povo negro, muitas mazelas foram perpetradas; a construção de sua história no continente africano devastado por efeitos da natureza e jugo do homem sobre outro. Nos primeiros anos da libertação dos escravos nos países ocidentais; muito era se falado sobre essa população ‘tomar’ o lugar dos brancos, assim recessão a todo tipo de movimento criado era encorajado pela elite.

Desvinculando da política, mas utilizando do contexto para explicar a música quebradora de paradigmas do ícone Nina Simone. Esta, além de extrema talentosa apesar de suas condições financeiras reduzidas; roubo de muitas de suas músicas por gravadoras de brancos; proibição de sua aparição em muitos canais midiáticos por defender a igualdade racial abriu espaço para a voz negra das gerações subseqüentes. Passou prisões, depressões de ver sua arte roubada por brancos, espancamentos; e apesar ter morrido com ainda pouco prestígio tem o privilégio de ter sido a precursora e ter inspirados grandes homens como Mandella e Obama (declarações já realizadas).


Variando de sons eletrizantes até canções melodramáticas, os álbuns são verdadeiras obras primas da beleza realizada com recursos apenas de sua alma rica, muito a se falar e 3.000$ para alugar um estúdio. Espancada pelo marido policial, vigiada em suas apresentações por produzir algumas canções de protesto contra o racism, Nina fala com o coração através da variação de sua voz e suas pausas. Palavras como a da letra de I wish I knew how descrevem bem seu sentimento: “Eu gostaria que eu pudesse saber como é ser livre. Eu desejaria que eu pudesse quebrar todas as correntes que me prendem. Eu desejaria poder dizer todas as coisas que deveria. Dizer bem alto e bem claro para que todo mundo pudesse ouvir”

Bem, ela foi tudo para grandes cantoras atuais como: Alicia Keys, Whitney, Mary J. Blige, Christina Aguilera, etc querem provocar no mundo. Ela quebrou paradigmas para música negra como os Beatles para o rock; Madonna para o pop. Conhecida por sua integridade, precisão técnica vigorosa e englobando suas vulnerabilidades culminando em quase todas suas apresentações ao vivo em uma espécie de transe. Basta também dizer que ela foi diagnosticada como portadora de transtorno bipolar*, dizendo conviver com isso até os últimos dias até mesmo no palco.

Bem, mergulhar nas suas músicas, conhecer sua história inspira a vida de pessoas que possuem ideais, homens e mulheres que buscam quebrar paradigmas; valorizar o direito de expressão. Busco pensar como ela soaria se ainda estivesse fazendo arte acredito que não a daríamos valor porque as lutas que vivenciou já modificou boa parte da sociedade. Fecho em suas palavras: "Jazz é uma palavra branca para uma música negra."




Nina Simone - Gold Collection


01. Feeling Good
02. My Baby Just Cares for Me
03. I'm Gonna Leave You
04. Nobody Knows You When You're Down and Out
05. Love Me or Leave Me
06. Don't You Pay Them No Mind
07. I Love Your Lovin' Ways
08. Mood Indigo
09. See Line Women
10. Break Down and Let It All Out
11. This Year's Kisses
12. Ne Me Quitte Pas (If You Go Away)
13. Mississippi Goddam
14. Take Me to the Water
15. Work Song
16. I Hold No Grudge
17. I'm Going Back Home
18. Sinner Man

SENHA: DoZor

*Corrigido através de comentário postado.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sharon Jones & The Dap Kings - I Learned The Hard Way







Boa noite estimados leitores!

Começando a semana com postagem muito especial, Shannon Jones & The Dap kings, e para aquelas mente inquietas e curiosas que estão se perguntando o que essa postagem tem de especial, calma que eu vou explicar.... essa é a semana do dia 13 de maio, dia em que a escravidão no Brasil foi abolida pela Lei Áurea (pelos menos da teoria), então pra comemorar isso vamos botar na gaveta um pouco da boa e velha música negra ^^

Voltando a Shannon Jones.... essa é o quarto álbum dela, mesmo estando na estrada a bastante tempo, só nos seus últimos dois álbuns ela vem ganhando uma projeção maior, acompanhada dos Dap Kings, quem também tocaram com Amy Winehouse em “Back to Black”.

Ao meu ver o grande diferencial da Shannon é os álbuns dela são verdadeiras maquinas do tempo, trazendo o Soul e Funk nas suas formas mais pura, ao contrário de cantoras como Amy Winehouse ( mencionada anteriormente) e Cristina Aguilera em “Back to Basic” que trazem um atmosfera retrô, sempre misturando com cenário pop atual, com uma preocupação em modernizar o gênero, talvez para afirmarem quem criaram algo novo... não sei...é só minha opnião.

Nesse Cd eu chamo atenção pras faixas “Money” onde a Shannon mostra toda a sua voz e seu pontêncial, e a minha preferida “She ain’t a Child No More” música com ritmo forte, dançante, e com a melodia muito bem dividida com o vocal e back vocal.

No mais é isso! Bom Appetit =]




Álbum: I Learned The Hard Way
Artista: Shannon Jones & The Dap Kings
Tamanho: 85 mb
Tracklist:
  1. The game gets old
  2. I learned the hard way
  3. Better things to do
  4. Give it back
  5. Money
  6. The reason
  7. Window Shopping
  8. She ain't a child no more
  9. I'll still be true
  10. Without a heart
  11. If you call
  12. Mama don't like my man

domingo, 9 de maio de 2010

Zaza Fournier










Atendendo a pedidos ( de @marcia_elane e @leydeklebia), tow postando aqui a Zaza, cantora francesa que se apresentou aqui, em João Pessoa, na última quinta-feira (dia 6).

Zaza é uma das cantoras que representam a nova música francesa, e ainda está no seu primeiro álbum, lançado em 2008. A primeira impressão causada pela Zaza é de que seu som é novo, sempre acompanhada de seu acordeom e seu I-pod, ela traz composições suas e faz alguns remkes do Elvis.

Embora ela faça uma música nova, diferente, ela expandi pouco (em minha opinião), o CD é legal, depois da quarta quinta música, as coisas começam a se misturar, e você se pergunta se já não passou por essa música antes, mas mesmo assim o álbum é bem dosado com música bem humoradas a exemplo de S.O.S em contraposição com outras com sonoridade mais sóbria, ate mesmo melancólicas como Mon Homme.

Então fica a dica pra vocês, escutem.... e digam se gostaram ou não!

Álbum:Zaza Fournier
Artista: Zaza Fournier
Tamanho: 61 mb

Tracklist:


  1. La Vie A Deux
  2. Mademoiselle
  3. Les Mots Toc
  4. Mon Homme
  5. Comptine Pour UneDésespérée
  6. S.O.S.
  7. Rêve Américain
  8. Mon Slow
  9. Baston
  10. C'Est Comme Ca
  11. Baiser D'Un Soir
  12. Post-Scriptum
  13. Love me tender


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Cibelle - Las Venus Resort Palace Hotel








Sejam todos muito bem vindos ao Las Venus Resort Palace Hotel !!!

O novo álbum de Cibelle, paulistana radicada em Londres, pra mim até o presente momento foi o MELHOR CD do ano (Sadrque e Jónsi que me desculpem, hehehehe). E como já era de se esperar nesse novo trabalho, mesmo mostrando a identidade da Cibelle ( identidade essa muito bem firmada no seu segundo CD, The Shine of Dried Electric Leaves em 2006).

Em meio a um milhão de sons, altos, baixos, graves, agudos.... o ritmo nesse álbum e bem marcado, e a melodia fica se repetindo na nossa cabeça com a deliciosa voz da Cibelle, como nas músicas Lightworks e Sad Piano, entre outras.

Agora as letras em português diminuíram bastante, quando comparado com os CD anteriores, no novo apenas duas músicas são cantadas em português (Escute Bem e Sapato Azul). Atenção especial para Escute Bem com uma letra que diria que é no mínimo instigante:

"Não fique mudo não
E fale o que quiser falar
Pois se comportar não leva a nada
Não leva a nenhum Lugar"

Esperamos que todos tenham aproveitado sua estadia! E voltem sempre =]


Álbum: Las Venus Resort Palace Hotel
Artista: Cibelle
Tamanho: 68 mb
Tracklist:
1. Welcome
2. Underneath The Mango Tree
3. Man From Mars
4. Melting The Ice
5. Lightworks
6. Sad Piano
7. Frankenstein
8. Escute Bem
9. Mr And Mrs Grey
10. The Gun And The Knife
11. Sapato Azul
12. Braid My Hair
13. It’s Not Easy Being Green
14. Bye Bye


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Right Away, Great Captain!





Algumas vezes tudo que desejamos é nos afastar do mundo; conseguir se desvincular das tarefas rotineiras, dos amigos que já te conhecem (ao menos pensam), da família que talvez cobre mais do que necessário (sem atos verbais). Todavia distante, você percebe o quanto o que foi deixado atrás é importante e o quanto o impacto das experiências, pessoas e objetos sempre virão ao teu pensamento. Percebe que a conquista da liberdade não se está em fugir, e sim, conseguir ser você mesmo estando em volta daqueles que o enxergam diferentemente.

É este sentimento que Huge tem; porém, ele estava indo cumprir uma missão nos mares. A banda Right Away, Great Captain! (Logo alí, bom capitão!) conta a história desse marinheiro através de músicas sobre os pensamentos deste em uma viagem de 3 anos. Algumas músicas são dirigidas à família do marinheiro e outras ao seu capitão. Tudo isso entrelaçado na trama de que a mulher que ele tanto amou o traiu com seu próprio irmão.

O primeiro CD, The bitter end ( O fim amargo) narra a descoberta da traição, a submersão do personagem em seu próprio ódio e desejo de vingança. Suas reflexões sobre ser enganado e estar longe de casa constroem o álbum. Já no segundo, The Eventually Home (O domícilo ocasional) para mim é uma construção ainda mais forte que narra a volta do marinheiro para casa, mostrando uma perspectiva mais sombria na melodia e letra. Deixa implícito que ele ainda nem sempre lembrava da traiçãos se perdendo nos bons momentos, e ele exclama para a amada na faixa título (Down to your soul): "Eu esculpi um mapa na parte inferior do meu braço. Então não se preocupe. Eu estou indo para casa".

No meio do cd na faixa Memoirs from a shore, ele chega em casa. Algo que os ouvintes já sabem é que ele voltou para matar sua esposa e seu irmão porque vê a morte deles como o ato final que o liberará para sua morte em descanso. Perto do fim com a músicas I am a vampire to you (Eu sou um vampiro para você) onde o marinheiro expõe seu sentimento de importalidade da dor e seu desejo pelo sangue (matéria da vida) de sua esposa para fazer com que ela sinta cada dormência que ele sentiu.

Bem, eu fiquei perplexo com a história. Embora seja um relato (épico no conceito) ele afeta todos os que escutam pelas melodias bem trabalhadas, canções do fundo da alma e faz você sentir vontade de explorar um mundo novo retirando lições de seu lar. Faz com que o ouvinte pense o quão importante é, mesmo estando longe, se lembrar das origens para que se possa posseguir. Ninguém será igual se entrar neste barco, em busca de encontrar um conselheiro (capitão) e aprendizado que só a distância, as vezes, traz.




THE EVENTUALLY HOME



  1. "Down To Your Soul" - 3:14
  2. "Devil Dressed In Blue" - 1:50
  3. "Cutting Off The Blood To Ten" - 2:31
  4. "Once Like You" - 5:31
  5. "What A Pity" - 1:47
  6. "Father Brian Finn" - 5:30
  7. "Memories From A Shore" - 2:22
  8. "Oh No, I Tried" - 3:03
  9. "I Am A Vampire" - 6:55
  10. "I Was A Cage" - 4:30


THE BITTER END



  1. "Oh, Deceiver" - 4:05
  2. "Right Away, Great Captain!" - 5:20
  3. "Memories On A Deck Part I" - 2:58
  4. "Memories On A Deck Part II" - 1:41
  5. "Night Marry You" - 2:26
  6. "Love, Come Save Me" - 3:19
  7. "Like Lions Do" - 4:02
  8. "Right Ahead, Young Sailor!" - 1:54
  9. "What A Lullaby, What A Way To Die" - 2:22
  10. "Haunt While I Sleep" - 3:04
  11. "Gasoline Family" - 4:56
  12. "Cause I'm So Scared Of Dying" - 4:58
  13. "Sacred Heart (A Sailor's Drunken Eulogy)" - 2:21
  14. "I'm Not Ready To Forgive You" - 4:21
  15. "Captain, I'm Fine And Thank You For Everything" - 2:34


domingo, 2 de maio de 2010

Animal Collective





Poucas vezes foi tão difícil para mim categorizar algo. Faz um tempo já que escuto este álbum, porém escrever sobre ele saberia que seria difícil porque não sei definí-lo ainda. Então, sempre postergava por mais ansioso que estivesse em escrever e compartilhá-lo. A banda utiliza de recursos psicodélicos com a simplicidade do folk, fazendo sua mente dá piruetas entre o que há de mais moderno e tradicional, sem parecer bizarro ou inconsistente.

Os integrantes da banda se conheciam desde o Ensino Médio, mas só começaram a trabalhar juntos depois. Eram músicos com atividades paralelas, apenas contribuíam um com o outro em algumas situações. Quando pensaram em se juntar, souberam que precisavam fazer algo diferente, em que todos pudessem atuar sem deixar sua peculiaridade de lado. Eles possuem já 8 álbuns em 10 anos de carreira, demonstrando reflexos de mentes pulsantes na produção de novas combinações.

Eu diria que o álbum é um dos mais completos e complexos que já escutei e percebi. Sei que os fãs dos clássicos me condenarão, contudo, garanto que se os Beatles estivessem vivos e juntos ainda eles evoluiriam nas novas tendências ou antecipar-se-iam a estas com uma sonoridade próxima a do Animal Collective.

No álbum de 2009, Merriweather Post Pavilion (nome de uma casa de show que a banda freqüentava), o único por enquanto que me atrevi a escutar (a maioria dos fãs falam que os outros são melhores) eles atingem o status de imortais por fazerem uma obra-prima na sua singularidade, imensidão e reunião de elementos distorcidos tão perfeitamente enquadrados.

Fico feliz ao proclamar em alto e bom som que estou apaixonado por música novamente. Escutem atenciosamente, e não esperem gostar de primeira. Este álbum se enquadra na categoria daqueles que se você nao gosta, o problema está em você; entao, ao menos busca respeitar.








MERRIWEATHER POST PAVILION




1. "In the Flowers" 5:22

2."My Girls" 5:40

3. "Also Frightened" 5:14

4. "Summertime Clothes" 4:30

5. "Daily Routine" 5:46

6. "Bluish" 5:13

7. "Guys Eyes" 4:30

8. "Taste" 3:53

9. "Lion In a Coma" (Animal Collective, Lathozi Mpahleni Manquin Madosini) 4:12

10. "No More Runnin" 4:23

11. "Brother Sport"