domingo, 25 de dezembro de 2011

Daft Punk







Boa tarde estimadíssimos leitores e leitoras!

Andei notando que os sons por aqui andam todos meio calmos demais, e pra dar uma agitada nada melhor do que a boa e velha música eletrônica. O disco de hoje é o Discovery do Daft Punk, duo formado pelos músicos franceses Guy-Manuel de Homem-Christo e o Thomas Bangalter.

O Daft Punk nasceu na década de 1990, numa época onde a música eletrônica estava ofuscada pelo britpop. O duo se consagrou fazendo uma música nova e misturada, que aglutinava a dance music, com hip hop, samples, disco e mais um monte de influências, terminou por reinventar a música eletrônica nos anos 90.

Embora a sua aceitação não tenha sido de cara, o primeiro disco do Daft Punk  o “Homework” (1997) foi controverso em suas críticas, mas trouxe o clássico dos clássicos Around the Word, aqui a gente já vê que além da própria musica, o Daft Punk sempre teve uma preocupação com a imagem dos clipes, sempre muito originais e também da aparência dos próprios músicos que não posam para fotos, e em suas performances estão sempre com capacetes ou são substituídos por animações.

O segundo álbum do Daft Punk, o Discovery, acho que é um trabalho referência da música eletrônica, primeiro, obviamente, pela música que de cara bombou com os hits One More time (essa tocou tanto que ainda hoje eu estou enjoado), mas também tiveram Aerodynamic, Digital Love e Harder, Better, Faster, Stronger (pra mim a melhor faixa do disco, e melhor traduz o trabalho do Daft Punk).

Contudo, a grande lance desse álbum são os clipes, todas as músicas tem clipe, todos são animações, ao estilo japonês (amine), e quando assistidas na seqüência em que aparecem no disco forma um filme!!! O Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem, acho que nem dá pra descrever o quão legal é isso.





De baladeiros a nerds esse álbuns contempla a todos, então aproveitem, e se você nunca escutou o disco todo, assiste primeiro o filme!





Álbum: Discovery
Artista: Daft Punk
Ano: 2001
Tracklist:
  1. One more time
  2. Aerodynamic
  3. Digital love
  4. Harder better faster stronger
  5. Crescendolls
  6. Nightvision
  7. Superheroes
  8. High life
  9. Something about us
  10. Voyager
  11. Veridis quo
  12. Short circuit
  13. Face to face
  14. Too long

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Joanna Newsom



Hoje estava folheando o 1001discos para ouvir antes de morrer, é um livro que acho um bocado nostálgico,fico passando e lembrando quando escutava algumas das bandas lá listadas, quena grande maioria é rock, com algumas poucas exceções.

E uma das mais gostosas exceçõesdo livro é a Joanna Newsom, harpista, pianista, cantora e compositoracaliforniana, essa moça é uma daquelas figuras que causam amor a primeiravista. Com uma voz peculiar e virtuosismo ao tocar, além de ser linda, ela nãoé uma figura que se veja todo dia por ai.




Conheci a Joanna Newsom, nostempos áureos do Orkut, na época ela tinha acabado de lançar seu primeiro álbum,o The Milk-Eyed Mender (2004), depois disso ela lançou mais dois álbum o Ys(2006) e o gigantesco Have One On Me (2010).

A Joanna teve sua formaçãomusical no Mills College, onde estudou teoria e composição musical, ela teve asua carreira alavancada na participação da turnê do Devendra Banhart, e começoua fazer grande sucesso no circuito indie.

A primeira vez que ouvi o TheMilk-Eyed Mender só tive vontade de rir, e pensei: que voz estranha, como é quealguém grava um álbum desse? Mas o mais estranho de tudo era que quando mais euescutava, mais tinha vontade de escutar, fique viciadíssimo na Joanna Newsom.

Acho que nesse primeiro momento aJoanna ainda estava se conhecendo, explorando todas as possibilidades de suavoz, tem passagens em que ela me passa uma sensação de desconforto, ela searrisca muito nos agudos.




A harpa é a coluna vertebral do álbum,em alguns poucos momentos substituído pelo piano, mas o que acho maisinteressante aqui é que a voz e a harpa flutuam sobre os arranjos, palavras da prórpriaJoanna, tem uma verticalidade no som, eles combinam, mas são independentes.

O álbum num todo cria umaatmosfera bem calma, principalmente nas faixas This Side of the Blue, Em Gallop(minha preferida) e Sawnsea. Pra mim a Joanna Newsom é uma das melhoresrepresentantes do New Folk.

Então elimine as expectativas, esqueçamos preconceitos e aproveitem. Bom appetit =]



Álbum: The Milk-Eyed Mender
Artista: Joanna Newsom
Ano: 2004
Gênero: New Folk
Tamanho: 76 mb
Tracklist:
  1. Bridges and Balloons
  2. Sprout and the Bean
  3. The Book of Right-on
  4. Sadie
  5. Inflammatory Writ
  6. This Side of the Blue
  7. En Gallop
  8. Cassiopeia
  9. Peach, Plum, Pear
  10. Swansea
  11. Three Little Babes
  12. Clam, Crab, Cockle, Cowrie

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Lana del Rey








Nothing is more vibrating and educative as the feeling of a New Year coming up. Since I am 13, I am used to spend my December thinking about the goals I've reached so far in the current year and how I could be better in the following one. I use my past goals to improve my new challenges. It is interesting to think in questions whose people use to avoid, such as, how can I be happier? How can I improve as a son, student, friend and citizen? What have I done wrong? I know, most of us face problems when they appear; enjoy each day without concrete objectives in mind to avoid frustration.

Unfortunately I’m not one of these who leave my life to the mercy's hands of causality or cosmic flow. I have the intense need to act upon things, turning the wind according to my ambitious. I act emotional towards my challenges because it changes everything I’ve been planning to achieve. I suffer, cry, and crawl when I cannot be heard or seen because everything matters to me. And let me tell you something, I feel myself so happy being this way. This morning I was called awkward for a pal because I was writing my new goals. That’s the reason I decided to write in favor of these awkward like me and this great singer who has been criticized by the same motives.

I decided to write about one of the biggest awkwardness of this year, Lana de Rey. Everybody can feel…there is something special about this charming lady. I see her growing in every try and now she is becoming a phenomenon. I always thought she was awkward, but this made me even more interested in knowing her next steps. Her lyrics are powerful melted in her unique voice. She gives me chills in the curse of her songs and I still didn’t understand why.

Her second album was not released yet. Nevertheless we recommend her famous EP, Video Games, and some introductory songs released in an album self-entitled. I don’t understand why she didn’t follow the work of her first release. There are many precious things in the material. Try to understand her; listen it "in silence" or it will be hard to enjoy it.

One of my favorite artists, Diane Arbus, when reflecting on comments about her awkwardness answered: “I work from awkwardness. By that I mean I don't like to arrange things. If I stand in front of something, instead of arranging it, I arrange myself.” Lesson learned! You will hear a lot about this awkward superb girl.




Video Games EP




Lana del Rey



Jónsi



Boa tarde todo mundo!

Acabou o nosso especial de natal,aos que gostaram esperem que ano que vem tem mais, e ao que não gostaram, foicurtinho e aposto que não doeu!




Voltando ao mundo normal (ou metanto), não foi que o Jónsi lançou álbum novo (de novo)! Quando vi minhaprimeira reação foi: oba vou baixar agora, mas ao ver a tracklist fiquei com o péatrás, afinal de contas, quantas vezes se pode contar a mesma história antesdela perder a graça? Pela quinta vez aparecem versões de Boy Lilikoi, SinkingFriendships e Go Do.

Baixei o álbum, porque afinal decontas tinham inéditas, e realmente vale a pena dar um conferida, essas novasfaixas tão em consonância com a ideia Inni, ultimo álbum do Sigur Rós (2011).

Mas ao entender melhor o álbum, areaparição dessas faixas antigas se justifica, trata-se de uma trilha sonora dofilme Compramos um Zoológico, então considerando o contexto acho que cabe essarepetição, ainda mais porque são os hits do Go, se é que podemos dizer que oJónsi tenha hits.



É um bom disco, embora eu comece aacha que o Jónsi possa ir além dessa sonoridade que lhe é tão confortável. Pramim os melhores momento s do álbum é primeira faixa Why Not e We Bought A Zoo(título original do filme, adaptado de um livro e também do álbum).

Então fica a dica pra trilha sonoradessa quarta-feira e talvez também assistir o filme. Bom appetit =]



Álbum: We Bought A Zoo
Artista: Jónsi
Ano: 2011
Gênero: Ambient, Post-Rock, Experimental, Icelandic
Tamanho: 104 mb
Tracklist:
  1. Why Not
  2. Aevin Endar
  3. Boy Lilikoi
  4. Sun
  5. Brambles
  6. Sinking Friendships
  7. We Bought A Zoo
  8. Hoppipolla
  9. Sniresndar
  10. Sink Ships
  11. Go Do
  12. Whole Made Of Pieces
  13. Humming
  14. 14 First Day
  15. Gathering Stories

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

She & Him (Especial de Natal)



Boa Tarde todo mundo!

Ainda dentro do nosso especial denatal, e aproveitando os lançamentos do ano, trago hoje o terceiro álbum do She & Him “A Very She & Him Christmas” que saiu em outubro.



O álbum é uma continuação dosvolumes 1 e 2, sempre consistente no mesmo estilo, meio folk, meio indie, meiofofinha music. O que achei bacana aqui é aquele clima de fim de festa, é um trabalho mais delicado, e voz da Zooey Deschanel da um tom um pouco intimistaao álbum, a Zooey que continua levando a carreira de cantora e de atriz ao mesmotempo, agora está estrelando a séria de comédia New Girl.

Confesso que acho o cd da Ellamuito mais legal, mas não tiro o valor do A Very She & Him Christmas,afinal de contas como não amar a Zooey?!?! Pra mim os melhores do álbum são asfaixas Sleigh Ride, Rockin' Around The Christmas Tree (a mais alegrinha detodas), e principalmente Baby, It's Cold Outside, que aqui são é cantada aocontrario (ela canta a parte dele e ele canta a parte dela), além do andamentoque é um pouco mais acelerado, aproveitem para conferir com a Norah Jones com oWilie Nelson (a melhor que já escutei).

Acho que por hora isso é tudo, umbom álbum, calmo, perfeito pra dar uma relaxada. Então aproveitem que ainda estáquentinho do forno e Bom appetit =]




Álbum: A Very She & Him Christmas
Artista: She & Him
Ano: 2011
Gênero: Indie Folk
Tamanho: 68 mb
Tracklist:
  1. The Christmas Waltz
  2. Christmas Day
  3. Have Yourself A Merry Little Christmas
  4. I'll Be Home For Christmas
  5. Christmas Wish
  6. Sleigh Ride
  7. Rockin' Around The Christmas Tree
  8. Silver Bells
  9. Baby, It's Cold Outside
  10. Blue Christmas
  11. Little Saint Nick
  12. The Christmas Song

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ella Fitzgerald (Especial de Natal)



Boa tarde caros (as) leitores (as)

Estamos chegando a mais um final de ano, que segundo os maias será o último, e é nessa data que lembramos de um ser místico e cheio de poderes....e aqueles que pensaram que estava falando de Jesus ou Papai Noel, vou logo avisando que erraram feio! Lógico que eu estou falando da Simone!!!!!!


O Natal é quando a Simone sai de sua tumba para cantar....cantar e julga você! Não é @carolineaceae ?!?! Durante todo o mês de dezembro a Simone anda por ai vestida de branco, e cantando “Então é natal, o que você fez?” e sua voz fica ecoando em todos os lugares do mundo, shoppings, supermercados, lojas, na rua... O que você fez? O que você fez? O que você fez?

Mas o mérito não fica só com a Simone, também tem aquela maldita versão de músicas natalinas tocadas por cavaquinhos.... Aposto que se Jesus ainda tivesse andando por ai, até ela ia disser: Ei pessoal já deu, né?! Vamos virar o disco?

Mas eis que surgem algumas poucas pessoas que conseguem deixar interessante essas canções natalinas, e todos os álbum de natal que já tive o (des)prazer de escutar, tem um que realmente tiro o meu chapéu, é o Ella Wishes You a Swinging Christmas mas como não tirar o chapéu para essa diva?


Trazendo toda a sofisticação e leveza do Jazz a Ella consegue trazer com maestria alegria a qualquer natal,não é um bom álbum, é um ótimo álbum, independente se você gosta ou não de natal, mas se gosta de jazz é impossível não se apaixonar por esse trabalho.

Iniciando com uma versão indescritivelmente boa de Jingle Bells (essa eu escuto durante todo o ano, não só no natal), a álbum começa aqueles hits mais animadinhos, num caminho que passa longe dos clichês esperados. Num segundo momento são aquelas músicas mais calmas e é aqui a voz da Ella brilha ainda mais, é simplesmente inebriante a voz dessa mulher.

Bem aqui vai um álbum natalino, que na verdade vai muito além do natal, pra se escutar sozinho ou acompanhado, nos momentos felizes e tristes. Escutem....tirem suas conclusões, e nos conte!

Então Feliz Natal, ou para os que não se sentem contemplados, um bom feriado =]


Álbum: Ella Wishes You a Swinging Christmas
Artista: Ella Fitzgerald
Ano: 2002
Gênero: Jazz
Tamanho: 60 mb
Tracklist:
  1. Jingle Bells
  2. Santa Claus Is Coming To Town
  3. Have Yourself A Merry Little Christmas
  4. What Are You Doing New Year's Eve
  5. Sleigh Ride
  6. The Christmas Song
  7. Good Morning Blues
  8. Let Is Snow! Let Is Snow! Let Is Snow!
  9. Winter's Wonderland
  10. Rudolph, The Red-Nosed Reindeer
  11. Frosty, The Snowman
  12. White Christmas
  13. The Secret Of Christmas
  14. We Three Kings Of Orient Are - O Little Town Of Bethlehem
  15. Christmas Island
  16. The Christmas Song (Alt Take)
  17. White Christmas (Alt Take)
  18. Frosty, The Snowman (Alt Take)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Anna Ternheim







Ai ai como eu amo a música nórdica!!!! Hoje trago a Anna Ternheim, cantora e compositora, nascida na cidade de Estocolmo, em 1978, ela traz um sopro de ar fresco a música nórdica, uma música simples e delicada, com grande influencia do Leonard Cohen, sem grandes experimentalismos, a discussão aqui é outra.

A Anna está em seu terceiro álbum, mas vim falar do meu primeiro (meu preferido), Somebody Outside foi lançado na Suécia em 2004, mas chegou ao mercado internacional apenas em 2006, explorando uma sonoridade mais acústica o que mais me chama atenção no trabalho dela, são as letras.





Criando uma atmosfera bem melancólica, sendo todas as letras cantadas em inglês, Anna traz discussões sobre mágoas, solidão e perdas (irrecuperáveis). Sendo bem sincero é um álbum bem triste, ou até mesmo atormentado, o que não tira de forma alguma a beleza do trabalho, muito pelo contrário, acho que o fato de não ser um cd pra se escutar toda hora, apenas o torna mais bonito.

“Leave the body leave the mind / Leave the body leave the mind / Every promise every place behind”, e daí ela segue em sua tristeza vaga até chega em A French Love, na minha opinião o ápice do álbum, onde ela vai dizer “Qui ne m'aime pás / Qui n'a pas besoin de moi” que é sem dúvidas a grande verdade do álbum!!!

Não sei como ficou a edição do álbum na sua primeira versão, mas a que baixei (e trago aqui pra vocês) traz o álbum duas vezes, as músicas aparecem pela primeira vez com acompanhamento de uma banda, e em seguida as músicas são repetidas, dessa vez só com a Anna cantando acompanhada de um violão, ou piano, e são em suas versões mais cruas, simples, que elas músicas, paradoxalmente, ficam ainda mais densas.



Então respirem fundo.... e aproveitem. Bom Appetit !!!!!





Álbum: Somebody Outside (Ltd. Edition)
Artista: Anna Terheim
Ano: 2004
Gênero: Folk, Indie
Tracklist:
  1. To be gone
  2. Better be
  3. I'll follow you tonight
  4. Bring down like me
  5. I say no
  6. A French Love
  7. A Voice to calm you down
  8. Somebody's outside
  9. My secret
  10. Shoreline
  11. To be gone (naked version)
  12. Better be (naked version)
  13. No way out (naked version)
  14. Troubled mind (naked version)
  15. Bring down like i (naked version)
  16. I say no (naked version)
  17. A French love (naked version)
  18. My secret (naked version)
  19. I'll follow you tonight (naked version)

P.S.: Este mês e inicio do próximo a gaveta terá grande novidades, postagens especiais, convidados especial, golpes de estado e muito prêmios! um de nossos seguidores ganhará um iPad 2. Tá essa parte do iPad é mentira, mas todo o resto vai rolar mesmo! Então fiquem ligados =]

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Lisandro Aristimuño




Um argentino que mistura o estilo folclórico argentino, alguns efeitos eletrônicos, um pouco de pop e experimentalismos orquestrais e ambientais. Lisandro Aristimuño é uma espécie de militante da cena musical independente, sendo muito respeitado entre os grandes artistas da Argentina e de outros países. Suas músicas incorporam "instrumentos" incomuns e poesias interessantes e são sempre aclamadas pela crítica especializada.

Hoje trago seu último álbum "Las Crónicas del Viento", de 2009. Este é um cd duplo que como foi descrito no Rock.com.ar é melancólico, autobiográfico, frágil, incandescente, inteligente. Na primeira parte do álbum ouve-se um som mais elaborado (diria até ambicioso), enquanto na segunda parte há um predomínio de acordes de violão. "É como um disco-diário. Está impregnado de viagens", declarou ele.

O álbum é obrigatório para quem quer conhecer um pouco do que tem acontecido na terra de nossos "hermanos".

Experimente um pouco:





Las Crónicas del Viento






















Download

sábado, 10 de dezembro de 2011

Nina Becker








Boa noite povo!!!

Depois de falar da Anelis, passei o resto da semana pensando no que seria esse movimento da qual a Anelis faz parte, a Nova MPB, mais uma representante dessa turma descolada (!) é a lindíssima Nina Becker.
Esqueçam aquelas cantoras descalças com flores na cabeça, porque essa nova safra de cantoras chegou para romper com muitas das tradições da MPB!!

Carioca dona de uma voz doce, e ao mesmo tempo poderosa, ela é cantora, compositora, cenógrafa e estilista. Começou a cantar na Orquestra Imperial, ao lado da apaixonante Thalma de Freitas, Moreno Veloso, Rodrigo Amarante, Duani, Nelson Jacobina, Berna Ceppas, Pedro Sá, Rubinho Jacobina, Bartolo, Kassin, Wilson das Neves, Bidu Cordeiro, Mauro Zacharias, Felipe Pinaud, Domenico Lancelotti, Leo Monteiro, Stephane San Juan, Cesar Bodão, Altair Martins, só a galera massa!

Paralelo a orquestra ela começou a articular seu trabalho solo, onde primeiro lançou um EP, intitulado Superluxo (2007), e começou a prometer um álbum completo, que sairia em breve. Bem dois anos se passaram de muita espera a ansiedade, afinal de contas o EP foi um trabalho ótimo, nesse trabalho ela cria um clima acolhedor, eu ainda acrescentaria um clima sensual, tentando explicar uma impressão (meio inexplicável), acho que ela cria a atmosfera do trip-hop sem o trip-hop. (vai entender...).

E como que para compensar a demora, eis a Nina aparece não com um mais dois álbuns ao mesmo tempo o Vermelho e o Azul, ambos numa atmosfera mais calma que o EP. Os álbuns foram gravados enquanto a Nina se recuperava de uma hérnia de disco, chegou a gravar algumas faixas deitada para aliviar as dores, quando começou o processo de gravação a ideia era fazer apenas um álbum, que seria o Azul,mas concluída a gravação o álbum, ainda tinha muitas músicas, músicos e idéias, então por que não continuar? E daí nasceu o Vermelho, um trabalho um pouco mais alegrinho que o Azul, gravado em parceria com a galera do Do Amor, e gravado em apenas 4 dias.




Acho o trabalho da Nina mais um desses casos de música inclassificável, são tantas as facetas que seria prejudicial rotularmos como um único gênero musical. Então o que chama atenção no trabalho dela? Primeiro a voz, doce, delicada (mas não miada!!!), sua composições, além das músicas que apenas interpreta são todas muito bem escolhidas, conexas, seus álbuns contam uma história, não dá vontade de pular uma ou outra faixa, é gostoso escutá-lo todo!
Então aqui está à trilha sonora pra esse sábado à noite, recomendo o Superluxo, e pro domingo preguiçoso o Azul e Vermelho. Bom Appetit


Álbum: Superluxo (EP)
Artista: Nina Becker
Lançamento: 2007
Gênero: (Nova) MPB
Tamanho: 12 mb
Tracklist:
  1. A Visita
  2. O Bom Veneno
  3. Simbióticos
  4. Vossa Autoria


Álbum: Vermelho
Artista: Nina Becker
Lançamento: 2009
Gênero: (Nova) MPB
Tamanho: 89 mb
Tracklist:
  1. Madrugada Branca
  2. Toc Toc
  3. Volte Sempre
  4. Do Avesso
  5. Lá e Cá
  6. Janela
  7. Superluxo
  8. De Um Amor em Paz
  9. Lágrimas Negras
  10. Tropical Poliéster



Álbum: Azul
Artista: Nina Becker
Lançamento: 2009
Gênero: (Nova) MPB
Tamanho: 82 mb
Tracklist:
  1. Ela Adora
  2. Pedido
  3. Samba-Jambo
  4. Dans Ton Ilê
  5. Lá e Cá
  6. Não Tema
  7. Não Me Digas Adeus
  8. Janela
  9. Flor Vermelha
  10. Medo

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Anelis


Boa tarde caros leitores e leitoras!!!

Já aproveitando o clima de final de ano, agora que o estresse é menor, embora as demandas continuem grandes, vou tentar dar um gás por aqui e postar um pouco mais até o ano que vem.

Fico muito feliz com essa onda que o pessoal esta chamando de Nova MPB, tem muita gente boa fazendo barulho por ai, e esse ano dois álbuns me chamaram bastante atenção o Journal de BAD da Barbara Eugênia (um dia eu posto) e o Sou Suspeita. Estou Sujeita. Não sou Santa da Anelis (ex DonaZica), filha do grande Itamar Assumpção.


Com exceção de algumas poucas faixas, simplesmente não gostei o álbum a primeira vez que escutei, gostei muito da voz da Anelis, mas achei o cd meio desconexão, muitas referências, influências, muita informação ao mesmo tempo, acho que essa uma característica forte dessa “Nova MPB” fazer uma junção de ritmos diferentes, e até mesmo gêneros. No final das contas tudo é uma grande brincadeira, é divertido, gostoso, despretensioso. mas uma vez esquecido os preconceitos, e ao reescutar o álbum, um surpresa! é bom! é muito bom!!!!! diria quase viciante.

A Anelis vai do samba ao reggae muito mais do que bem acompanhada, além do pai Itamar Assumpção (falecido em 2003) que participa da primeira faixa, e influencia sua cria em todo o álbum, ela também é acompanhada pelo Gero Camillo, Céu, Thalma de Freitas, Karina Buhr, Flávia Maia, Alzira E. e Cris Scabello. Aliás, acho que podemos apontar isso também como outra característica dessa tal de “Nova MPB”, todo mundo trabalha em rede, todo mundo se conhece, além de conhecerem os fãs, e nessa relação, essa constante troca, somos nós, os ouvintes, que mais ganham.

Pra mim o álbum trás uma atmosfera preguiçosa, dá vontade de aumentar o volume e ficar escutando deitando, olhando o tempo passar.... Ao escutarem atenção para as faixas Mulher seguindo meu pai, Amor sustentável e Luz nos meus olhinhos, pra as melhores composições, mas também acho que os grande momentos são da Anelis com a Thalma de Freita e com o Karina Buhr.

Sem mais delongas... Bom Appetit



Álbum: Sou Suspeita. Estou Sujeita. Não sou Santa
Artista: Anelis
Lançamento: 2011
Gênero: (Nova) MPB
Tamanho: 153
Tracklist:
  1. Mulher segundo meu pai
  2. Bola com os amigos
  3. Amor sustentável (Feat. Gero Camillo)
  4. Passando a vez
  5. Deita I
  6. Secret (Feat. Céu e Thalma de Freitas)
  7. Neverland (Feat. Céu)
  8. Sonhando (Feat. Karina Buhr e Flávia Maia)
  9. Estrela
  10. Quaresmeira (Feat. Alzira E)
  11. One day (Feat. Cris Scabello)
  12. Alta madrugada (Feat. Céu e Thalma de Freitas)
  13. Deita II
  14. Luz nos meus olhinhos
  15. Paixão cantada (O urso da cara brilhante)
  16. O Importante é o que Interessa (Vinil & Digital) (Feat. Lurdez Luz e Rodrigo Brandão)
  17. Como é Gostoso (Vinyl & Digital)

sábado, 3 de dezembro de 2011

Björk









Boa noite povo!!!

Primeiro quero dar boas vindas a nossa primeira gavetuda @marcia_elane, seja muito bem vindo, a gaveta com certeza vai ficar muito mais chique e glamorosa com uma presença feminina pelas bandas de cá!

E agora cumprida a parte social da coisa, vamos ao que realmente interessa, o post de hoje acho que todo mundo já escutou (e espero tenham gostado como eu gostei =] ), o mundo sempre dá uma paradinha toda vez que a Björk grava alguma coisa nova!

Pra quem não conhece a Björk, ela é uma cantora e compositora islandesa, que hoje esta com seus 46 anos, e inovar de maneira única e se reinventar a cada trabalho, desde que começou sua carreira solo.

A Björk gravou seu primeiro álbum (homônimo) em 1977, com apenas 12 anos, e que le rendeu de cara dois discos de platina. Durante a sua adolescência e inicio de fase adulta a Björk foi onde ela começou a experimentar integrando várias bandas, de punk, post-punk, projeto mais experimentias, e foi indo de banda em banda até chegar ao The Sugarcubes, que eu não tenho certeza mais acredito que foi a primeira banda da Islândia a ganhar projeção mundial.

Com o decorrer com tempo a banda foi chegando ao seu fim, e Björk continuo a crescer, em 1990 ela gravou Gling-Gló com o trio Trio Guðmundar Ingólfssonar, o mais tradicional trio de jazz da Islândia, esse álbum vale muito a pena dar uma conferida. E daí em diante ela lança álbuns cada vez mais influentes, e torna um dos maiores nomes quando se fala em vanguarda musical do século XXI.

Esse ano eu até tava achando meio devagar em termos de lançamentos, mas tudo mudou até finalmente sair o Biophilia, durante toda a carreira dela é bem pulsante que ela vai alem de música em si, seus álbuns sempre tiveram uma preocupação estética muito forte, e de uma criatividade sem precedentes, então pra aqueles que acham Lady Gaga o máximo, eu recomendo um dose cavalar de Björk, no mínimo duas vezes ao dia, principalmente seus clipes.

O Biophilia é simplesmente uma belíssima obra de arte, e o álbum com o conceito mais forte já composto pela cantora, esse álbum seria algo como a comunhão entre a natureza, a música e a tecnologia, acho que uma das maiores inovações desse trabalho fica por parte da tecnologia, além de ser sido quase inteiramente composto num iPad, o álbum também traz uma séria de apps para iPad e iPhone, na verdade o álbum em si termina sendo um acessório dos apps, então são 10 apps referente a cada música, com onde os ouvintes pode remixar as faixas, jogas, também inclui animações, entre outras coisas, e também tem um aplicativo mãe, que apresenta o álbum e todos os demais apps. Vejam a apresenação do app mãe




Levei um tempo pra digerir esse álbum (assim como todos os outros), e acho que é sem dúvidas um dos melhores da carreira dela, embora o meu preferido ainda seja o Medúlla. Hoje eu estou absolutamente viciado no Biophilia, que pra mim seria, segundo o conceito do álbum, uma mistura de três diferentes momentos da Björk, o Vespertine (2001), o Drawing Restraint 9 (2005) e o Volta (2009).

Ao escutarem atenção aos instrumentos usados, quem além do tom minimalista conferem uma atmosfera bem futurista, principalmente ao gameleste, instrumento criado especificamente para o Biophilia, que segundo li por ai é “uma mistura do gamelão (uma espécia de marimba típica da Indonésia) com a celesta, aquele pianinho vertical”. Porém, mais bacana do que os instrumentos usados, acho que são os “não-intrumentos” presentes no disco como a bulbina de Tesla, em Thunderolt.









Pelo texto já deve ter dado para percebe que eu gosto muito da Björk, então não vou ficar aqui puxando o saco dela (mais do que já fiz), vamos simplesmente apreciar o álbum, que acredito seja um marco na história da música!!!! (hehehehe)




Álbum: Biophilia
Artista: Björk
Lançamento: 2011
Gênero: experimental, outro
Tamanho: 101mb
Tracklist:
  1. Moon
  2. Thunderbolt
  3. Crystalline
  4. Cosmonogy
  5. Dark Matter
  6. Hollow
  7. Virus
  8. Sacrifice
  9. Mutual Core
  10. Solstice


P.S. Letícia, valeu a dica vou dar uma procura pela Dave Thomas, quando tiver um tempinho posto aqui =]

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Jónsi









Há duas coisas que nunca me despertam atenção num álbum, a menos que seja muito bem recomendado, vocal masculino e álbuns ao vivo, e as duas coisas juntas é quase certeza de que não irei gostas, aliás, irei odiar.

Mas eis que surge o projeto solo do Jónsi, que tinha tudo pra passar completamente despercebido, mas que por alguma razão desconhecida decidi baixar o Go Live, e então....uma surpresa, uma deliciosa surpresa, esse álbum é de longe o melhor ao vivo já tive o prazer de me deleitar.

Com um set list simplesmente inebriante, essa pérola da música é uma viagem transcendental, como diria @Edjackson, às melhores experiências que a alma humana pode usufruir. Um trabalho de sutilezas, que cria uma ambiente quente, o som é envolvente, é como se as músicas nos abraçassem.

Acredito que não haja muito a ser falado sobre o Jónsi, por mais que se tente, é como foi muito bem posto por @sadraquelucena: “Simplesmente não há uma maneira racional de descrever”




A única coisa que eu posso realmente dizer é: Escutem, escutem, escutem. Uma refeição com direito a entrada, prato principal e sobremesa. Bom Appetit !!!


Álbum: Go Live
Artista: Jónsi
Lançamento:2010
Gênero: Ambient, Post-Rock, Experimental, Icelandic
Tamanho: 176 mb
Tracklist:
  1. Stars In Still Water
  2. Hengilás
  3. Icicle Sleeve
  4. Kolniður
  5. Tornado
  6. Sinking Friendships
  7. Saint Naïve
  8. Go Do
  9. Boy Lilikoi
  10. Animal Arithmetic
  11. New Piano Song
  12. Around Us
  13. Sticks And Stones
  14. Grow Till Tall

Álbum: Go Out EP
Artista: Jónsi
Lançamento:2011
Gênero: Ambient, Post-Rock, Experimental, Icelandic
Tamanho: 48 mb
Tracklist:
  1. Go Do (klive Remix)
  2. Tornado (Fuck Buttons Remix)
  3. Around Us (WLD PTCH Remix)
  4. Go Do (Bogdan Raczynski Remix)

Álbum: Live At The WilternArtista: Jónsi
Lançamento:2011
Gênero: Ambient, Post-Rock, Experimental, Icelandic
Tamanho: 142 mb
Tracklist:
  1. Stars In Still Water
  2. Hengilás
  3. Icicle Sleeves
  4. Kolniður
  5. Tornado
  6. Sinking Friendships
  7. Saint Naïve
  8. Go Do
  9. Boy Lilikoi
  10. Animal Arithmetic
  11. New Piano Song
  12. Around Us
  13. Sticks and Stones
  14. Grow Till Tall

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Zaz



De certa forma, este post é uma homenagem a Edjackson, que há algum tempo está morando em Toulouse e tem deixado uma lacuna enorme nos amigos, dada a saudade. Além disso, a música francófona é uma das melhores coisas que se pode ouvir, não só pela belíssima sonoridade da língua, como pela criatividade da leva de artistas franceses que vem surgindo.

Isabelle Geffroy, conhecida como Zaz, é uma cantora que perscruta entre jazz, soul e chanson de forma belíssima. Sua voz se assemelha à Fréhel e Piaf, sendo muito fácil tornar-se viciado em suas músicas. Antes de lançar seu primeiro álbum em 2010 e tornar-se a cantora mais popular no ranking francês daquele ano, ela trabalhou como corista em Toulouse. Seu álbum traz consigo uma beleza íntima e única, sendo coeso e agradável em toda sua construção. Para um pequeno deleite, assista ao vídeo abaixo:




Zaz





















Download

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Florence and The Machine






Descobri que existe uma linha tênue entre o bem-estar e o mal-estar; às vezes, é preciso apenas uma palavra, um olhar ou um pensamento para levá-lo para o outro lado.

Algumas pessoas têm o talento incrível de permanecer constantes; parecem ser indestrutíveis, verdadeiras fortalezas; nunca parecem ser atingidas pelas adversidades. Admiro muito estas sortudas; até mesmo, invejo-as. Eu, por natureza ou escolha própria, sou inconstante. Não sinto de necessidade de sorrir o tempo todo. Gosto de mergulhar nas profundezas da tristeza de vez em quando e enxergo uma beleza estonteante neste ato. Vejo-me despido das expectativas externas e contemplo minhas vulnerabilidades... Compreendo-me.

Conheço pessoas que mergulham na escuridão para que enxerguem verdadeiramente o que é a luz, o prazer. Assim sou eu. Às vezes gosto apenas de ficar na escuridão com os meus amigos e amores; enxergando suas frustrações e sentido de suas lágrimas; refletindo e amando tudo que os tornam tão especiais. Neste estado, desenho mapas de nossos verdadeiros sentimentos, os quais teríamos vergonha de rabiscar se estivéssemos em luz. Eu diria que um aumento na minha escuridão corresponde a um aumento na minha luz. Assim também pensa minha recomendação de hoje.

Florence and the Machine deixou de ser apenas um experimento do folk-rock britânico; ela foi capaz de criar um monumento ao amor com seu novo álbum, Cerimonials. O título transcreve bem o que nos é apresentado como uma viagem a escuridão provida pela experiência afetiva. Gritos internos, preces de socorro, prantos sem lágrimas, decepção com si mesma e com o outro, pedidos de morte, sonhos atormentadores e muitos outros elementos da beleza vulnerável de arriscar-se no amor são nesta obra demonstrados.

Para mim, é o melhor álbum do ano de 2011. Claro que é preciso viajar muitas vezes neste álbum, de uma forma que o permita ter experiências com ele. É um álbum muito denso com muitos elementos a serem entendidos. Admiro muito Florence por não ter vendido sua verdade já que se tornou mainstream no ano passado (2010). Penso em Florence com uma combinação entre Pj Harvey, Feist, Kate Bush, Adele e U2. Sei que isto é incongruente, contudo quando escuto Florence não sinto vontade de escutar estes outros artistas; tudo parece muito pequeno. Aproveitem!





CEREMONIALS 


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Joe Morris Quartet







Boa noite estimados leitores!!!

Hoje eu vim para polemizar, quero provocar, inquietar! Ando achandoas coisas muito certinhas (de Adele pra cá), hoje eu não quero belas vozes ecanções, quero simplesmente escutar barulho, quero toda a liberdade e anarquiaque a música me pode oferecer.

Acho que a música tem como uma de suas funções espelhar oque sentimos. Eu cheguei numa daquelas fases da vida em que você sabe que muitacoisa vai mudar drasticamente, o que causa um certo desconforto. As cobrançasaumentam, as (auto)críticas também aumentam, as apostas são cada vez maisaltas.

E nessas situações o que reflete todo esse caos é também oque me acalma: barulho! Então, está na hora de recorrer ao Joe Morris Quartet.Formado por: Joe Morris (guitarra); Mat Maneri (violino); Chris Lightcap (baixo); Jerome Deupree (bateria).

Quando falamos de jazz, acho meio complicado que seclassifique os músicos num subestilo, por exemplo, free, bepop, avant garde,dixieland, etc. tudo vai depender muito do momento de cada músico e/ou música, aindamais agora que descobri que o jazz “ganhou” o status de música erudita.

De qualquer forma, apenas a titulo de ilustração, o JoeMorris Quartet se encaixaria melhor do estilo free, levando a música ao limite,chegando a beirar o atonalismo, o que simplesmente me hipnotiza!!

Então por que escutar? A única coisa que eu posso dizer éporque o Joe Morris Quartet é a maior expressão de liberdade musical que euconsigo lembrar, nunca escutei nada tão original.

Contudo, se você não de livre improvisação, experimentalismoou dissonâncias, aconselho ignorar esse post. Mas se você não tem preconceitosmusicais, ou quer apenas “poluir” seus ouvidos, o caos sonoro oferecido poresse quarteto é inebriante!






Álbum: ACloud of Blacks Birds
Artista: Joe Morris Quartet
Ano: 1998
Gênero: Free Jazz
Tamanho:80,5 mb

Faixas:
  1. Threshold
  2. Mesmeric
  3. A cloud ofblack birds
  4. Emblem
  5. Renascent
  6. Radiantflux
  7. Take place

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sufjan Stevens




Não estou conseguindo dormir esta noite. Agora são exatamente 02h01min da manhã. O céu está sem estrelas e não me oferece nenhum consolo. Resolvi compartilhar com nossos leitores o que tem acontecido em minha vida, enquanto escuto um dos melhores artistas que conheço, Sr. Sufjan Stevens.

Estou me apaixonando. É tudo tão belo, misterioso e incontrolável. Pela primeira vez estou sentindo aquelas borboletas se revirando nos tecidos do meu estômago. A respiração está parando quando me lembro de alguns simples momentos juntos. Envio uma mensagem e aperto o celular nas mãos para ter certeza que sentirei os momentos que suas palavras chegarão. 


Sinto-me mais vaidoso. Presto atenção nos detalhes desproporcionais do meu rosto. Como incontrolavelmente, ou simplesmente, não como nada. Acho que é só uma forma impensável de mostrar a mim mesmo que estou perdendo o autocontrole. Sorrisos involuntários, choros irracionais, prévios planos em reticências, medo de rejeição, estúpidas conversas. O ato de perder-se em alguém e encontrá-lo (a) em si. Quero me permitir ser amado e mostrar o que há de precioso em meu coração para a pessoa que eu escolhi.

Sufjan Stevens entende bem o que é apaixonar-se. É impossível ouví-lo e resistir à tentação de escutar novamente seus álbuns quando acabam. Encontra-se da música erudita a eletrônica, lo-fi folk ao indie pop, da religião ao puro amor, de animais a elementos místicos, da morte à vida eterna. No fim de tudo, acredito que como no amor você encontra todas as emoções da vida.

Sufjan Stevens tem estado na minha vida por muito tempo, contudo nunca consegui descrevê-lo. Por isto, acho que fui adiando esta recomendação. Ele é um dos artistas mais ecléticos que conheço. Já se transformou em diversos personagens, mas nestas caminhadas nunca se perdeu ou deixou sua assinatura ilegível. Ele é sensível em suas palavras e acordes nas suas “baladas” cantadas em suspiro. É também um líder harmônico no folk que retrata histórias como de cidades, assassinos, viagens, etc. Ou seja, um gênio.

Não se esqueça de perder-se ao escutar seus álbuns. Esteja livre para esta trajetória de diversas partes de si mesmo.

Nas palavras de Stevens encontro muito significado:

“I'd swim across lake Michigan
I'd sell my shoes
I'd give my body to be back again
In the rest of the room
To be alone with you
You gave your body to the lonely
They took your clothes
You gave up a wife and a family
You gave your goals
To be alone with me”

Torçam por mim!





THE AGE OF ADZ (2010)












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SEVEN SWAMS



THE AVALANCHE



ILLINOISE



MICHIGAN