domingo, 20 de junho de 2010

Micachu and The Shapes





Imagine uma banda que consiste de elementos orgânicos como violão e percussão embrulhados em ruídos artificiais e enlaçados por sintetizadores experimentais esquizofrênicos. Sim, esta talvez seja a melhor descrição para toda a euforia de Micachu and The Shapes. No meio de toda essa leva de bandas que não se consegue classificar, surge Mica Levicriandos impressionantes mixtapes com alguns amigos até dar de cara com o produtor Matthew Herbert. O que eles fizeram: misturaram o instrumento "criado" por Micachu, o chu (um violão com cordas de baixo), com um aspirador que percorre incessantemente pelas músicas, e uma bateria extremamente desobediente. No que deu tudo isso? O álbum Jewellery.

O álbum de estreia Jewellery tem uma aura urgente, claustrofóbica, que é totalmente instigante. Por instantes você conhece todo o caos musical (no bom sentido) interligados com a "delicadeza" do pop. Ao longo do álbum os sintetizadores disputam lugar com barulhos de boca, instrumentos "desafinados", uma calculadora 8-bit, batidas semi-dubstep e uma furadeira! O que percebemos é que o suposto gênero pop, que a própria Micachu atribuiu ao disco, é picado, embaralhado, colado e recriado.



Jewellery





















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