sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Jónsi









Há duas coisas que nunca me despertam atenção num álbum, a menos que seja muito bem recomendado, vocal masculino e álbuns ao vivo, e as duas coisas juntas é quase certeza de que não irei gostas, aliás, irei odiar.

Mas eis que surge o projeto solo do Jónsi, que tinha tudo pra passar completamente despercebido, mas que por alguma razão desconhecida decidi baixar o Go Live, e então....uma surpresa, uma deliciosa surpresa, esse álbum é de longe o melhor ao vivo já tive o prazer de me deleitar.

Com um set list simplesmente inebriante, essa pérola da música é uma viagem transcendental, como diria @Edjackson, às melhores experiências que a alma humana pode usufruir. Um trabalho de sutilezas, que cria uma ambiente quente, o som é envolvente, é como se as músicas nos abraçassem.

Acredito que não haja muito a ser falado sobre o Jónsi, por mais que se tente, é como foi muito bem posto por @sadraquelucena: “Simplesmente não há uma maneira racional de descrever”




A única coisa que eu posso realmente dizer é: Escutem, escutem, escutem. Uma refeição com direito a entrada, prato principal e sobremesa. Bom Appetit !!!


Álbum: Go Live
Artista: Jónsi
Lançamento:2010
Gênero: Ambient, Post-Rock, Experimental, Icelandic
Tamanho: 176 mb
Tracklist:
  1. Stars In Still Water
  2. Hengilás
  3. Icicle Sleeve
  4. Kolniður
  5. Tornado
  6. Sinking Friendships
  7. Saint Naïve
  8. Go Do
  9. Boy Lilikoi
  10. Animal Arithmetic
  11. New Piano Song
  12. Around Us
  13. Sticks And Stones
  14. Grow Till Tall

Álbum: Go Out EP
Artista: Jónsi
Lançamento:2011
Gênero: Ambient, Post-Rock, Experimental, Icelandic
Tamanho: 48 mb
Tracklist:
  1. Go Do (klive Remix)
  2. Tornado (Fuck Buttons Remix)
  3. Around Us (WLD PTCH Remix)
  4. Go Do (Bogdan Raczynski Remix)

Álbum: Live At The WilternArtista: Jónsi
Lançamento:2011
Gênero: Ambient, Post-Rock, Experimental, Icelandic
Tamanho: 142 mb
Tracklist:
  1. Stars In Still Water
  2. Hengilás
  3. Icicle Sleeves
  4. Kolniður
  5. Tornado
  6. Sinking Friendships
  7. Saint Naïve
  8. Go Do
  9. Boy Lilikoi
  10. Animal Arithmetic
  11. New Piano Song
  12. Around Us
  13. Sticks and Stones
  14. Grow Till Tall

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Zaz



De certa forma, este post é uma homenagem a Edjackson, que há algum tempo está morando em Toulouse e tem deixado uma lacuna enorme nos amigos, dada a saudade. Além disso, a música francófona é uma das melhores coisas que se pode ouvir, não só pela belíssima sonoridade da língua, como pela criatividade da leva de artistas franceses que vem surgindo.

Isabelle Geffroy, conhecida como Zaz, é uma cantora que perscruta entre jazz, soul e chanson de forma belíssima. Sua voz se assemelha à Fréhel e Piaf, sendo muito fácil tornar-se viciado em suas músicas. Antes de lançar seu primeiro álbum em 2010 e tornar-se a cantora mais popular no ranking francês daquele ano, ela trabalhou como corista em Toulouse. Seu álbum traz consigo uma beleza íntima e única, sendo coeso e agradável em toda sua construção. Para um pequeno deleite, assista ao vídeo abaixo:




Zaz





















Download

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Florence and The Machine






Descobri que existe uma linha tênue entre o bem-estar e o mal-estar; às vezes, é preciso apenas uma palavra, um olhar ou um pensamento para levá-lo para o outro lado.

Algumas pessoas têm o talento incrível de permanecer constantes; parecem ser indestrutíveis, verdadeiras fortalezas; nunca parecem ser atingidas pelas adversidades. Admiro muito estas sortudas; até mesmo, invejo-as. Eu, por natureza ou escolha própria, sou inconstante. Não sinto de necessidade de sorrir o tempo todo. Gosto de mergulhar nas profundezas da tristeza de vez em quando e enxergo uma beleza estonteante neste ato. Vejo-me despido das expectativas externas e contemplo minhas vulnerabilidades... Compreendo-me.

Conheço pessoas que mergulham na escuridão para que enxerguem verdadeiramente o que é a luz, o prazer. Assim sou eu. Às vezes gosto apenas de ficar na escuridão com os meus amigos e amores; enxergando suas frustrações e sentido de suas lágrimas; refletindo e amando tudo que os tornam tão especiais. Neste estado, desenho mapas de nossos verdadeiros sentimentos, os quais teríamos vergonha de rabiscar se estivéssemos em luz. Eu diria que um aumento na minha escuridão corresponde a um aumento na minha luz. Assim também pensa minha recomendação de hoje.

Florence and the Machine deixou de ser apenas um experimento do folk-rock britânico; ela foi capaz de criar um monumento ao amor com seu novo álbum, Cerimonials. O título transcreve bem o que nos é apresentado como uma viagem a escuridão provida pela experiência afetiva. Gritos internos, preces de socorro, prantos sem lágrimas, decepção com si mesma e com o outro, pedidos de morte, sonhos atormentadores e muitos outros elementos da beleza vulnerável de arriscar-se no amor são nesta obra demonstrados.

Para mim, é o melhor álbum do ano de 2011. Claro que é preciso viajar muitas vezes neste álbum, de uma forma que o permita ter experiências com ele. É um álbum muito denso com muitos elementos a serem entendidos. Admiro muito Florence por não ter vendido sua verdade já que se tornou mainstream no ano passado (2010). Penso em Florence com uma combinação entre Pj Harvey, Feist, Kate Bush, Adele e U2. Sei que isto é incongruente, contudo quando escuto Florence não sinto vontade de escutar estes outros artistas; tudo parece muito pequeno. Aproveitem!





CEREMONIALS