segunda-feira, 28 de junho de 2010

Vince Guaraldi







Hoje foi o dia de chuva, aqui em João Pessoa, e pra esses dias nada melhor do ficar olhando os pingos de chuva bater na janela e escutar uma música suave, leve, nostálgica. Pra hoje a melhor pedida é sem dúvidas Vince Guaraldi =]

Vince Guaraldi (1928-1976) foi um pianista e compositor de jazz norte americano, suas composições são leves com o toque de sofisticação singular, conferido pela sutil presença da guitarra, em meio ao trio de piano, contrabaixo e bateria, a leveza do som por sua vez é realçada pelas melodias “simpáticas” que ficam ecoando na nossa cabeça.

Imagino que quem foi criança nas décadas e 1980 e 1990, provalvemente vai ser lembrar um pouco do trabalho dele quando escutar o álbum, porque ele compôs a trilha sonora do desenho do Snoopy (Peanuts), originado das tirinhas de Charles Monroe Schulz, também com o mesmo nome do desenho, daí que vem a nostalgia dessas músicas, sempre que escuto lembro-me da infância, sempre assistindo o Snoopy (um dos meus desenhos preferidos), sempre é bom lembrar aqueles tempos sem preocupações, cobranças, pressões...

Acho que esse álbum é deliciosamente auto-explicativo, então para todos aqueles que gostam de jazz ou do Snoopy, recomendo muito o Vince Guaraldi! E agora eu me despeço com a última tirinha do Schulz T_T





Então... Bom Appetit !!!


Álbum: Oh, Good Grief
Artista: Vince Guaraldi
Gênero: Jazz
Tamanho: 49 mb
Tracklist:
  1. Linus And Lucy
  2. You're In Love Charlie Brown
  3. Peppermint Patty
  4. Great Pumpkin Waltz
  5. It's Your Dog Charlie Brown
  6. Oh, Good Grief!
  7. Red Baron
  8. Rain, Rain Go Away

domingo, 27 de junho de 2010

Yoñlu





Geniosidade, talento raro, mente perturbada, intelecto além do normal, uma mente jovem que faz maravilhas, multinstrumentalidade invejável, diversificação notória, duplas racionalidades e com excelência demonstrada em sons. Falar sobre este menino de 16 anos de idade é como você estivesse abrindo espaço para repudiar a raça humana. Como é possível esquecer a beleza de se viver? Muito foi falado da época sobre a morte de Yoñlu, mas ao contrário a muitos que enaltecem o seu suicídio, eu ponho isto como se eu fosse um dos culpados. Penso em muitas pessoas que vivem com máscaras, que escondem sua real tristeza e busco encontrar nas músicas de Yoñlu atingir uma maior profundidade para entender estes sentimentos ocultos; mostrá-los o quanto eles valem a pena. Sua viagem neste álbum será sofrida em muitos sentidos como sempre é para mim, contudo faz você acordar para os corações pesarosos que esperam ser aliviados.

Yoñlu é o tipo de Ser que eleva o nível da música do planeta; não é um jovem com uma voz que dói nos ouvidos ou apregoa uma imagem bonitinha para fazer garotinhas gritarem (refiro-me a desgraça advinda do Justin Bieber e companhia). Ele demonstra neste cd com 23 faixas, batizado com seu nome virtual Yoñlu (real Vinicius Marques) deixado para seus pais escutarem e 'conhecerem seus pensamentos' seu poder através da imperfeição. Ele descreve o poder da música em sua vida como poucos: "Eu acredito que a cadência e a harmonia certas no momento certo podem despertar qualquer sentimento, inclusive o da felicidade nos momentos mais sombrios’’.

Ambos, Vinícius e Yoñlu, morreram por asfixia devido a monóxido de carbono inalado (uma churrasqueira) no banheiro de sua casa. Idéia concebida com a ajuda de alguns internautas que estavam o auxiliando, por volta das 15h30 de uma quarta-feira de inverno, 26 de julho de 2006. Uma garoto superdotado, em regime de internação domiciliar por seu psicanalista havia 2 meses. Seu suicídio veio não como uma busca pela morte, mas como alternativa para fazer a dor parar.

Sua música precisa ser celebrada como um ritual a vida; uma vida musical vivida na extremidade da perfeição. Acordes belos do seu violão; um piano comovente; letras bastante bem elaboradas; tocador de baixo e bateria ainda; um inglês notável; uma voz madura, limpa e carregada de emoção; efeitos sonoros inusitados e muitos outros elementos compuseram este álbum (músicas soltas que ele reuniu), gravado em um dos quartos de sua casa que ele transformou em um estúdio. É um pouco inconcebível para mim a idéia que é possível fazer o que ele fez com apenas 16 anos de idade. É um legado que muitos músicos buscam longas décadas de existência para alcançar.

Ele tem um jeito único de fazer a luz aparecer em momentos de escuridão. Este álbum, pode ser classificado como caseiro, contudo é supremo em muitos sentidos, principalmente em sua singularidade.




YOÑLU






















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sábado, 26 de junho de 2010

Mylene Farmer








Atendendo a umas das sugestões dadas pelo nosso amigo @jobsonlouis, apresento hoje a Mylene Farmer é canadense, nascida no dia 12 de setembro de 1961, tem uma carreira consolidada desde a década de 1980 e ainda permanece em atividade, fazendo muito sucesso na França, onde é considerada uma das maiores representantes de música pop de lá. Contando com álbuns em estúdio, ao vivo e também compilações a Mylene Farmer já participou de mais de 15 álbuns.

Trago aqui o penúltimo álbum lançado pela cantora, trabalho bastante calmo, aqui ela segue uma bastante segura da música pop, onde ela mostra bem a sua voz, que fica sempre em primeiro plano, deixando todos os instrumentos como planos de fundo, nesse álbum calmo e relaxante, acredito que grande parte dessa calma transmitida seja oriunda do idioma francês, que como já tinha mencionado em uma postagem anterior acho um idioma sonoro por natureza.

O álbum segue bastante coeso, diria que talvez esteja coeso até de mais, às vezes dá a sensação de que todas as músicas na verdade é um só. O trabalho segue sem muitas surpresas, embora note-se algumas influências do rock, de modo bastante discreto, e certos trechos um lirismo, que quase embarra no New Age. Ainda sim vale muito a pena conhecer!

Bom Appetit !!!


Álbum: Avant Que L'ombre
Artista: Mylene Farmer
Ano: 2005
Tamanho: 99mb
Gênero: Pop, Dance, Europop
Tracklis:
  1. Avant Que L'ombre
  2. Fuck Them All
  3. Dans Les Rues De Londres
  4. Q.I
  5. Redonne Moi
  6. Porno Graphique
  7. Derriere Les Fenetres
  8. Aime
  9. Tous Ces Combats
  10. Ange Parle Moi
  11. L'amour N'est Rien
  12. J'attends
  13. Etre Toi
  14. Et Pourtant

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Sunset


Tidos como "duas das mais importantes vozes de São Paulo", Monique Maion e Gustavo Garde fizeram de seu projeto Sunset um dos melhores sons da vanguarda paulistana. Eles se conheceram em janeiro de 2008 na cena underground de São Paulo e de repente, a afinidade que surgiu entre eles os levou a gravar quatro meses depois este EP que venho falar aqui hoje: Sunset.

Como definir Sunset? Sunset é uma mistura interminável de gêneros que passeam do folk ao jazz com extrema desenvoltura. As vozes de ambos se casam perfeitamente, a química que rolou foi muito interessante. O álbum é cantado em inglês e português, havendo também leves pinceladas de francês. O álbum se inicia com Run Whith Me, um folk tocado com um violão, banjo, assobios e instrumentos diversos. A música tem um ar bem alegre e dá vontade de correr junto com eles, tamanho o envolvimento e a sensação de amor infantil que o som contém. Em seguida vem Bunny, com assobios e acordes de violão. Monique Maion brinca com sua própria voz, como se fosse um instrumento jazzistico e vai ao ápice com a frase "why don't you go and die?". Fatherhood é uma música mais introspectiva, começando com pequenos sons que lembram uma caixinha de música, depois a música é comandada pelo teclado e seguimos nos deleitando. Out of The Run tem um ar calmo, que nos vai tirando da introspecção da faixa anterior. Duelo de Gigantes nos dá a sensação de estar em um saloon do velho oeste e Gustavo Garde nos guia nesse pequeno "bang bang". A música seguinte é Mr. Know It All, puro jazz. É nesse momento que Monique e Gustavo se libertam e vão experimentando suas vozes ao longo dos 4min e 18seg. Finalizando com chave de ouro o EP, chegamos ao ápice com Place Cliche, que se inicia com uma conversa em francês/português e vai evoluindo e convidando guitarras, sons de bateria esquizofrênicos ao longe, teclados... Até que eles voltam a sobriedade e conversam mais um pouco, sendo que novamente são tomados pela loucura e gritam, cantam, se divertem muito mais.

Puro deleite!


Sunset EP
















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Wandula









Wandula é o resultado da união de músicos e compositores vindos de diferentes formações e experiências. Edith de Camargo (suíça radicada no Brasil), vocalista e acordeonista do grupo, tem influências de cantoras como Barbara, Edith Piaf e do Lied alemão, trazendo o ambiente dos shows de cabaret para os palcos. Marcelo Torrone, pianista e tecladista, agrega elementos da música popular brasileira à sua formação erudita, mesclando principalmente o chorinho à música impressionista e minimal, com influências de Erik Satie, Ernesto Nazareth e Michael Nyman. Claudio Pimentel (violonista), Rafael Martins (guitarrista) e J.C.Branco (percussionista), trazem a referência do pop e do rock para o grupo e Raphael Buratto (violoncelista clássico), Felipe Ayres (harpista) e Denis Nunes (baixista) completam a formação atual do grupo. (Informações tiradas do site oficial da banda).

Eu até queria muito levantar a bandeira da qualidade da música feita no Brasil, mas nesse caso acredito que seria injusto, pela formação da banda e principalmente pelas fortes influências que são somadas as composições da banda, tornando assim o som da banda inclassificável (no melhor sentido que a expressão possar ter).

Então se você gosta de música erudita, popular, vanguardista, minimal, choro, então prepare-se pra tudo junto e ao mesmo tempo!!! Nesse álbum o piano assume o papel de espinha dorsal, é estranho descrever o som da banda, acho que o som tem um colorido um pouco sóbrio, mas ainda sim a densidade da música não é muito pesada, ainda sim o som deles é divertido, a exemplo da faixa Rocambolesco.

O álbum é bem divido com faixas instrumentais e vocais, nas vocais trazendo a sonoridade do português, inglês, francês e alemão, que quando misturado a todos os instrumentos da banda, deixa qualquer um em estado de êxtase!

A faixa que abre o álbum é Paisagem Progressiva #1, ela tem um tema meio melancólico, mas é uma ótima introdução do que está por vim, atenção especial para a faixa Wymborska, composição com canto bem contemporâneo mesmo, fazendo um contraste perfeito com o piano que nessa faixa faz o acompanhamento sozinho, de forma bem tonal e repetindo um mesmo tema, mudando apenas a função e em uma parte ou outra com uma pequena variação, em seguida vem a faixa Rocambolesco, música bem leve e descontraída, traz uma sonoridade meio antiga, pra mim soa como anos 20..30...não tenho certeza, a o sopro adiciona um toque especial a textura da música. A faixa L'homme Auxtâche de Rousseur, essa se destaca pelo som bem europeu e também pelo andamento, acho que é o andamento mais rápido do álbum, em A Queda de Suzannne é criada uma atmosfera um pouco mais sombria, o que me lembra o país das maravilhas.

O Wandula exprime uma sofisticação imensurável, então deguste, aprecie, viaje, permite-se experimentar...





Álbum: Wandula
Artista: Wandula
Ano: 2002
Gênero: Alternativo, Experimental, Contemporâneo
Tamanho: 44 mb
Tracklist:
  1. Paisagem Progessiva #1
  2. Love Tears
  3. Tenho os Olhos Abertos no Escuro
  4. Wymborska
  5. Rocambolesco
  6. Sobre a Mesa um Fim de Século
  7. L'homme Auxtâche de Rousseur
  8. A Queda de Suzanne
  9. Moedas de Açucar
  10. Som Novo
  11. Notruna
  12. ...
  13. Noturno
  14. La Maison de L'arainée de La Mea

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Marcelo Camelo






Um grande homem, que apesar de conhecer seu potencial, proporcionar inúmeros bons frutos e quebrar paradigmas traz consigo uma postura ainda mais enaltecedora de humildade. Em um verso da canção liberdade, Marcelo Camelo explica porque é o maior nome da música contemporânea brasileira:

Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom / Daqui não / Eu vivo a vida na ilusão / Entre o chão e os ares / Vou sonhando em outros ares, vou / Fingindo ser o que eu já sou / Fingindo ser o que eu já sou / Mesmo sem me libertar eu vou.

Incrível como ele consegue elevar a música popular brasileira com tanta sutileza neste álbum. Sou, um título mais que sugestivo, traz sua personalidade crua e melhor do que pensei ser possível. O rompimento com Los Hermanos fez muito bem para este homem, que nos mostra a peça épica que se passa em sua mente; sua arte, sem estar direcionado a um dado público. Longe das expectativas dos fãs que evidentemente querem que siga dada corrente musical e o rompimento com seus colegas do Los busca a valozicao da sua individualidade, ou ao menos exercê-la. Pode ser o sentimento contido em uma de suas letras: Posso estar só, mas sou de todo mundo... / Solidão foge que eu te encontro, eu já tenho asas... (doce solidão)

Um gênio da música falada e tocada cuja sensibilidade invejável por qualquer psicólogo. Suas músicas podem ser escutadas em simples acordes, mas simultaneamente, cairiam como veludo para qualquer orquestra sinfônica. A cultura brasileira é um lugar mais completo com a presença deste sonhador. Janta, liberdade, saudade são algumas das melhores músicas que já ouvi.

É certo que o cd demanda paciência para o ouvinte; ouvidos bastante atentos para perceber nuâncias; buscar ouvir instrumentos falando quando Marcelo prefere calar-se "em muitos momentos". As letras demonstram um lado melancólico; a atmosfera do álbum varia da alegria a depressão, mas longe de levar a inconsistência.

Enquanto o povo brasileiro seguir os seus passos não perderá sua identidade. Se perguntassem para mim: - O que mais lhe orgulha no Brasil? Marcelo Camelo seria uma das minhas prováveis respostas sem exitar.



SOU


  1. "Téo e a Gaivota" (com Hurtmold)
  2. "Tudo Passa" (com Hurtmold)
  3. "Passeando"
  4. "Doce Solidão" (com Hurtmold)
  5. "Janta" (com Mallu Magalhães)
  6. "Mais Tarde" (com Hurtmold)
  7. "Menina Bordada" (com Hurtmold)
  8. "Liberdade" (com Dominguinhos)
  9. "Saudade"
  10. "Santa Chuva"
  11. "Copacabana"
  12. "Vida Doce" (com Hurtmold)
  13. "Saudade (faixa bônus)" (com Clara Sverner)
  14. "Passeando (faixa bônus)" (com Clara Sverner)

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Charlotte Gainsbourg



Ah! Charlotte Gainsbourg. Ela me encanta por quatro motivos. 1) sua beleza. 2) sua voz. 3) sua criatividade musical. 4) Suas atuações. Sim, essa anglo-francesinha aqui também é atriz. Deixando opiniões próprias de lado, vamos falar um pouco sobre ela. Depois as opiniões voltam. O que seriam das coisas sem as opiniões sobre elas?

Charlotte Gainsbourg é uma cantora, mas também é atriz. Provalvelmente quem a conheceu, teve um primeiro contato com sauas atuações. Ultimamente ela está trabalhando com Lars Von Trier no filme Melancholia. Charlotte gainsbourg nasceu em Londres, erradicada na França. Ela é filha do poeta e cantor Serge Gainsbourg e da atriz Jane Birkin. Então dá para entender porque ela seguiu as duas carreiras (e é muito boa em ambas, diga-se de passagem). Ano passado ela ganhou o prêmio de melhor atriz no festival de Cannes, com o film Antichrist. Quanto à sua carreira musical, em 1985 (aos treze anos) ela gravou Lemon Incest, composto por seu pai, mas só em 2006 resolveu trabalhar em cima de sua carreira como cantora oficialmente, lançando seu debut álbum, 5:55. Ela também trabalhou em composições com Etienne daho e Madonna, mas hoje quero dedicar algumas sílabas ao álbum IRM, de 2009.
IRM é um álbum que proporciona ótimas experiências. Ponto.

A primeira música do álbum, Master's Hands, tem uma influência africana, envolvida por uma sutileza de batidas concentradas que penetra pelos poros. Em seguida IRM, que deu nome ao álbum, vem com uma mescla de experimentalismos sutis; tudo é milimetricamente colado e vai envolvendo mais e mais até culminar em batidas bem compassadas, quase dançantes. Le Chat Du Café Des Artistes, que vem um ar mais pesado e sensual é acompanhado pelos sussuros de sua voz doce. despois vêm momentos mais baseados no vioão e sons mais calmos; meigos até. Heaven Can Wait tem cara de single com cara de pop de extrema qualidade, beck colabora na aura da música. No decorrer do disco nos deparamos com barulhos de computador, algo como assobios longínquos, violinos, guitarras, barulhos de brinquedos eletrônicos. Em Greenwich Mean Time o som é mais "alegrinho", fica exatamente no limite entre o trip hop e o downbeat (você realmente QUASE dança, na realidade músicas assim me dão mais vontade de dançar que as músicas das raves). Depois de Dandelion, vem o ápice do cd com a música Voyage, com ar de mistério na "viagem" meio épica que ela nos proporciona. Em seguida vem La Collectionneuse, que se inicia dominada pelo piano, depois é destronado pelo violino e retoma o posto o píano. O disco termina com Looking Glass Blues, cheio de semi experimentalismos e uma batidinha bem compassada.

Que tal se deliciar um pouco?




IRM


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terça-feira, 22 de junho de 2010

Yelle








Hoje tava lembrando que faz séculos que não vou pra uma boa festa, e tem muita coisa que não pode faltar numa boa festa, boa comida, boa bebida, uma galera batuta, e é claro boa música, a cantora Yelle é um exemplo perfeito de boa música pra uma festa, ou pra ir malhar, ou simplesmente pra ficar em casa de bobeira conversando besteira com os amigos.

A cantora que lançou seu primeiro álbum em 2007, Pop-up (acho que esse foi o único pop-up que eu gostei em toda a minha vida, heheheh), ela traz uma nova atmosfera a música eletrônica, transformando o Tecktonik, que nasceu apenas com uma festa e logo virou um subgênero da música eletrônica, e depois um novo nicho social, uma dessas coisas que o Fantástico chama de “tribo”, tudo bem que o Techtonik não atingiu inicialmente proporções muito grandes, mas ao longo dos anos foi exercendo influencias, principalmente em relação a padrões estéticos.

Acho que o Tecktonik é um ótimo exemplo da evolução da Música Pop, que hoje a música vira um movimento, por exemplo, os membros que Tecktonik, gostam de sair p dançar, se divertir, e se não tem onde fazer isso, eles fazem em qualquer lugar, na França, onde o movimento surgiu, era muito comum ver jovens, entre 15 a 22 anos, dançando no meio das ruas, dançando por dançar, por não ter mais legal pra fazer, isso também é refletido nos penteados e cortes de cabelo e na forma de se vestir, uma releitura das roupas dos anos 80, mas agora com roupas bem mais justas e coloridas (o que começou em 2007 na França, chegou no Brasil +- no meio de 2009, mas em relação isso até não é necessariamente uma coisa ruim).

Tudo bem que a música dela não traz nada de novo, se você quem escutar algo que inspire, passe longe de Yelle, mas mesmo assim é muito legal, e se você ta se perguntando por que escutar ? na verdade só consigo pensar em três motivos: 1º ela canta em francês, eu acho que é um idioma sonoro, mesmo que estão só falando ainda sim parece que estão cantando, 2º ela tem uma voz bonita, que faz um contraste legal com os sintetizadores, os samples, etc. e 3º porque ela é muito bonitinha, eu passaria o resto da vida dançando com ela ;P

Então divirtam-se todos!!!



Álbum: Pop-up
Artista: Yelle
Ano: 2007
Tamanho: 80mb
Gênero: Eletrônica, Tecktonik
Tracklist:
  1. Ce Jeu
  2. À Cause Des Garçons
  3. Dans Ta Vraie Vie
  4. Tristesse_Joie
  5. Mal Poli
  6. Les Femmes
  7. Je Veux Te Voir
  8. Amour Du Sol
  9. Mon Meilleur Ami
  10. 85a
  11. Jogging
  12. Les Femmes (Siriusmo Remix)
  13. À Cause Des Garçons (Drixxxé Remix)
  14. À Cause Des Garçons (Obsession Remix)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Radiohead







Estava assistindo um programa sobre o porquê do papel da mulher tornar-se marginalizado na sociedade. Um dos questionamentos que eludiam pensamentos fazia referência ao grande medo humano, encarado como morte. O filósofo contava que o mundo por amar demais a vida, passou a detestar a morte, criar meios de evitá-la ou de torná-la trágica: o uso do preto, o pranto, fechar-se em um caixão. Contudo, o ponto interessante do pretendido pelo filósofo era demonstrar que o contrário de morte não é a vida, e sim, o nascimento. Como a mulher é o ser que é responsável direta por conceber, por permitir um ser nascer, logo ela também é vista como alguém que tem poder sobre a vida. Enfim, a discussão é bem longa... A razão é: - Por que falo disso? Simplesmente porque o álbum que vos apresento hoje tem o poder de proporcionar a morte e o nascimento a qualquer ser humano que se permita escutar.


Para mim o melhor álbum já existente e não acredito em superação de perfeição; ou seja, ninguém tirará seu posto. Radiohead é conhecida por uma banda de imenso valor musical; unindo como poucos o eletrônico e o rock; a simplicidade e imensidão; o preto e branco; o grito e o sussurro. O incrível é que o propósito do álbum (concebido há 13 anos) é alertar a humanidade para uma sociedade que vivemos hoje; um mundo tecnológico desenfreado; relações virtuais; o esquecimento do olho no olho; uma robotização do sentimento.


Ok Computer é o terceiro álbum da banda lançado em 1997 e incomparável na história do rock. A autonomia sobre esse álbum foi dada por sua gravadora, sem exigência de prazos, permitiu a banda se alojarem na casa da atriz Jane Seymour. Isto afastou eles do que chamavam de "bloqueio da imaginação" por estar perto de barulho, famílias e amigos. Esse álbum explode a mente de qualquer pessoa que mergulhe nele; faz com que você caia em profunda agonia; pertuba a normalidade; dar tapas na cara da sociedade. E se você não tiver equilíbrio é melhor não escutá-lo porque ele pode destruir você. Já vi muitas pessoas se afundarem com ele.


A voz do vocalista, Thom Yorke foi gravada nas primeiras tomadas porque ele não queria pensar demais para impostar técnica, queria sentimento. O uso de instrumentos como cello; uma guitarra gritante, mais melodiosa que ruidora; piano elétricos; zumbidos distanciados percepção de insetos correndo em sua cabeça e seu som transmitindo ondas fora fa voltagem. O incrível é que cada música do cd tem uma história baseada em livros, estilos de grandes músicos, instrospecções da banda, tentarei resumir apenas a idéia proposta das canções (ao meu ver com declarações dos integrantes):






OK COMPUTER




1. Airbag - Inspirada na idéia de "que onde quer que você vá em sua vida, você sempre ser assassinado".


2. Paranoid Android - Foi escrita depois de um noite ruim de York em um bar em Los Angeles sobre a agressividade de uma mulher que agiu violentamente porque alguém derramou bebida nela. A música compõe de diversos retalhos.


3. Subterranean Homesick Alien - Aborda tema de ficção científica onde alguém é abduzido para contemplar "o mundo como gostaria de vê-lo".


4. Exit Music (For a Film) - (Minha preferida) Demonstra uma busca por um lar, uma serenidade em viver um amor puro e a impossibilidade de se sentir acolhido; a luta por um amor já tido como impossível, e que ainda assim, vale a pena abdicar da própria vida. Foi escrita para a adaptação do filme Romeu e Julieta (aquele com Di Caprio).


5. Let Down - Descreve um momento que você está em uma espécie de transe, sem controle de si mesmo. Através de um piano elétrico, um solo sentido de guitarra. Uma comparação do sentimento de se sentir um ser diminuto; apenas um inseto qualquer.


6. Karma Police - É sobre o ato de se fazer algo errado (um conjunto de palavras em uma piada interna da banda).


7. Fitter Happier - Começa a outra metade do disco com uma voz mais computadorizada, sons mais presentes ao fundo. Um incrível choque pertubador na consciência do superficial...vozes pronunciado vozes de efeito.


8. Electioneering - Sobre o compromisso de um artista ao lutar por devender uma arte; usá-la em assuntos de despertar a sociedade.


9. Climbing Up the Walls - É sobre "o monstro no armário"; sobre algo que você se esconde. Muitos citam que a representação da caça de um inseto.


10. No Surprises - Recria o cenário de um mundo "perfeito", mas não como parte daquela alma: um vida acabada, sonhos dispertos, desordem política, decepções em relações interpessoais, etc.


11. Lucky - Conta a história de um homem que sobreviveu em um acidente de avião em um lago e tornou-se um super herói. É uma esperança inserida no álbum.


12. The Tourist - Foi uma maneira de Thom Yorke teve para dizer a si mesmo que precisa se acalmar, apaziguar um pouco.




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domingo, 20 de junho de 2010

The Accidental



Recomendando mais um álbum de expressão do sentimento humano, da fraqueza dos sentimentos, da superfície criada para te convidar a se sentir mais confortável encarando a si mesmo, seus medos, encontrando sua verdadeira casa. 


O álbum de estréia do The Accidental, There were wolves, banda formada por músicos de outras bandas folks (the bicycle thieves, Tunng e The memory band) vem para nos revestir de serenidade. Formaram este quarteto fantástico por acidente através de algumas colaborações, festivais, etc. e gravaram este álbum com alguns microfones e um computador em um apartamento em Londres.


Há um perfeita sicronia bucólica na melodia, um compasso envolvente, instrumentos clássicos e populares sem guerras entre eles, e suas vozes despretensiosas revelando uma arte crua incrível. Músicas intimistas com uma criatividade aguçada, demonstrada em detalhes, criam uma homogeneidade invejável para a maioria das bandas de folk modernas.


Toda vez quando mergulho em algumas bandas eu me pergunto: - Por que procurar mais? Se a perfeição é tão claramente demonstrada aqui. The accidental é uma das bandas que me faz questionar isso. Sua história e acervo ainda é diminuto; torço para que estes músicos rompam com suas bandas e nos ofereça mais um pouco de manjar como este.




THERE WERE WOLVES

  1. Knock Knock
  2. Wolves
  3. I Can Hear Your Voice
  4. Jaw Of A Whale
  5. The Closer I Am
  6. Slice Open The Day
  7. Illuminated Red
  8. Birthday
  9. Dream For Me
  10. The Killing Floor
  11. Time And Space

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Micachu and The Shapes





Imagine uma banda que consiste de elementos orgânicos como violão e percussão embrulhados em ruídos artificiais e enlaçados por sintetizadores experimentais esquizofrênicos. Sim, esta talvez seja a melhor descrição para toda a euforia de Micachu and The Shapes. No meio de toda essa leva de bandas que não se consegue classificar, surge Mica Levicriandos impressionantes mixtapes com alguns amigos até dar de cara com o produtor Matthew Herbert. O que eles fizeram: misturaram o instrumento "criado" por Micachu, o chu (um violão com cordas de baixo), com um aspirador que percorre incessantemente pelas músicas, e uma bateria extremamente desobediente. No que deu tudo isso? O álbum Jewellery.

O álbum de estreia Jewellery tem uma aura urgente, claustrofóbica, que é totalmente instigante. Por instantes você conhece todo o caos musical (no bom sentido) interligados com a "delicadeza" do pop. Ao longo do álbum os sintetizadores disputam lugar com barulhos de boca, instrumentos "desafinados", uma calculadora 8-bit, batidas semi-dubstep e uma furadeira! O que percebemos é que o suposto gênero pop, que a própria Micachu atribuiu ao disco, é picado, embaralhado, colado e recriado.



Jewellery





















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Stravinsky, Igor









Bom dia estimados leitores, hoje eu fugir de tudo o que já guardado nessa gaveta, alguns vão dizer que eu pirei de vez, e acredito que a maioria não ira gostar do post, mas mesmo assim o prato do dia é Stravinsky. Principalmente pelo fato de que não tem nenhum álbum de música erudita aqui, então vamos quebrar essa imagem de que música erudita é chata, quem estudar Stravinsky pode dizer que não gosta, que é feio, até mesmo que nem é música (como muitos músicos falam =/), mas com certeza Stravinsky não é chato.

Nascido na Rússia, na cidade de Lomonosov, Stravinsky foi um dos maiores compositores do século XX e também um dos maiores responsáveis pela criação da música moderna, então se hoje nos temos Chico Buarque, Massive Attack, MC Créu, etc., a culpa é de Stravinsky!

Acho que a obra mais famosa obra dele é o balé, A Sagração da Primavera, que é a primeira associação que muitas pessoas fazem quando se fala em música contemporânea, mas como hoje eu tow com do contra ( =P ), trago pra vocês o balé, O Pássaro de Fogo, e também porque eu acho ele mais “suave”, menos desconstrutivo do que A Sagração da Primavera, então pra quem nunca tinha ouvido falar em Stravinsky, ou pelo menos não tinha ouvido nenhuma peça dela, acho que O Pássaro de Fogo, é a obra perfeita pra começar.

Pra mim a maior diferença dessa peças modernista, pra os demais períodos musicais, é o “brilho”, a importância que tem as cordas e o piano, pra mim no modernismo os sopros que tomam conta da orquestra, agora as cordas passam a fazem mais o acompanhamento, principalmente em pizzicato, dando o seu colorido a obra, mas sem sobrepujar os sopros.

Mas Stravinsky é daqueles tipos de coisas que não se tem o falar, e sim o que escutar, portanto: degustem, escutem e se não for pedir de mais...opinem! (hehehehe)

Álbum: The Firebird
Artista: Stravinsky, Igor
Gênero: Erutido, Contemporâneo
Tamanho: 43 mb
Tracklist:
  1. Introduction, Tableau I
  2. Dance of the Firebird
  3. The pricesses' game with the golden apples
  4. Sudden appearance of Ivan Tsarevich
  5. Dance of Kashchey's retinue under Firebird's spell
  6. Lullaby
  7. Tableau II, Disappearance of the palace

sábado, 19 de junho de 2010

Chris Garneau







Já é perceptível que para mim o que conta é a viagem emocional que uma música pode ofertar. Chega até ser abstrato, mas em muitos momentos fui curado, compelido a decidir corretamente, compreender problemas, ou até mesmo, fui ferido, por causa da influência da música. Por isso, tento agregar os mais diversos sons para utilizá-los ao meu favor. O que apresento hoje a vocês tem um grande poder de afetar qualquer um que escuta; música simples e carregada de carga emocional. Chris Garneau é um artista completo sendo lapidado; o estudo de sua música gera sempre muito a se falar e sentir.

Chris se utiliza de um piano comovente (curiosidade: geralmente ele usa um lâmpada acima do piano para tocar); percusão em marchas de rua européia (ou de carnaval, se compreenderem não ser igual ao que conhecemos); um indie mais inclinado ao pop que ao alternativo. Não posso compará-lo a artistas como Damien Rice e Glen Hansard, contudo arrisco que está em seu caminho buscando seguir uma linha mais amplas que estes. Arriscando em alguns experimentalismos, agregando elementos de baroque, carnival e Americana.

É perceptível ainda a falta de lirismo poético no artista, o qual aparenta se preocupar com "rimas quadráticas". O leitor não me entenda errado; não acredito que ele peque na arte que se propõe a fazer, mas esse em minha opinião não a consistência, ou melhor, a fluência escrita não é um fator de relevância no artista. As letras abordam histórias perceptíveis de pessoalidade; metáforas espalhadas; boas concepções, apenas se limitam em uma métrica, fator de principal crítica ao artista.

Deixo aqui dois álbuns diferentes entre si. Music for tourists (2006), primeiro lançamento e carregado de emoção. Uma viagem de piano para reflexão, um salto no sentimento com minúncias espantosas. E o El Radio (2009) usando de mais risco e experimentalismo, mas sem uma uniformidade de conceito como no primeiro, um bom passatempo.

Deixando a técnica de lado, esperando e sabendo que logo acontecerá o incrível com este artista devido ao seu enorme potencial; esses dois cds são grandes presentes para os amantes de música com significado, que deixam você melhor do que quando começou a escutá-las.





MUSIC FOR TOURISTS




  1. "Castle-Time" – 3:58
  2. "Relief" – 3:45
  3. "Black & Blue" – 5:32
  4. "Saturday" – 2:21
  5. "So Far" – 4:23
  6. "First Place!!!" – 4:14
  7. "Hymn" – 1:40
  8. "Baby's Romance" – 4:37
  9. "Not Nice" – 5:31
  10. "Blue Suede Shoes" – 3:09
  11. "We Don't Try" – 3:41
  12. "Sad News" – 6:01
  13. "Halloween" – 4:52
  14. "Between Bars" (Elliot Smith cover) – 3:05

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C SIDES



1. Love Zombies
2. Blackout
3. The Runt
4. It’s Almost Christmas!
5. The Island Song



EL RADIO


  1. "The Leaving Song"
  2. "Dirty Night Clowns"
  3. "Raw and Awake"
  4. "Hands on the Radio"
  5. "No More Pirates"
  6. "Fireflies"
  7. "Hometown Girls"
  8. "Over and Over"
  9. "The Cats & Kids"
  10. "Les Lucioles en re Mineur"
  11. "Things She Said"
  12. "Pirates Reprise"
  13. "Black Hawk Waltz"

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Hanne Hukkelberg








Boa noite estimado leitores! Pra aproveitar o friozinho gostoso que ta fazendo por aqui (João Pessoa), tava escutando um dos meus CD favoritos Little Things da Hanne Hukkelberg, cantora norueguesa, pelo mundo tem muita gente fazendo música boa por ai, mas ninguém faz músicas como os nórdicos! A sonoridade, o intimismo, e um certo clima de “fim de mundo”, que eles conseguem capturar na música, ninguém faz igual.

Little Things foi o primeiro álbum lançando pela Hanne, foi lançado em 2004 na Noruega, e em 2005 pro resto do mundo (2005 foi um ótimo ano, musicalmente falando!!), ele traz músicas suaves, mas ao mesmo tempo extremamente densas, desde 2005 escuto esse álbum e toda vez que escuto me surpreendo com algum com, sempre acho que ainda não conseguir entender o trabalho por completo.

Se você, assim como eu, gosta de experimentalismo esse álbum é um prato cheio, além dos instrumentos “convencionais” como piano, cordas, sopros...aqui os pássaros cantam (literalmente), tem maquina de escrever, lembra aquele barulho que todo mundo gostava de fazer botando uma folha ou uma carta de baralho nos raios da sua bicicleta? Tem aqui também, tem som de moedas, objetos metálicos caindo no chão, assobios....e acreditem ou não tudo fez com muita suavidade, é incrível a paz que a Hanne Hukkelberg constrói nesse trabalho.

O álbum começa de forma e despretensiosa, mas na introdução na se consegue captar toda a sentimentalidade, as primeiras faixas são mais leves, principalmente a divertida Little Girl, ao longo do tempo as faixas vão assumindo um caráter mais sóbrio, atenção especial para a faixa Balloon, que apaixona logo do primeiro acorde, a belíssima voz da Hanne cantando numa região mais aguda e dando a deixa para as cordas entrarem, é simplesmente indescritível! A música que se segue é Displaced que em conjunto com Ease, Conversion e True Love, confere um ar mais descontraído ao álbum, ressalto aqui True Love, faixa deliciosa de se ficar cantarolando... Tell me it is true love! Pom pompom pompoommm.... é pra encerrar com chave de ouro, um belo final feliz, a faixa Boble, uma música simplesmente perfeita! (não costumo usar muito essa palavra, mas essa música é exceção), seu pudesse escolher uma música pra escutar enquanto estivesse morrendo, com certeza escolheria essa pra morrer feliz!

Esse álbum é a trilha sonora pra qualquer pessoa, em qualquer lugar e a qualquer momento, capaz de deixa a todos em estado de êxtase, acho que na verdade ainda não existe uma palavra, ou conjunto delas, que possa realmente descrever esse CD. Então tudo o que eu posso dizem é: ESCUTEM!




Álbum: Little Things
Artista: Hanne Hukkelberg
Ano: 2004/2005
Gênero: Experimental, Indie, Alternativo
Tamanho: 60 mb

Tracklist:
  1. Hoist Anchor
  2. Searching
  3. Little Girl
  4. Cast Anchor
  5. Do Not As I Do
  6. Balloon
  7. Displaced
  8. Ease
  9. Conversion
  10. True Love
  11. Kæft
  12. Words & A Piece Of Paper
  13. Boble

terça-feira, 15 de junho de 2010

Jennifer Lo-Fi






Esse é o melhor EP do ano! Não, não estou exagerando! Jennifer Lo-Fi me proporcionaou uma das maiores viagens sonoras/experimentais dos últimos tempos e agora acaba de lançar seu primeiro EP: Summer Session.

A banda surgiu literalmente da internet. Ambos se encontraram no MySpace, cada um com sua própria viagem sonora. Sabine, com suas gravações voz e violão. Filipe “Miu” tinha a banda de um homem só, Fragile Arm. Caio e Luccas faziam um som experimental com a banda [Art].Ficial. E não mais que de repente resolveram formar uma banda.

O som da banda é cheio de detalhes. Eles misturam o experimental e o progressive rock. A primeira música do EP, Instrumental, é uma das minhas preferidas. Ela começa com pequenos loops eletrônicos e a voz de Sabina vem surgindo aos poucos, como se pedisse para penetrar os nossos ouvidos. Após ganhar permissão, a banda vem crescendo e quando nos damos conta, já estamos acompanhando os ritmos quase esquizofrênicos da banda.



Summer Session EP





















Download

Sia




Com tantos boatos envolvendo as cantoras modernas esquecemos daquelas que fazem um som mais intimistas, não voltados a venda primariamente, que demonstram consistência em suas músicas aquém de interesses comerciais ou do sentimento degradante de não serem vistas como "mulheres normais ou desejadas". Para os adoradores de música a imaginação das mulheres e o experimentalismo transcedem a do homem, com absoluta certeza. O curioso é que poucos percebem que sua espotaneidade, sentimentalismo e sutileza quebram diversos paradigmas, marginalizadas por tradição, não por substância na sociedade. Uma delas que sempre tem me satisfeito grandemente é Sia.

Poucos ouviram falar dela e isso me espanta. É claro que um som ligeiramente calmo; com ideologia; uma voz potente, mas sem um embelesamento proposital; letras que não grudam; e um rosto e corpo não muitos comum para os padrões estéticos atuais não a favorece. Desafio a todos que conseguem passar por estas peneiras a conhecer a beleza viva e pulsante dessa mentora da arte do sentimento.

Sia nasceu na Australia, fez parte de uma banda de indie chamada Crisp. Gravou seu primeiro cd Only see em 1997. Como não teve sucesso lá mudou-se para Inglaterra, onde foi contratada pela Sony e pôde divulgar mais seu trabalho. Ao contrário do que se pode pensar do que postei, Sia não é aquela revolucionária que se veste estranha ou experimenta sem sentido. Ela pode ser comparado a Sarah McLachlan, Dido, Lauryn Hill, Nelly Furtado (em seus primeiros dias), mas em minha concepção está a anos-luz dessas devido à uma direcionamento claro do que se deseja e maturidade em escolhas, crenças, até em suas distorções.

Fica aqui o seu segundo álbum formal como cantora solo. É indicado para momentos de serenidade em que se busca respostas; é uma massagem para alma. Felicidade em divulgar mais esta divindade!




COLOUR THE SMALL ONE


  1. "Rewrite"
  2. "Sunday"
  3. "Breathe Me"
  4. "The Bully"
  5. "Sweet Potato"
  6. "Don't Bring Me Down"
  7. "Natale's Song"
  8. "Butterflies"
  9. "Moon"
  10. "The Church of What's Happening Now"
  11. "Numb"
  12. "Where I Belong"
  13. "Broken Biscuit"
  14. "Sea Shells"

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PART 1
PART 2


Móveis Coloniais de Acajú








Boa tarde todo mundo! Em dia de jogo do Brasil, que tal mais um pouco da música feita na terrinha?! Se você vai torcer, vibrar, se emocionar pela seleção, bem que pode fazer ao som da nossa música, mas se você assim como eu não curti muito, o negocio é aumentar o volume pra tentar abafar os gritos da torcida e o som das vuvuzelas!

A banda teve seu nascimento em 1998 (também ano de Copa do Mundo), e surgiu com a proposta de um som misturado, propondo uma nova cara a nossa multifacetada identidade musical. É criado um universo meio caótico (no bom sentido), resultado das diversas influências trazidas pelos músicos, das quais podemos exemplificar com rock, ska, ritmos característicos do leste europeu, o qual a banda chama de “feijoada húngara”.






Esse álbum que realmente muito peculiar, é único! É formado por 12 faixas, mas cada faixa se desdobra em 2...4 músicas, que são diferentes mas extremamente coerentes entre si, então o álbum tem ao mesmo tempo 12 e/ou +- 48 músicas, na verdade é meio difícil de explicar essa minha viagem, mas escutando o CD todo mundo com certeza vai entender.

Além da riqueza de arranjos e harmonia das músicas, a banda é igualmente boa quando a questão são as letras, nota-se uma riqueza no vocabulário que aliado com a sonoridade européia, dar um ar meio exótico ao álbum, as letras também apresentam certo lirismo evolvente, dosando na medida certa reflexão com diversão, a exemplo da faixa que abre o álbum Perca Peso.

Confesso que o segundo álbum da banda C_mpl_te não achei lá muito interesse (de der depois posto aqui), então sem me prologar muito, fica a dica pra trilha sonora de hoje!!

Então a todos, um bom jogo and save the Galvão Birds ^^

Álbum: Idem
Artista: Móveis Coloniais de Acajú
Lançamento: 2005
Gênero: Rock
Tamanho: 67 mb
Tracklist:
  1. Perca Peso
  2. Seria o Rolex?
  3. Aluga-se-vende
  4. Copacabana
  5. Menina Moça
  6. Cego
  7. Esquilo Não Samba
  8. E Agora Gregório?
  9. Swing Hum e Meio
  10. Do Mesmo Ar
  11. Sadô-Masô
  12. Receio de Remorso

domingo, 13 de junho de 2010

Yann Tiersen & Shannon Wright







Bom dia caros leitores! Todos muito bem saciados, satisfeitos e felizes pós dia dos namorados?!

O prato do dia, como o título já diz é: Yann Tiersen & Shannon Wright, servido em 2004. Coincidentemente quando @sadraquelucena postou o novo trabalho do Yann Tiersen, eu tava escutando a Shannon Wright, então me lembrei desse álbum, porque se cada um sozinho é bom, os dois juntos é espetacular!!!

Como o Yann Tiersen já é conhecido de todos por aqui vou dispensar a apresentação dele e partir direto pra Shannon Wright, que é norte americana, nascida em Jacksonville na Florida, seus trabalhos são mais no lado do rock alternativo, lembrando um pouco a PJ Harvey e muito de longe a Cat Power. A Shannon traz em seus trabalhos um som denso, melancólico, diria até mesmo angustiante, mas ainda sim delicioso de se escutar, principalmente pela sua voz, que é curiosa ao mesmo tempo que passa uma sensação de relaxamento, suavidade, traz um pouco de sofrimento, sobriedade podendo chegar ate à agressividade.





O álbum é o casamento perfeito, embora aqui o Yann faça um som um pouco menos elaboradas, fica claro que mesmo que ambos tenham feito alguma concepções na trabalho que fazem habitualmente, ambos estão tendo um magnífico diálogo, mas ainda se cada um dos dois está confortável dentro do seu próprio elemento.

Em relação às letras, acho que quem escutar esses CD, assim como eu, vai ser conquistado por todas e por cada uma! Mesmo sem trazer novos elementos ao som, acho que esse álbum é lotado de intimismo e sofisticação. A disposição das músicas no álbum é feita de forma a nos envolver, as primeiras faixa tem no piano a sua espinha dorsal, ora acompanha por outros instrumentos, ora sozinho, mas sempre dando o seu colorido as música de forma bastante sóbria, eu diria que as primeiras faixas são mais o Yann, No Mercy for She até Something to Live for, já de Driede Sea a Pale White tem um pouco da Shannon, e atenção especial para a faixa Ode to a Friend na minha opinião a melhor do álbum =]

Mais uma vez eu repito que esse álbum É O CASAMENTO PERFEITO!!!!!! Bon appetit!




Álbum: Yann Tiersen & Shannon Wright
Artista: Yann Tiersen & Shannon Wright
Gênero: Alternativo, Rock
Tamanho: 51 mb
Tracklist:
  1. No Mercy for She (youtube)
  2. Dragon Fly (Youtube)
  3. Sound of the Bells (youtube)
  4. Something to Live For
  5. Dried Sea
  6. While You Sleep
  7. Ode to a Friend (youtube)
  8. Ways to Make You See
  9. Callous Sun
  10. Pale White (youtube)