quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Asa



Estou sempre a procura de coisas novas, e numa dessas minhas pesquisas eis que me deparo com Bukola Elemide ou simplesmente “Asa” (pronuncia-se Asha). Asa é uma cantora e compositora francesa de origem nigeriana. Seu nome artístico, "Aa", significa "gavião" em iorubá. A musica de Asa é tão simples e tão rica que eu quase não dou conta de explicar. Suas músicas são sempre de contestação, são quase como um grito por ajuda. Asa se desnuda de todos os egos, vaidades do pop atual e faz música pra alma. Seus dois primeiros cds são viciantes e perfeitos pra ouvir em qualquer ocasião. Eu sempre digo que música africana faz um bem pra alma incrível e Asa é uma prova disso. Numa certa entrevista perguntaram pra Asa: 
"Você canta música pop, mas sem fazer parte de um grande aparato de showbiz. Gostaria de estar no mainstream, como Beyoncé e Rihanna?"
E Asa respondeu:
"Estrelas como Beyoncé e Rihanna são puro entretenimento". Eu quero entreter, mas também passsar uma mensagem nas letras. Gosto de cantar sobre o lugar de onde eu vim. E sem fazer caras e bocas."


   Fire On The Mountain (2007)



01.Jailer
02.360
03.Bibanke
04.Subway
05.Fire on the Mountain
06.Eye Adaba
07.No One Knows
08.Awe
09.Peace
10.So Beautiful
11.Iba

   Beautiful Imperfection (2010)

01.Why can’t we
02.Maybe
03.Be my man
04.Preacher man
05.Bimp©
06.The way I feel
07.Ok ok
08.Dreamer girl (Have you ever heard)
09.Or©
10.Baby gone
11.Broda ol© (Brother ol©)
12 .Questions
13.Bamid©l© (Ba’Mi’D©l©) (Bonus track)

Criolo - Nó na orelha




Criolo é figura influente no universo hip-hop há mais de 20 anos (assinava Criolo Doido). E esse ano lançou "Nó na Orelha", primeiro trabalho que dedica ao gênero "canção". Se Marcelo D2 misturou samba ao rap e ganhou a crítica e público, Criolo fez mais: misturou ao rap o samba, o soul, o reggae e o brega com perfeição e sonoridade. “Nó na orelha” é uma obra com gosto e vocação para falar de seu tempo. Criolo expõe os problemas sociais, brinca, ironiza e retrata a nova geração. Nada no disco é exagerado, tudo parece estar na medida. Ouso a dizer que “Nó na orelha” talvez seja o melhor disco brasileiro lançado esse ano, capaz de agradar até mesmo aqueles que não são muito chegados em rap, afinal, somente um idiota pode ignorar completamente todo um gênero musical. 



Nó na orelha - Criolo

1. Bogotá
2. Subirusdoistiozin
3. Não Existe Amor em SP
4. Mariô
5. Freguês da Meia Noite
6. Grajauex
7. Samba Sambei
8. Sucrilhos
9. Lion Man
10. Linha de Frente


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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Mayer Hawthorne - A Strange Arrangement



Mayer Hatwthorne (nome verdadeiro: Andrew Mayer Cohen) é um cara estranho. É alvíssimo e tem só 29 anos,  e não é só. Esse americano do estado de Michigan também é produtor, arranjador, compositor, engenheiro de som, DJ, rapper e multi-instrumentista. Ainda não sei ao certo, mas tudo isso provavelmente fez com que o nome dele esteja em todos os lugares nos créditos de seu  "A Strange Arrangement". Talvez por isso o disco seja sensacional.
Em pouco mais de meia hora, Mayer desfila uma coleção de 11 canções (descontando os 25 segundos da introdução da faixa 1, chamada "Prelude") que não merecem estar no balaio de gatos chamado neo-soul. Porque o caso aqui não é simplesmente uma atualização moderna com os surrados clichês do gênero: Mayer gravou um disco como se fosse parte do cast da Motown em 1966. Canta como se fosse um soulman negro veterano.
Mayer Hawthorne assimilou suas influências de Smokey Robinson,Curtis Mayfield, Al Green entre outros e fez um album delicioso e viciante. Soul e funk contemporânio de primeira.




Mayer Hawthorne - A Strange Arrangement


01 - Prelude
02 - A Strange Arrangement
03 - Just Ain’t Gonna Work Out
04 - Maybe So,Maybe No
05 - Your Easy Lovin’ Ain’t Pleeasin’ Nothin’
06 - I Wish It Would Rain
07 - Make Her Mine
08 - One Track Mind
09 - The Ills
10 - Shiny And New
11 - Let Me Know
12 - Green Eyed Love



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domingo, 21 de agosto de 2011

A Banda mais bonita da cidade







Tenho uma amiga que passa por uma crise de identidade cruel. Ela fala que tentou tanto ser outra pessoa - ser perfeita, aceita, que acabou se perdendo um pouco no meio do caminho. Agora, diz ela... “é hora de colar os pedaços do que ainda possuo de mim mesma e completar o desenho com uma moldura que seja inquebrável. Esta moldura deverá ser feito do orgulho de ser eu mesmo”. Tirei uma lição enorme disto: encontrar uma linha entre a vulnerabilidade e a auto valorização. Perguntei-me seriamente: Será que vivo uma vida que eu realmente quero? Com a liberdade que eu preciso? Será que as pessoas podem ver quem eu sou quando conversam comigo?

A banda que apresento hoje, talvez seja mais conhecida, devido ao seu amado viral, “Oração”. No entanto, a beleza da banda não pára no nome. A banda mais bonita da cidade transcende os padrões da música pop brasileira, e ainda assim, tornaram-se populares. Suas músicas são regravações de compositores curitibanos e revela esta ótima cena da musica brasileira. Eles reúnem músicos da região paranaense e apostam em uma poesia rítmica sem muitas variações, apenas o puro ato de simplicidade.

Penso que como eles existem muitos outros músicos espalhados nas cidades brasileiras, cuja criatividade e "domínio" da arte musical são usados como uma forma de elevar-se para onde tudo é belo. Sinto uma inveja deles. Este mesmo sentimento, tive em ouvir suas músicas que se parecem mais como diálogos entre passarinhos. Peguei-me sorrindo involuntariamente e lacrimejando ao passar das músicas; escutei-as por quase 5 horas seguidas.


O álbum ainda não está completo, mas o efeito desta explosão de arte já pode ser conhecido em suas demos. As letras são simplórias e surpreendentemente exploradas, sua significância vai além das até exageradas repetições.

Escutando, pensei nesta minha amiga; enviei para ela estas músicas como uma forma de mostrá-la que é possível ser vulnerável, ser verdadeiro, ser forte e confiante com a simplicidade de mostrar o que se é: em forma crua e enxuta. Com certeza, a crítica da música popular brasileira demorará para aceitar este grupo porque se trata de uma arte coletiva, de um movimento. Nossa cultura ainda é muito centralizada em figuras centrais. 

Não se trata de salvação da música brasileira, apenas mais um lembrete que o bom nela existe e em abundância. É uma lição que mostra como temos jovens de bom gosto nos países de língua portuguesa que admiram e suportam nossos artistas.


Oração


Se eu corro (ao vivo)

A Banda Mais Bonita da Cidade (demo)


01. Canção Pra Não Voltar
02. Boa Pessoa
03. Submundo Autofágico
04. Lobotomia
05. Mercadoramama
06. Aos Garotos de Aluguel
07. Palavras Sujas
08. Ótima
09. Solitária
10. Nunca

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

New Contributions


Hello readers, please we are interested to know who is always accessing our blog from Saint Alban, Hertford? E eu quero perguntar também se o Conde continua nos visitando? E todos aqueles leitores que tenham algo a declarar...Please contact us, we would love to open some space for new contributions.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Adele





Boa Tarde caríssimos leitores (as)!!! Finalmente consegui arrumar mais um tempinho pra fazer um post, e aproveitando o ensejo pop de @edjackson2 e também o pedido de @Vanessa_CI, aproveito hoje pra fazer uma quebra do velhos paradigmas do cenário pop atual.


Até concordo que a quando falados de música pop a grande maioria das coisas que consumimos é feito numa embalagem descartável, um produto para as grandes massas, sem muito conteúdo, principalmente se olhamos pra música norte-americana, a exemplo da Rihanna, Britney Spears e tantos outros exemplos.

Mas acho que o cenário inglês diverge um pouco nesse sentido, a música pop feita pras bandas de lá, é diferente! Quando falamos do pop inglês a música ainda vem primeiro, embora não esteja desvinculada das imagens provocantes, e dos escândalos envolvendo os artistas. E os cantores e compositores conseguem manter uma identidade individual, isso obviamente dentro dos limites da música pop, como a Kate Nash, Lily Allen, Amy Winehouse, e é claro a Adele. Todas conseguem fazer suas músicas, se expressarem sem ter que necessariamente se encaixar em moldes pré-estabelecidos pela indústria.

E é nesse meio que surge a Adele (aaaaaahhhh a Adele!!!!, um grande suspiro), sem grandes efeitos, sem estar sob as luzes de todos os holofotes, até mesmo sem muito estardalhaço, ela compõe e canta, simplesmente canta!

Ela canta sobre seus sentimentos, encontros e desencontros amorosos. Confesso que pra mim tem uma sentimentalidade exagerada nas suas composições, contudo, desde o lançamento do “19”, primeiro álbum da cantora, nunca consegui parar de escutar-la, acho o trabalho dela bem intimista, o que considero uma surpresa imensa conseguir isso na música pop.


Com sutis influências do Soul e R & B, num andamento mais calmo, a Adele estourou com seu segundo álbum “21”, e se tornou uma verdadeira febre, com um trabalho bem estruturado numa embalagem “consumível”, com hits ao melhor estilo chiclete.

No frigir do ovos fico meio dividido, é uma vergonha eu sei, mas sofro da síndrome de underground, acho que algumas coisas são mais legais antes de virar moda, contudo também fico feliz por ela receber o reconhecimento pelo seu exímio trabalho!!!

Sobre o som dela não há muito o que falar, mas sim o que escutar, então....escutem e tirem suas próprias conclusões!!!





Álbum: 19
Artista: Adele
Ano: 2008
Gênero: Pop
Tamanho: 61 mb
Faixas:

  1. Daydreamer
  2. Best for Last
  3. Chasing Pavements
  4. Cold Shoulder
  5. Crazy for You
  6. Melt My Heart to Stone
  7. First Love
  8. Right As Rain
  9. Make You Feel My Love
  10. My Same
  11. Tired
  12. Hometown Glory



Álbum: 21 (Special Edition)
Artista: Adele
Ano: 2011
Gênero: Pop
Tamanho: 158 mb
Faixas:
  1. Rolling in the Deep
  2. Rumour Has It
  3. Turning Tables
  4. Don’t You Remember
  5. Set Fire to the Rain
  6. He Won’t Go
  7. Take It All
  8. I’ll Be Waiting
  9. One and Only
  10. Lovesong
  11. Someone Like you
  12. If It Hadn’t Been For Love
  13. Hiding My Heart
  14. Need You Now (feat. Darius Rucker) (Live at CMT Artist of the Year Awards)
  15. Someone Like You (Live Acoustic)
  16. Turning Tables (Live Acoustic)
  17. Don’t You Remember (Live Acoustic)


Álbum: iTunes Festival London 2011
Artista: Adele
Ano: 2011
Gênero: Pop
Tamanho: 158 mb
Faixas:
  1. One and Only (Live)
  2. Don’t You Remember (Live)
  3. Rumour Has It (Live)
  4. Take It All (Live)
  5. I Can’t Make You Love Me (Live)
  6. Rolling In The Deep (Live)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Priscila Ahn




Lembro de quando eu era criança e juntei-me a um amigo em um projeto. Depois de assistir o Jornal Nacional (era um criança metida à intelectual) sobre diversos municípios no sertão Nordestino, os quais ainda não possuíam luz elétrica. Fiquei agonizado com a idéia que algumas pessoas não poderiam aproveitar suas vidas quando o sol fosse embora. Também tinha na minha cabeça que eles não tinham dinheiro e não podiam comprar velas. Repentinamente, ocorreu-me uma idéia: recolher minhas garrafas pets, as quais eu juntava com amostra de diversas plantas com álcool com intuito de fazer perfume, e caçar os vagalumes que apareciam na frente da minha casa, em um matagal.

Lembro que na minha mente e do meu amigo, Felipe, quem eu sempre convencia a trabalhar comigo em executar minha imaginação. Queríamos levar alegrias para todas as pessoas do sertão e eles nem precisariam pagar conta. Distribuiríamos as garrafas por meio dos Correios. Fomos à caça; ferimo-nos nas malditas urtigas; atolamos nossos pés em poças de lama; contudo, conseguimos recolher alguns vagalumes. Depois de algum tempo eles pararam de brilhar e ficamos muito nervosos, tristes, desapontados porque eles não conseguiam entender que eles serviriam a um propósito maior.

Sei que parece inapropriado tornar o blog mais pessoal, mas só assim podemos explicar o que queremos - nossa alma nas músicas que compartilhamos. Esta incrível artista não entende de complexidades musicais, até fico triste quando penso nisto. Entretanto, como eu, ela escreve músicas sobre seu passado e desejos. Algumas vezes bastantes primárias e simples, contudo, carregadas de pureza e verdades. Até falo que seus dois álbuns são quase descartáveis. Entretanto, esta música e vídeo sempre me inspiram. Assista a este vídeo, antes de baixar o cd. É, às vezes, a arte aparece em apenas um shot com um impacto eterno.





A GOOD DAY















  1. "Dream"
  2. "Wallflower"
  3. "I Don't Think So"
  4. "Masters in China" (Benji Hughes)
  5. "Leave the Light On"
  6. "Red Cape"
  7. "Astronaut" (G. Seyffert, Priscilla Ahn)
  8. "Lullaby"
  9. "Find My Way Back Home"
  10. "Opportunity To Cry" (Willie Nelson)
  11. "A Good Day (Morning Song)"

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Joss Stone





O que aconteceu com o mundo quando eu acordei de ressaca? Assim começa o quinto álbum de Joss Stone, LP1. Ela nos coloca em uma dúvida gostosa e divertida de desvendar nos momentos seguintes. Por destino ou por intenção própria, ela mostra na multiplicidade do seu caráter e o que é a música para si: voz, paixão, diversão e ideais. Em sua nova produção, construída em apenas 6 dias com seu amigo e produtor David Stewart (Rolling Stones, Bon Jovi, etc.), ela faz um álbum cru e pessoal.

O que me chama a atenção para esta artista é sua experimentalidade. Apesar de estar inserida na geração de cantoras pop que vendem milhões de CDs, ela não articula suas vendagens através de sua imagem. Ela mostra mais uma vez que não se importa com isto, até mesmo com a fama e com o reconhecimento. Como é que alguém chega num ponto de sua carreira em que sua arte é desvinculada do comercial, emergida da sua própria motivação de fazer sua música viver, não viver da música. Sua voz é diferente de tudo o que existe nas rádios; seu estilo lembra o R&B Soul com presentes momentos do Rock e Country de divas como: Aretha Franklin, Dusty Springfield e Janes Joplin. Ela defende a idéia de que a música deve ser mesmo compartilhada – “Não me importo como as pessoas me escutem, contanto que escutem”.

Este álbum mostra a Joss desembaraçada, experimentando em seu futuro promissor. A faixa Last one to Know nos incendeia com o sentimento demonstrado até a dor de suas cordas vocais; Take Good Care e Boat Yard satisfazem os apaixonados da Adele. Karma traz os arranhos de sua garganta, jorrando pragas no amado. E Newborn and Somehow, mostram a naturalidade que ela se propõe a representar. Este é o LP1, uma verdadeira surpresa para mim, mas que com certeza agradará a poucos do blog. Explorem!







JOSS STONE LP1














domingo, 7 de agosto de 2011

Copacabana Club - Tropical Splash (2011)





Uma banda que não deixa qualquer um parado. Assim é Copacabana Club. Quando do surgimento da banda, há cerca de quatro anos, havia uma necessidade de se encontrar uma nova "Cansei de Sex Sexy" e bem ai nessa vibe eles surgiram fazendo o maior burburinho. As músicas são despretensiosas e conseguem transmitir a energia de suas apresentações ao vivo. Talvez, como a banda demorou um pouco para lançar seu primeiro álbum, Tropical Splash, ele tivesse sido melhor se lançado há uns dois anos. Mas isso não quer dizer que o álbum é ruim, longe disso. Nele há as músicas que consagraram a banda, principalmente as que estavam em seu EP de 2008, King of the Night, com algumas modificações. As letras do álbum continuam em inglês, pois sim, eles são uma banda universal: guitarras agoniadas e elementos eletrônicos que fazem as pessoas delirarem em qualquer pista. Como é a cara deles, o álbum é enérgico.

Eis um dos seus maiores hits: Just Do It.



Tropical Splash

















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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Cícero - Canções de Apartamento (2011)





Cícero Lins, que agora usa apenas o nome Cícero, lançou a pouco tempo seu excelente primeiro álbum solo "Canções de Apartamento" e é dele que venho falar um pouco.

É bem verdade que essa nova frota de artistas brasileiros nos surpreende com boas músicas e letras inteligentes. Cícero se insere nesse meio como se estivesse trilhando um caminho em que ele deseja saber qual o destino. Não estou querendo dizer que seu álbum é desconexo ou indefinido. Falo do momento em que sua banda antiga banda, Alice, acabou quando ele estava se organizando para montar um estúdio. Claramente ele estava feliz com tudo que estava acontecendo e simplesmente acabou. Agora, após três anos do fim da banda, ele vem trilhar seu caminho sozinho. Não desejando encontrar uma nova identidade, mas saber seguir em frente, ver aonde isso tudo irá levá-lo. Foi assim que surgiu o álbum "Canções de Apartamento".

Intimista. Se fosse definir o álbum em uma única palavra, seria essa. Cícero se diferencia dessa nova leva de artistas por não se importar em reescrever a MPB, muito menos em repetir os passos dos grandes nomes da música em caráter saudosista, buscando cobrir linhas pontilhadas escritas por grandes mestres de outros tempos. Sua música é algo como se Thom Yorke, Marcelo Camelo e Tom Jobim  estivessem reunidos em uma sala divagando. O álbum é cercado de sanfonas, tamborins, microfonia e fala de solidão, saudade, fuga, anseio de voltar nem que seja só por uma tarde, um passeio, que o discurso de hoje em dia nada mais é que a repetição daquele mesmo para um amor de antigamente.





Canções de Apartamento





















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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Slowpho - 2 1/2








Instigado pelos post de @sadraquelucena também arrumei um tempinho pra postar. Há um tempinho atrás vi no Trip Hop X (sigo e recomendo!) um álbum do Slowpho, então pra aqueles que tiveram a oportunidade de ver e/ou ouvir, apertem os cintos porque aqui vai álbum desse duo.

O Slowpho é um duo norueguês, formado por Hilde Drange e Christian Watkins, não tenho muitas informações sobre eles, então quem tiver informações e quiser contribuir nos comentários é muito mais do que bem vindo.

O álbum que vou postar hoje, 2 1/2, é o segundo que eles gravaram, e ao contrário do primeiro, eu diria que esse é um som menos denso, um pouco mais dançante diria até meu mesmo um pouco mais comercial (no bom sentido). É um álbum gostoso de escutar, leve e relaxante.

Vale muito à pena escutar porque é o bom velho Trip-Hop nosso de cada dia, mas também pela sonoridade diferente da música nórdica. O cd é um trabalho amadurecido e bem coeso, mantém um padrão nas músicas que faz ter vontade de escutar o álbum inteiro sem pular nenhuma das faixas.

E assim como o álbum o primeiro álbum da Hanne Hukkelberg e também o primeiro dos Móveis Coloniais de Acajú o 2 ½ também foi lançando em 2005, na minha modéstia opinião um dos melhores anos pra música =P

Então sem enrolar muito...Bom Appetit


Álbum: 2 ½
Artista: Slowpho
Ano: 2005
Gênero: Trip-Hop
Tamanho: 78,3 mb
Faixas:
  1. Lost In You
  2. He Goes
  3. Surrender
  4. Good Girl
  5. Alaska
  6. Alien Love
  7. Devoted
  8. Summer Flirt
  9. Strange
  10. Save You
  11. Wow
  12. (Outro)

Sunset - Muru Muru (2011)





Já falamos desse excelente duo e seu álbum de 2008 aqui. Este ano eles finalmente prepararam um novo álbum Muru Muru. Neste álbum foram acrescidas 7 músicas novas ao seu primeiro álbum Sunset, misturando folk, jazz, country and soul.


Muru Muru





















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Micachu and The Shapes - Chopped & Screwed (2011)





Obviedade é uma palavra que nunca existiu para Micachu and The Shapes, com suas músicas picadas, arranhadas e esquizofrênicas. Seu álbum de estreia, intitulado Jewellery, é prova disso e já falamos dele aqui.  Agora imagine juntar elementos clássicos. Imagine que esses elementos clássicos vêm da  London Sinfonietta ensemble. O que esperar? Qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo. E o que temos então? O excelente álbum Chopped & Screwed. Não espere algo parecido com Jewellery, tudo aqui é pura alucinação. O álbum é tomado por batidas desaceleradas (diria até desorientadas), minimalistas, com letras distorcidas e por vezes incompreensíveis. Experimentação é o que não falta em cada música e talvez seja isso mesmo que afaste muitas pessoas desse álbum (ele não é para qualquer um), mas se você, como eu, gosta de pegar carona nessas viagens, irá ao delírio. Tire suas conclusões com a minha música preferida do álbum:






Chopped & Screwed






















segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Beirut - The Rip Tide (2011)





Pois é, Beirut acaba de lançar um novo álbum: The Rip Tide. Já falamos da banda aqui, descrevendo sensações causadas pela música dos caras. O novo álbum é bem trabalhado, possui momentos bem introspectivos e traz tudo que eles têm de bom. Segundo Zach Condon, líder da banda, este é um disco ensolarado, tendo em vista que foi composto no inverno: "Componho músicas tristes quando o clima está bom lá fora. Escrevo calorosas e felizes canções quando tenho neve até meu pescoço por três meses". É um álbum calmo, coeso e que muitas vezes nos faz ficar batendo o pé, acompanhando a música.

Versão ao vivo do primeiro single do álbum, East Harlem:




Boa pedida? Sim.



The Rip Tide 





















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