Radiohead é uma das maiores bandas de todos os tempos (inclusive, @Edjackson2 já postou um álbum aqui) com uma carreira extensa. É interessante ver a evolução de uma banda do final dos anos 80/início dos anos 90 (Radiohead foi formada em 1988, mas o primeiro single, Creep, é de 1992) que não ficou sempre com os mesmos acordes, que buscou a própria reinvenção (Sim!). A essência da banda é a mesma, Thom York continua com seus fantasmas, mas um novo álbum da Radiohead é realmente algo novo.
The King of Limbs é um álbum que mistura o etério e o convulsivo. Tudo começa com Bloom, uma música cheia de batidas quebradas e sons irrequietos, guiadas (por vezes, imperceptivelmente) por sons de pianos constantes. Morning Mr. Magpie vem em sequência, com uma guerra constante de nervos. Little by Little é marcada por cordas, enquanto Thom York canta toda sua confusão. Feral é o momento "instrumental" do álbum. Lotus Flower vem com compassos bem marcados, por hora esquizofrênicos. Codex é mais introspectivo e temos a sensação de estarmos pulando de um abismo, caindo em um lago. Give Up the Ghosts é o momento da transcendência, dando continuidade a Codex. Por fim, temos Separator, fechando o álbum com uma música limpa, relaxante...
Se quiser dar uma conferida no vídeo de Lotus Flower, com Thom York e seus espasmos convulsivos, tá ai:
The King of Limbs
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