segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Joss Stone





O que aconteceu com o mundo quando eu acordei de ressaca? Assim começa o quinto álbum de Joss Stone, LP1. Ela nos coloca em uma dúvida gostosa e divertida de desvendar nos momentos seguintes. Por destino ou por intenção própria, ela mostra na multiplicidade do seu caráter e o que é a música para si: voz, paixão, diversão e ideais. Em sua nova produção, construída em apenas 6 dias com seu amigo e produtor David Stewart (Rolling Stones, Bon Jovi, etc.), ela faz um álbum cru e pessoal.

O que me chama a atenção para esta artista é sua experimentalidade. Apesar de estar inserida na geração de cantoras pop que vendem milhões de CDs, ela não articula suas vendagens através de sua imagem. Ela mostra mais uma vez que não se importa com isto, até mesmo com a fama e com o reconhecimento. Como é que alguém chega num ponto de sua carreira em que sua arte é desvinculada do comercial, emergida da sua própria motivação de fazer sua música viver, não viver da música. Sua voz é diferente de tudo o que existe nas rádios; seu estilo lembra o R&B Soul com presentes momentos do Rock e Country de divas como: Aretha Franklin, Dusty Springfield e Janes Joplin. Ela defende a idéia de que a música deve ser mesmo compartilhada – “Não me importo como as pessoas me escutem, contanto que escutem”.

Este álbum mostra a Joss desembaraçada, experimentando em seu futuro promissor. A faixa Last one to Know nos incendeia com o sentimento demonstrado até a dor de suas cordas vocais; Take Good Care e Boat Yard satisfazem os apaixonados da Adele. Karma traz os arranhos de sua garganta, jorrando pragas no amado. E Newborn and Somehow, mostram a naturalidade que ela se propõe a representar. Este é o LP1, uma verdadeira surpresa para mim, mas que com certeza agradará a poucos do blog. Explorem!







JOSS STONE LP1














Um comentário:

  1. O Lp1 é o melhor album dela até agora. Tem sentimentos e história, e foi feito em apenas 6 dias. Está perfeito.

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