Estava assistindo um programa sobre o porquê do papel da mulher tornar-se marginalizado na sociedade. Um dos questionamentos que eludiam pensamentos fazia referência ao grande medo humano, encarado como morte. O filósofo contava que o mundo por amar demais a vida, passou a detestar a morte, criar meios de evitá-la ou de torná-la trágica: o uso do preto, o pranto, fechar-se em um caixão. Contudo, o ponto interessante do pretendido pelo filósofo era demonstrar que o contrário de morte não é a vida, e sim, o nascimento. Como a mulher é o ser que é responsável direta por conceber, por permitir um ser nascer, logo ela também é vista como alguém que tem poder sobre a vida. Enfim, a discussão é bem longa... A razão é: - Por que falo disso? Simplesmente porque o álbum que vos apresento hoje tem o poder de proporcionar a morte e o nascimento a qualquer ser humano que se permita escutar.
Para mim o melhor álbum já existente e não acredito em superação de perfeição; ou seja, ninguém tirará seu posto. Radiohead é conhecida por uma banda de imenso valor musical; unindo como poucos o eletrônico e o rock; a simplicidade e imensidão; o preto e branco; o grito e o sussurro. O incrível é que o propósito do álbum (concebido há 13 anos) é alertar a humanidade para uma sociedade que vivemos hoje; um mundo tecnológico desenfreado; relações virtuais; o esquecimento do olho no olho; uma robotização do sentimento.
Ok Computer é o terceiro álbum da banda lançado em 1997 e incomparável na história do rock. A autonomia sobre esse álbum foi dada por sua gravadora, sem exigência de prazos, permitiu a banda se alojarem na casa da atriz Jane Seymour. Isto afastou eles do que chamavam de "bloqueio da imaginação" por estar perto de barulho, famílias e amigos. Esse álbum explode a mente de qualquer pessoa que mergulhe nele; faz com que você caia em profunda agonia; pertuba a normalidade; dar tapas na cara da sociedade. E se você não tiver equilíbrio é melhor não escutá-lo porque ele pode destruir você. Já vi muitas pessoas se afundarem com ele.
A voz do vocalista, Thom Yorke foi gravada nas primeiras tomadas porque ele não queria pensar demais para impostar técnica, queria sentimento. O uso de instrumentos como cello; uma guitarra gritante, mais melodiosa que ruidora; piano elétricos; zumbidos distanciados percepção de insetos correndo em sua cabeça e seu som transmitindo ondas fora fa voltagem. O incrível é que cada música do cd tem uma história baseada em livros, estilos de grandes músicos, instrospecções da banda, tentarei resumir apenas a idéia proposta das canções (ao meu ver com declarações dos integrantes):
Para mim o melhor álbum já existente e não acredito em superação de perfeição; ou seja, ninguém tirará seu posto. Radiohead é conhecida por uma banda de imenso valor musical; unindo como poucos o eletrônico e o rock; a simplicidade e imensidão; o preto e branco; o grito e o sussurro. O incrível é que o propósito do álbum (concebido há 13 anos) é alertar a humanidade para uma sociedade que vivemos hoje; um mundo tecnológico desenfreado; relações virtuais; o esquecimento do olho no olho; uma robotização do sentimento.
Ok Computer é o terceiro álbum da banda lançado em 1997 e incomparável na história do rock. A autonomia sobre esse álbum foi dada por sua gravadora, sem exigência de prazos, permitiu a banda se alojarem na casa da atriz Jane Seymour. Isto afastou eles do que chamavam de "bloqueio da imaginação" por estar perto de barulho, famílias e amigos. Esse álbum explode a mente de qualquer pessoa que mergulhe nele; faz com que você caia em profunda agonia; pertuba a normalidade; dar tapas na cara da sociedade. E se você não tiver equilíbrio é melhor não escutá-lo porque ele pode destruir você. Já vi muitas pessoas se afundarem com ele.
A voz do vocalista, Thom Yorke foi gravada nas primeiras tomadas porque ele não queria pensar demais para impostar técnica, queria sentimento. O uso de instrumentos como cello; uma guitarra gritante, mais melodiosa que ruidora; piano elétricos; zumbidos distanciados percepção de insetos correndo em sua cabeça e seu som transmitindo ondas fora fa voltagem. O incrível é que cada música do cd tem uma história baseada em livros, estilos de grandes músicos, instrospecções da banda, tentarei resumir apenas a idéia proposta das canções (ao meu ver com declarações dos integrantes):
1. Airbag - Inspirada na idéia de "que onde quer que você vá em sua vida, você sempre ser assassinado".
2. Paranoid Android - Foi escrita depois de um noite ruim de York em um bar em Los Angeles sobre a agressividade de uma mulher que agiu violentamente porque alguém derramou bebida nela. A música compõe de diversos retalhos.
3. Subterranean Homesick Alien - Aborda tema de ficção científica onde alguém é abduzido para contemplar "o mundo como gostaria de vê-lo".
4. Exit Music (For a Film) - (Minha preferida) Demonstra uma busca por um lar, uma serenidade em viver um amor puro e a impossibilidade de se sentir acolhido; a luta por um amor já tido como impossível, e que ainda assim, vale a pena abdicar da própria vida. Foi escrita para a adaptação do filme Romeu e Julieta (aquele com Di Caprio).
5. Let Down - Descreve um momento que você está em uma espécie de transe, sem controle de si mesmo. Através de um piano elétrico, um solo sentido de guitarra. Uma comparação do sentimento de se sentir um ser diminuto; apenas um inseto qualquer.
6. Karma Police - É sobre o ato de se fazer algo errado (um conjunto de palavras em uma piada interna da banda).
7. Fitter Happier - Começa a outra metade do disco com uma voz mais computadorizada, sons mais presentes ao fundo. Um incrível choque pertubador na consciência do superficial...vozes pronunciado vozes de efeito.
8. Electioneering - Sobre o compromisso de um artista ao lutar por devender uma arte; usá-la em assuntos de despertar a sociedade.
9. Climbing Up the Walls - É sobre "o monstro no armário"; sobre algo que você se esconde. Muitos citam que a representação da caça de um inseto.
10. No Surprises - Recria o cenário de um mundo "perfeito", mas não como parte daquela alma: um vida acabada, sonhos dispertos, desordem política, decepções em relações interpessoais, etc.
11. Lucky - Conta a história de um homem que sobreviveu em um acidente de avião em um lago e tornou-se um super herói. É uma esperança inserida no álbum.
12. The Tourist - Foi uma maneira de Thom Yorke teve para dizer a si mesmo que precisa se acalmar, apaziguar um pouco.
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Faltou a minha preferida: Let down.
ResponderExcluirJá está corrigido no texto.
ResponderExcluirE no download já estava inserida.
Agradecemos a percepção e comunicação.
AbraçO!
muito bom o texto.
ResponderExcluirVou deixar aqui o endereço do meu blog.
se quiser da uma sacada:
http://cineticoesonico.blogspot.com/
abraço, parabens!
Sobre isso:
ResponderExcluir12. The Tourist - Foi uma maneira de Thom Yorke teve para dizer a si mesmo que precisa se acalmar, apaziguar um pouco.
The Tourist não foi escrita pelo Thom. :)
Olá amigo, sei que é meio tarde, mas como ávida fã de radiohead precisei vir aqui e em primeiro parabenizá-lo pelo belo texto e interpretações. Ok Computer é também meu CD favorito da banda, pra mim o que ele tem de mais especial é uma característica de renovação que eu acho que nunca vai ser superada. Pra mim, o Ok-C soa diferente a cada escutada, traz emoções diferentes, e por incrível que pareça, elementos sonoros novos. Toda vez. Inclusive essa questão do nascer e morrer é bem pertinente, tem gente que diz que o ok-computer em si descreve um ciclo de vida, começando em airbag e terminando em the tourist, obviamente.
ResponderExcluirem tempo; quanto a the tourist, posso dizer que isso já foi discutido bastantes vezes, e não vou poder citar fontes mas pelo que eu li, o que houve foi o seguinte, o Jonny estava em Paris e ele escreveu a música ao observar os turistas que iam e viam sem dar muita bola para a beleza da cidade.
só que ele não tinha escrito o refrão. ele levou até o Thom e aí sim, a parte do "hey man, slow down, idiot slow down" foi o Thom que escreveu mesmo...
espero que tenha clareado as dúvidas! até mais,
Debora.